Brasília-DF,
22/SET/2021

Zahia Café & Kebab oferece opções de pratos do café da manhã ao jantar

Comandado por Dulcinéa aprendeu a cozinhar na infância e publicou o livro 'Bola de cristal e varinha de condão - Para entender, transformar e amar'

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Liana Sabo Publicação:29/05/2015 07:25
 (Carlos Vieira/CB/D.A Press)

Quando a revolução de março de 1964 cassou o dirigente comunista Adelino Cassis, primeiro presidente do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, os colegas se cotizaram e ajudaram-no a comprar o Tabuleiro da Baiana, na esquina de cima da 104 Sul (onde funciona o Carpe Diem). Lá, o líder paulista de Araraquara comandava um negócio de vatapá e xinxim, enquanto em casa, a mulher, Yolanda, filha de mineiros, cozinhava para fora, desde marmita até salgadinhos.

Exímia na culinária árabe que aprendeu com a sogra Zahia Dabus, nascida na Síria, Yolanda ensinou à sua prole, no total de seis, as manhas da cozinha herdada. Desde os 8 anos, Dulcinéa quarta filha, ajudava a mãe no preparo de quibes, pastinhas, sopa de lentilha, sem falar nas charutadas — uma marca da reunião da família em volta da mesa.

Brinquedos e Bíblias

Os anos eram duros para os Cassis, que se viravam como podiam. Dulcinéa obteve emprego numa loja de brinquedos, depois vendeu Bíblias e ainda foi caixa de banco, sem nunca abandonar o sonho de ser psicóloga. Formou-se no Uniceub e continuou buscando especialidades, como psicodrama e psicologia profunda. Quando achou que o consultório era pouco, criou um blog (http://dulcineacassis.blogsopot.com), onde conta casos e histórias refletindo temas da vida.

O sucesso do blog levou a psicóloga a publicar o livro Bola de cristal e varinha de condão — Para entender, transformar e amar. Preocupada com sua aposentadoria, ela decidiu expandir os saberes para a gastronomia. Em março de 2011, Dulcinéa abriu o Zahia Café & Kebab, numa homenagem à avó, com a ajuda da filha e da irmã.

Prato da moda

Tendo como lema “A cozinha da nossa casa”, o restaurante, instalado no Sudoeste (Comércio Local 300B, Bloco 3, lojas 17 a 21), serve café da manhã, almoço e jantar sem interrupção. “São opções para qualquer hora”, acentua a chef Dulcinéa, que fez cursos esparsos no Senac, onde aprendeu que todo prato tem de ter sua ficha técnica. Assim, ela treinou a equipe para manter o padrão das iguarias.

 O cardápio não se limita à tradição sírio-libanesa, mas incorpora criações brasileiras, como cuscuz e tapioca, no café da manhã, e toques da moda, como batata-doce (apontada como emagrecedora). Dulcinéa acaba de lançar o tubérculo com coalhada síria, granola e mel.

Almoço a R$ 15

Alho e cebola não se misturam, ensina a chef. Ela não sabe a razão, mas segue o princípio que aprendeu com os antepassados. Nos charutos de arroz e carne envoltos em repolho ou folha de parreira (importada do Líbano), usa alho e canela; já na cafta e no tabule, os temperos são cebola e hortelã.

Por apenas R$ 15, a casa oferece, no almoço, cardápio fixo semanal que consta de frango com creme de milho, na segunda; picadinho de músculo na cerveja, na quinta. Hoje é dia de feijoada.

 À noite, há pratos especiais, como bacalhau ao molho de tangerina e filé de cordeiro ao molho de damasco e hortelã escoltado de cuscuz marroquino (foto). Uma taça de Malbec argentino acompanha o prato por R$ 48.

Como se não bastassem todas as atividades de chef, Dulcinéa dá aulas de receitas como babaganush e falafel. Mais informações:  8237-9227.
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