Brasília-DF,
20/SET/2021

Ame-o ou deixe-o: panetone figura os quitutes tradicionais do período natalino

Mas há quem prefira substituir a iguaria por outros doces, como bolos recheados e pavês

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Rebeca Oliveira Publicação:05/12/2014 06:12Atualização:04/12/2014 14:54

Felipe Oliveira defende a valorização do panetone artesanal (Gilberto Alves/CB/D.A Press)
Felipe Oliveira defende a valorização do panetone artesanal
Todos os anos, o padeiro Felipe Oliveira, que comanda a Panetteria d'Oliva há poucos meses, espera ansiosamente o Natal para comer panetone. Fermentado por 24 horas, o panetone feito por Felipe ganha textura aerada e aroma mais centrado em notas de frutas como limão-siciliano, lima e laranja. O ideal para clientes como a personal trainer Dayrine Gomes, que abre mão da dieta pelo produto. "Uma pena que seja difícil encontrá-lo no restante do ano. Por isso, em dezembro, eu compro um estoque da iguaria, que geralmente dura até o mês de março", afirma. Quem também cai de amores pelo pão é a estudante de biomedicina Kelly Andrade: "O mais interessante é a textura."

Segundo Felipe Oliveira, diferentemente de Dayrine, alguns clientes que têm resistência ao produto se rendem à iguaria fabricada de maneira artesanal. “Muitos panetones feitos em larga escala se utilizam de essências artificiais para dar gosto ao produto, quando, na verdade, deveria usar cascas de frutas cítricas, como fazemos por aqui”, pontua Oliveira. O panetone tradicional feito por ele sai a R$ 13,80, 450g), enquanto o chocotone custa R$ 15 (450g).

Marcella criou um bolo: iguais no visual, diferentes no sabor (Gilberto Alves/CB/D.A Press)
Marcella criou um bolo: iguais no visual, diferentes no sabor

Ao contrário do padeiro, Taináh Mota detesta o quitute de cor bege e pontilhado por doces multicoloridos. O pão italiano é o maior tormento gastronômico da estudante. “Sou daquelas que odeiam panetone e todas as suas variações. Nem que seja coberto de chocolate. O cheiro já é insuportável”, reclama.

Assim como Taináh Mota, a chef confeiteira Marcella Pinho, que comanda o Mãe & Filha Ateliê, não é nada simpática à receita. “Nem eu nem a minha mãe e sócia, Tina, usamos frutas cristalizadas nos panetones. Só os faço com chocolate, e, na massa, faço uma mistura de essências bem suaves, apenas para remeter ao sabor do pão”, afirma Marcella.

Uma criação do Ateliê Mãe & Filha promete alegrar o Natal de clientes avessos ao quitute italiano. O bolo de baunilha com gotas de chocolate ao leite, recheio de brigadeiro de nozes e cobertura de chocolate belga e frutas secas (R$ 140 — 1,4kg) é assado na forma idêntica à do panetone. Mas as semelhanças param por aí. Se o cliente preferir, pode trocar o brigadeiro de nozes por outro sabor, entre os 28 disponíveis. Brigadeiro belga, brigadeiro branco, doce de leite, pistache e castanhas são algumas das combinações.

 

Ateliê Mãe & Filha
(Encomendas pelo e-mail maeefilha@live.com ou telefone 9646-9546 e 9983-3483), aberto de segunda a sexta, das 9h às 18h; e sábado, das 9h às 13h. Pedidos com quatro dias de antecedência e taxa de entrega a depender da localidade - Lago Sul, Lago Norte, Asa Sul e Asa Norte (R$ 10 a R$ 25). Fora dessas regiões, o produto deve ser retirado no Lago Sul.


Panetteria D'Oliva
(QE 26, Bloco B, loja 22; telefone 3083-8213 e 3083-8214), aberto de segunda

a sábado, das 9h às 20h.

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