Brasília-DF,
16/SET/2021

Multiculturalidade da casa Ashram é destaque nas Favas Contadas da semana

O restaurante reúne cinco cozinheiros: dois paquistaneses, um indiano, um brasileiro e um de Bangladesh

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Liana Sabo Publicação:26/06/2015 06:10Atualização:25/06/2015 17:44
Nina Carniel e Arjun Khajuria à frente de uma grande equipe no Ashram
 (Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
Nina Carniel e Arjun Khajuria à frente de uma grande equipe no Ashram
Cozinhas que têm expressão global podem ser condensadas em poucas imagens. No Japão, sushi; na Itália, pizza e pasta; nos EUA, hambúrguer; e na Índia, curry. Como no Brasil, em cada região da Índia há uma tradição culinária diferente, mas todas com muita pimenta e temperos. No sul daquele país, os pratos são regados a coco fresco além de serem mais leves, como as lentilhas (há mais de 24 espécies do grão).

No norte, predominam cominho e grão-de-bico e as refeições são mais pesadas. Quem explica é a gaúcha Nina Carniel, que acaba de abrir um restaurante indiano de comida saudável e preço baixo, em parceria com o marido Arjun Khajuria, nascido no norte daquele país.

Localizada na esquina do Bloco A, da 103 Norte, chama-se Ashram (significa centro de retiro) a casa na qual trabalham Rukie Khajuria, cunhada de Nina, e cinco cozinheiros: dois paquistaneses, um indiano, um brasileiro e um de Bangladesh.

Herança milenar
Desenvolvidos em uma cultura de mais de 5 mil anos, os pratos são absolutamente vegetarianos, pois a maioria da população não consome carne de espécie alguma. A vaca é tida como símbolo da maternidade porque dá o leite, essencial à vida. "Alguns pratos levam queijo e iogurte, mas, para os veganos, são oferecidos samosa (pastel indiano) com recheio de batata, ervilhas e especiarias; pakora, seleta de vegetais mergulhados no creme de farinha de grão-de-bico; e panquecas com farinha de arroz, o que as tornam alimentos sem glúten", aponta Nina.

Ao mix de especiarias, dá-se o nome de masala, quando é picante, chama-se garam masala. Na Índia, cada família tem a sua receita de garam masala, que o Ocidente chama de curry.

Com 44 itens, o menu contempla pratos diferenciados: mais elaborados e picantes oferecidos à noite, como cubos de tofu salteado em molho de tomates e curry com ervas (R$ 35), e mais leves no almoço. O Traditional Indian Thali inclui espetinho de queijo artesanal indiano grelhado, arroz integral, salada de iogurte com vegetais, pão indiano e pimenta à parte, com opção de tofu para veganos também sai a R$ 35.

 (Gustavo Moreno/CB/D.A Press)

Choque cultural

Para a restauratrice gaúcha, nascida com o nome de Regina numa família católica de origem europeia (alemã do lado materno e italiana, do paterno), a abertura do Ashram é “a realização de um sonho”. Formada em administração, Nina, como é chamada desde a infância, largou emprego em Porto Alegre para estudar inglês na cidade de Cambridge. Um ano depois, retornou ao Sul, mas se sentia incompleta até decidir “dar uma virada na vida”.

Em 2004, Nina Carniel vendeu tudo o que tinha — móveis, roupas e carro — e partiu para o norte da Índia, para trabalhar em uma ONG que atende crianças acometidas de poliomelite. “Foi um choque, tudo lá é muito intenso. Ver gente demais vivendo numa condição diferente da minha me deixou o coração despedaçado”, lembra a voluntária.

Quando soube do tsunami, no fim daquele ano, Nina atravessou o país de trem e foi se perfilar numa ONG francesa que ajudava sobreviventes a reconstruir suas vidas. Lá conheceu Arjun, com quem se casou e tem dois filhos. Há dois anos, a família veio para Brasília, onde o casal mantém quatro lojas de roupas de algodão, feitas na Índia. Gangotri, o nome da grife, “é uma mistura de sonhos ocidentais e mãos orientais”, afirma Nina. Ashram funciona de terça a domingo. Telefone:3541-5670. Namaste!

Hambúrguer paranaense


desde quinta-feira, está aberta no Pátio Brasil a primeira unidade em Brasília do restaurante Madero, grife nascida no Paraná pelas mãos do chef Junior Durski, que já emplacou a casa em Santa Catarina, São Paulo e Goiás, além de seu estado natal. Instalada na Praça de Alimentação do Shopping, é a 50ª operação da marca e ocupa uma área de 530 metros, onde estão disponíveis 214 lugares.

 O carro-chefe do cardápio é o hambúrguer (a partir de R$ 25), feito com os melhores cortes de Red Angus, criado na Argentina: picanha, bife de chorizo e fraldinha.

 


Com o mesmo mix de carnes e mais elaborado, o Cheeseburger Madero (R$ 29) é ganhador de vários prêmios em sua categoria. Ele vem no pão crocante assado na hora, alface, tomates frescos, cebola grelhada, queijo cheddar e maionese artesanal.


 Além do sanduíche, a casa oferece carne de churrasco, servida com salada e molho chimichurri, frango, massas e costelinhas de porco acompanhadas de batatas fritas, chrein, que é raiz forte com beterraba — uma especialidade sulista — e molho barbecue. Outro diferencial do menu é o Schnitzel, escalope de lombo suíno batido e esticado até ficar fino. Envolto em farinha de pão, salsinha e parmesão, é um dos pratos mais populares da culinária austríaca.

Irineu Junior, gestor da marca na cidade, sugere acompanhar o prato com uma caneca (congelada) de chope. Outra opção menos calórica é o palmito assado. A casa funciona de segunda a sexta, das 11h45 às 15h e das 18 às 23h aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 23h.Telefone: 3041-7005.

Vinho de mulher

 

Quando a mãe se aposentou, em 1998 e deu de presente à filha uma propriedade com vinhedos de mais de quatro séculos em Montalcino, Siena, região da Toscana, Donatella Cinelli (foto) foi a uma escola de enologia atrás de um profissional que pudesse elaborar os vinhos. Já estavam todos contratados.

Então, a produtora pediu uma mulher e deram-lhe uma lista enorme de nomes de alunas. Teve início, assim, a única vinícola italiana comandada e administrada exclusivamente por uma equipe feminina.

 Conhecidos como supertoscanos, os vinhos estão entre os melhores do mundo. Pela primeira vez em Brasília, Donatella — que é secundada pela filha Violante Gardini, responsável pela comercialização — apresentou exemplares de seu portfólio.

Rosso del Colle 2011, de Sangiovese e Merlot colhidas a 400m de altura (R$ 85), Cenerentola D.O.C. de Sangiovese (65%) e Foglia Tonda (35%), a R$ 255, e o varietal Brunello Di Montalcino D.O.C.G. 2008 (R$ 336). À venda no Piantella. Telefone: 4195-5554.

Rápidas

  • O restaurante Recanto do Camarão, especializado em frutos do mar, encerra domingo as atividades na sede da Adepol, Setno or de Clubes Sul. O único endereço da grife permanece funcionando em Taguatinga Norte.
  • Alexandra Alcoforado não comanda mais as caçarolas do Inácia Poulet Rôti. O restaurante, que tem o nome de sua avó, continua na família, nas mãos do irmão Luiz Carlos e da mãe, Socorro Alcoforado, enquanto Alexandra presta consultoria ao Adriana Buffet.
  • No lugar do chef Marcello Piucco, atualmente no Fatti a Mano, ficou nas parrillas do El Negro o ex-sous chef Thiago Chaves, agora com plenos poderes.
  • Com renda revertida a um orfanato em Santo Antônio do Descoberto, a Igreja Holiness Coreana de Brasília (613/913 Sul) realiza amanhã seu 1º Festival de Comida Coreana, com receitas cujas preços variam de
  • R$ 5 a R$ 25.
  • Cerca de 60 quiosques com pratos diversos poderão ser visitados no domingo, a partir das 10h, na quarta edição do Chefs nos Eixos. Desta vez, o evento volta para o Eixão Sul, na altura da 108/208, onde estreou ano passado.

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