Brasília-DF,
23/SET/2021

Fundador do slow food dá dicas para o setor em momentos de crise

Confira a Conversa com o especialista, o italiano Carlo Petrini

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Rebeca Oliveira Publicação:31/07/2015 06:10Atualização:30/07/2015 19:20

 (Divulgação / Slow Food Brasil)
Degustar pratos de qualidade com calma é uma das maneiras mais eficazes de alcançar o bem-estar. Incentivar pequenos produtores locais é dinamizar a economia em momentos de crise. Conhencer a origem e o destino do alimento nos ajuda a dar a ele o valor necessário. Presente em 150 países, o movimento Slow Food acredita nessas premissas, e, há quase 30 anos, defende a aproximação entre o consumidor e o alimento. Tudo isso com o lema “bom, limpo e justo”.

 

Em visita a Brasília, o italiano Carlo Petrini, fundador do slow food, afirma que os princípios do movimento vão desde a recomendação de endereços que priorizem matérias-primas da região até a desprender-se de preocupações na hora de se alimentar.

 

Ou seja: que as pessoas voltem a curtir as refeições, sem distrações como tevê ou telefone celular. A protagonista tem que ser a comida.

 

Três perguntas Carlo Petrini:

 Em 2016, serão 30 anos de slow food. O que pretende fazer para celebrar a data?

Completa 30 anos a instituição matriz do slow food, que era uma associação gastronômica clássica que se colocou contra o fast-food. O slow food como conhecemos nasceu em 1989, o que significa que ele está com 27 anos. E mudou muito. No início, não tinha a visão multidisciplinar de hoje. A cada ano, nos desenvolvemos mais e, agora, temos um sentido que é comum a mais de 2 milhões de pessoas que entram em contato conosco a cada dia. Levar a tantos países a ideia de gastronomia funcional — igualmente nas Américas e na África — é algo a ser celebrado diariamente. Há uma conexão de sentido, de coração. A coisa mais importante no slow food é compreender que pode ser uma força global virtuosa, ao contrário da globalização negativa.

 

Qual o principal desafio do movimento hoje?

O desperdício de alimentos é o maior prejuízo do mundo e é nosso primeiro desafio. O segundo é a pouca informação sobre o movimento. Se não há muita informação, não há muitos colaboradores conscientes, há apenas consumidores passivos, que não são inteligentes, que não têm espírito crítico. Necessitamos de mais educação na alimentação. Esse é o maior desafio: compreender a natureza e todos os processos produtivos é fundamental. Saber de onde vem o que você come é nossa maior missão.

 

No ano passado, você recebeu uma ligação inesperada do papa Francisco. Quão significativa foi essa conversa?

Conversamos por quase 30 minutos. Foi estranho atender ao telefone e ouvir, do outro lado da linha, que falava com Francisco, o papa. Temos uma visão comum, e o prestígio dele pode ser uma ajuda fantástica não somente para o slow food, mas para o meio ambiente e para a humanidade. Isso é importantíssimo. Fiquei encantado ao perceber que muitas partes da nova Encíclica do papa Francisco pedem por uma conversão ecológica. Ela tem alma e coração muito perto do slow food.

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