Brasília-DF,
17/DEZ/2017

Receitas e histórias de todo o mundo reúnem-se no Favas Contadas da semana

Colunista une casos europeus e do Nordeste brasileiro

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Liana Sabo Publicação:24/07/2015 06:10Atualização:23/07/2015 13:29
Espaguete à Carbonara (foto),Polpetone assado e Bucatini cacio e pepe: novo menu no Gero (Zé Carlos Barretta/Divulgação)
Espaguete à Carbonara (foto),Polpetone assado e Bucatini cacio e pepe: novo menu no Gero
A bota no quadradinho
É como se a Itália se transportasse para o Distrito Federal. O brasiliense vai poder conhecer neste segundo semestre pratos típicos de algumas regiões italianas, especialmente as do sul, como Puglia, Basilicata e Calábria, no restaurante Gero (Shopping Iguatemi), que inaugura cardápio em 1º de agosto.

Já na unidade do Don’Durica Beira Lago, na Associação dos Servidores do Senado Federal (Assefe), na L2 Sul, a partir do dia 10 e em mais três segundas-feiras do próximo mês, o empresário Antonello Monardo promove mais uma rodada de jantares temáticos com foco nas regiões da Itália.

Clássicos do sul
As receitas que celebram a gastronomia do sul da Itália são clássicas como é o estilo do proprietário do Gero, Rogerio Fasano. Detalhista, Rogerio participou da seleção de sete novas sugestões criadas por Luca Gozzani, alçado ao posto de chef executivo do grupo desde a saída de Salvatore Loi, em 2012.

Para elaborar os pratos conforme manda o figurino, o chef do Gero Brasília, Ronny Peterson esteve em São Paulo, onde já vigora o novo menu. Conta com duas entradas, uma de berinjela com molho de tomate, manjericão e muçarela (R$ 48) e outra burrata com caponata de legumes (R$ 53).

Além do polpetone assado no forno (R$ 86), os outros quatro principais são à base de pasta de grano duro, como espaguete à carbonara com parmesão, gema de ovo e pancetta (R$ 72); bucatini cacio e pepe, feito com molho de queijo pecorino romano e pimenta-do-reino (R$ 76), e orecchiette com minibrócolis e linguiça (R$ 75). Completa o elenco um rigatoni ao molho bolonhesa (R$ 74).

“Nosso objetivo foi buscar pratos da cozinha meridional italiana, ou seja, explorar a cozinha feita no sul da Itália. Eu e o chef do Fasano, Luca Gozzani, nos aventuramos pelas regiões de Campania, Puglia e Sicília”, comenta o restaurateur Rogerio Fasano. Os pratos serão servidos no almoço e no jantar. Telefone: 3577-5520.

Jantar semanal
O restaurante Don’Durica, que se consagrou vendendo refeições por quilo, vai deixar de lado a cozinha mineira que o caracteriza para se dedicar à gastronomia regional italiana por cinco noites intercaladas, oferecendo jantar pilotado pela chef Angela Matias, sócia-proprietária da marca, e harmonizado com vinhos produzidos pelas vinícolas que fazem parte do Grupo Zonin.

A programação começa em 10 de agosto com cardápio toscano; segue no dia 17 com receitas da Puglia; continua no dia 24 focalizando o Veneto e o Friuli, e chega ao Piemonte, no dia 31. O último jantar será realizado na terça-feira, 8 de setembro, com menu siciliano, informa o organizador Antonello Monardo, que se prepara para promover a 11ª viagem enogastronômica na Itália, entre 9 e 24 de outubro. Cada jantar harmonizado sai por R$ 180. O pacote com os cinco custa R$ 750. Telefone: 3425-3566.

Gilberto Zortea comanda adega com 3,8 mil garrafas (Liana Sabo/CB/D.A Press)
Gilberto Zortea comanda adega com 3,8 mil garrafas


Sucesso na adega
O empresário Gilberto Zortea, nascido em Desvio Becker, distante 11km de Erexim, no norte do Rio Grande do Sul, é um exemplo de empreendedorismo. Há quase 20 anos, chegou a Brasília, onde se tornou sócio-proprietário do restaurante Vercelli, na 410 Sul, ao mesmo tempo em que representava algumas vinícolas gaúchas. Seis anos mais tarde, abriu, no Sudoeste seu próprio negócio, com o nome de Adega Baco, que ocupava uma única loja no Bloco A da Quadra 101. Em 1º de maio de 2014, a Adega passou a incorporar um wine bar, ao ocupar duas lojas no mesmo endereço.

Agora, Zortea, aos 38 anos, expande a operação em mais três unidades, totalizando cinco lojas num bonito espaço, composto de adega e restaurante, que abre as portas neste fim de semana. Com uma fachada de vidro e interior na cor verde, a casa é “totalmente voltada à enogastronomia”, apresenta Gilberto. A adega dispõe de 3.800 garrafas distribuídas em 450 rótulos de todas as regiões vinícolas do mundo, enquanto o wine bar tem uma forte pegada nos espumantes, que podem ser servidos em doses individuais.

“Sempre estarão disponíveis três marcas na champanheira”, afirma Zortea, que também importou da Holanda uma máquina capaz de conservar o nitrogênio da garrafa de vinho garantindo-lhe o frescor.

À mesa
O projeto gastronômico da Adega Baco se completa com o restaurante que funcionará na próxima sexta-feira, com um cardápio digno do mais exigente bebedor de vinho. Há um ano na casa, onde dispunha de apenas seis metros quadrados para praticar seus pratinhos, o chef Alexon Michel comanda agora uma cozinha de quase 30m com um trio de fogões formado pelo convencional de chama, char broiler e chapa francesa, além de forno combinado.

Cubos de filé salteados na manteiga, flambados com conhaque e redução do molho da carne e pimenta-do-reino-verde (R$ 45) é um dos destaques das entradas quentes. Com passagem pelo Café Cantucci, Dona Lenha e Beco, o chef atuou no setor de telecomunicações até optar pela culinária, atividade que exerce desde criança.

Há risotos e massas, como tonarellle alla pescatore (pasta Sanfelice ao nero de sepia com camarões, lulas e mexilhões salteados no azeite, vinho branco e molho de tomate - por R$ 65, mas as especialidades são dois cortes Beef Passion: um Tbone com batatas ao alecrim e páprica picante e paleta sem osso grelhada e servida com fettuccine. Telefone: 3344-3309.

Espanha presente
Embora seja o sexto maior exportador de vinho para o Brasil - depois da Itália, França e Portugal - a Espanha parece o mais presente, tantas são as degustações da bebida promovidas em Brasília. É que nos últimos sete anos o espanhol foi o que mais cresceu na pauta de importação de vinhos brasileira.

Só na quarta-feira, haverá duas degustações. A Enoteca Decanter promove no restaurante Dom Francisco da Asbac jantar harmonizado com vinhos produzidos nas bodegas do grupo espanhol Araex, por R$ 190 (Reservas pelo telefone 3349-1943).

Já no Instituto Cervantes, a partir das 19h, o diretor da B-Cubo, Carlos Borges, comanda prova de quatro rótulos: o branco El Albillo e os tintos Nuestro, Nuestro-Crianza e Nuestro 20 por R$ 70. Mais informações pelo telefone 3242-0603.

O açaí é usado em receitas típicas do Pará (Monique Renne/CB/D.A Press)
O açaí é usado em receitas típicas do Pará


Quitutes paraenses
Quem é do Norte e quem não é, mas ama a comida do Pará, terá boas chances de saborear os pratos regionais cheios de ervas, frutas e raízes características da cultura indígena. Tacacá, tucupi e açaí, além de maniçoba e arroz paraense são alguns pratos que serão oferecidos a partir de quarta-feira e até o domingo, 2 de agosto, no Jardim da Funarte, no Eixo Monumental.

O festival faz parte da Semana Paraense de Culturas, que reúne ainda música, teatro e artesanato produzido com técnicas indígenas, cabocla e amazônica. A feirinha de comidas típicas abre todos os dias, às 17h, e nela as cozinheiras, que vêm do Pará, poderão explicar para o público a origem e detalhes de cada receita.

Vem mais camarão
Dividida entre Recife (Shopping Recife, Boa Viagem e Espinheiro) e Rio de Janeiro (Rio Design-Barra), a grife Camarada Camarão se prepara para fincar na capital federal a quinta loja. Será próxima ao lago, junto à sede da Adepol, no bonito prédio, inaugurado pelo restaurante Pampulha, depois substituído pelo Recanto do Camarão, que fechou as portas recentemente.

Fundado em 2005 no Nordeste, o Camarada Camarão é um restô informal, rústico mas elegante decorado com lembranças do mar. Sua especialidade, como sugere o nome, é mesmo o crustáceo que vem à mesa em mais de 40 versões, como a moqueca destaque do menu. O camarão é cultivado em fazenda própria pertencente ao Grupo Secom Aquicultura, mesmos donos da rede Camarão e Cia.

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