Brasília-DF,
21/SET/2021

Creme de abóbora com lascas de maçãs entra no menu do Martinica

O creme recebe um toque de curry e toque picante

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Rebeca Oliveira Renata Rios Publicação:30/10/2015 06:00Atualização:30/10/2015 14:34
Creme de abobora, com lascas de maçã, harmonizado com vinho, do Martinica Café (Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)
Creme de abobora, com lascas de maçã, harmonizado com vinho, do Martinica Café
 
Em clima de halloween, o Divirta-se Mais sugere gostosuras feitas com o legume que é a cara da festa

Símbolo mais conhecido das celebrações de Halloween — por aqui, também chamado de Dia das Bruxas —, a abóbora é tema central de receitas selecionadas pelo Divirta-se Mais. Dá tempo de se programar e conhecer alternativas para comemorar a festa, que acontece amanhã, degustando quitutes elaborados com o legume de cor laranja.

Tradição que nasceu na Europa bem antes de Cristo, o Dia das Bruxas tinha como função inicial a celebração do fim da colheita e do início do inverno em países como a Grã-Bretanha e a França, uma herança dos povos celtas que por lá viveram. Existe também a crença de que em 31 de outubro era possível entrar em contato com o mundo dos mortos.

Passados os anos, historiadores contam que a festa atual em pouco se parece com os festejos originais. No Brasil, com a globalização, o costume veio em formato americanizado — com direito a caça às bruxas, ao hábito de pedir doces ou travessuras e às festas à fantasia.

Chefs da cidade se apropriam dessa cultura, mas utilizam a abóbora à sua maneira. No Fulô do Sertão, por exemplo, ela vai para a panela para uma versão de escondidinho, prato típico do Nordeste normalmente feito com mandioca. “Por seu sabor naturalmente adocicado, associo a abóbora ao leite de coco”, conta a baiana Ivone Ferreira Sena, proprietária do restaurante.

No Don Durica, a abóbora vira o tradicional doce de compota acrescido de coco, que lembra casa de vó. É uma daquelas receitas que levam o comensal a uma atmosfera de cidades do interior do país. Uma prova de que, de norte a sul do Brasil, o legume tem mais utilidade que uma mera função decorativa.
 
Combinação improvável

No Martinica Café, há uma receita que chama atenção dos brasilienses, sobretudo nas noites frias e dias chuvosos. O creme de abóbora com lascas de maçã red já virou um queridinho do menu. Sai por R$ 17,20, e, segundo o proprietário, Adeildo Bezerra, vai bem se combinado a um tinto da uva malbec. Na carta, há seis opções dessa casta, com destaque para os rótulos argentinos, país que se tornou conhecido pela boa qualidade dos vinhos.

Feito com abóbora japonesa, de casca grossa e ideal para pratos salgados, o creme recebe um toque de curry que dá “certo tom picante a mistura”, explica Adeildo Bezerra. “É bem sutil, não chega a se tornar um prato thai, mas sente-se a presença do tempero”, acrescenta. É dele a autoria da receita. “Eu e meus sócios temos uma formação amadora na área de gastronomia, e quando precisamos incluir alguma receita no menu, procuramos algum chef para nos dar consultoria”, elucida.

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