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26/SET/2021

Favas contadas passeia por vinhos e cervejas do cerrado

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Publicação:27/11/2015 09:47

Prato Pescadinha, do chef Bruno Rappel (Objeto Sim/Divulgação)
Prato Pescadinha, do chef Bruno Rappel

 

Conexão com o mundo

por três dias — de 4 a 6 de dezembro — um evento de múltiplas frentes vai celebrar os diferentes sabores do mundo e refletir sobre o futuro da comida. Gastronomia, alimentação e cultura são as três áreas contempladas no Mercado Mundi, maratona que oferecerá no campus do Iesb aulas culinárias com chefs renomados, degustação de vinhos, exibição de fitas inéditas que estarão no próximo Slow Filme e até piquenique na grama — com entrada franca.


“Comer Gbem não é só um ato alimentar, mas ter consciência de onde vêm os alimentos, quem os produz e como são preparados, daí a importância que daremos aqui também à questão da água, do lixo reciclado e dos tóxicos”, resume Nicola Goretti, diretor do Grupo A e um dos dois curadores do evento. O outro é Sebastián Parasole, coordenador do curso de gastronomia do Iesb.

Oferta

Como sugere o nome Mercado Mundi, iguarias estarão disponíveis nos mais de 40 estandes, desde importantes restaurantes, como Trattoria Da Rosario, Santé 13 e Café Belini até grifes de sorvetes, chocolates e picolés. Não faltarão doces, como os de Maria Amélia; hambúrgueres, pizzas e azeites, além de cervejas da Ambev.


Jovens chefs da universidade também participarão com produtos como alfajores de maiz; gâteau chocolat, cacauhete, caramel e cheesecake de jabuticaba de Adriana Lima. Marcos Lelis se inspira na cozinha brasileira no exibidinho de carne de panela com polenta de abóbora, picles e cheiro-verde. Já o argentino Max Sommo fará as famosas empanadas de sua terra.

Aulas diárias

Dez chefs da cidade ministrarão aulas, que começarão sempre às 15h, sendo que no primeiro dia (4 de dezembro) Mariel Marti, reponsável pela área de confeitaria, vai ensinar sobremesas para eventos, seguida de Alice Yumi Shibata, do Yusu-an, com um prato tradicional da cozinha japonesa. Encerra o dia Bruno Rappel, que executa a receita de pescadinha com a qual concorreu na primeira etapa do Bocuse d`Or, onde obteve a terceira colocação.


Qualquer pessoa poderá se inscrever uma hora antes de cada aula, cujo acesso está sujeito a lotação. Sábado, exibem suas artes culinárias Dudu Camargo, com Taj Mahal, da cozinha contemporânea; Benoît Rataboul, com modelagem de pães franceses; Alexandre Albanese, com walnut cake, aprendido quando morava nos Estados Unidos; e Rosario Tessier, com portafoglio di filetto alla salsa di funghi i piselli.


Criativo bolo representando  um pinguim de Natal será realizado no domingo pelo chef Douglas Marchione. Na sequência, Daniel Briand fará a releitura de uma sobremesa de Lenôtre, feuille d`automne, e Simon Lau encerra com smorrebrod (sanduíche dinamarquês) de bife tártaro, guariroba, batata com maionese de tucupi, cebola frita e flores de jambu.

Lições no Mané


Desde quarta-feira, o estacionamento do Mané Garrincha recebe a primeira edição da Expoestados com cardápios típicos das regiões brasileiras, como o Sul, cuja cozinha será interpretada pelo chef gaúcho Marcello Piucco, hoje, às 19h. Amanhã, às 11h, será a vez do Nordeste, com receitas dos chefs Auricélio Romão e Tiago Silva, ambos de Fernando de Noronha, e no domingo, Rodrigo Almeida encerra, com menu do Sudeste. Entrada sai por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Black friday


“O convite (R$ 130) permite que você deguste bons rótulos e petiscos e ainda leve para casa uma garrafa de vinho”, diz Petrus Elesbão, um dos organizadores da Wine Friday. Quatro empresas se uniram para baixar seus estoques de vinhos e espumantes com 20% a 30% de desconto na feira, que se encerra hoje (das 18h30 às 22h30) no salão da Assefe, Trecho 1 do Setor de Clubes Sul.

Cervejas se renovam

 

 (	Mauro Dorta/Divulgação)

 

Rio de janeiro — Valorizar ingredientes do cerrado, como baru, pequi, tamarindo, seriguela e mangaba, é uma aposta do mercado cervejeiro artesanal, que está buscando cada vez mais na gastronomia inspiração para novas amostras. Isso ficou muito claro no Mondial de La Bière, evento realizado no último fim de semana no Rio de Janeiro, pela terceira vez no Brasil. A carioca Jeffrey Niña, com raspas de limão-siciliano, foi eleita a melhor entre mais de 800 rótulos.


Também voltado às cervejas especiais, mas num perfil mais clássico, o Grupo Petrópolis (GP), maior cervejaria com capital 100% nacional, que participou pela primeira vez do evento — realizado no Pier Mauá com bonita vista da baía Guanabara — decidiu fazer parceria com a grife mais antiga do mundo. Fabricada na Alemanha desde 1050, Weltenburger Kloster é a cerveja de mosteiro produzida também no Brasil pelo Grupo Petrópolis, que é o único a ter o direito de produção fora do monastério alemão.


Para apresentar a cerva germânica ao público, formado por especialistas, produtores, importadores e amantes da bebida, vieram o diretor geral da empresa alemã, Herrman Goß, e o mestre-cervejeiro Leonhard Resch. Aqui conheceram, ainda, outras marcas produzidas pelo GP como Black Princess e Petra, num total de 11 variedades especiais levadas à feira pelo diretor da empresa brasileira, o mestre-cervejeiro Rüdiger Görtz.


Para Görtz, o mercado de cervejas especiais deve continuar sua trajetória de crescimento no próximo ano. “A diferença é que o mercado está se profissionalizando rapidamente”, afirmou. O mestre-cervejeiro recomenda beber cada cerveja em um copo específico. É como o vinho.

Quando existem num só lugar a água mais cristalina, a temperatura mais amena e o ar mais puro em meio a belíssimas paisagens naturais, nada mais adequado do que produzir ali o líquido que há mais de seis mil anos mistura água, malte de cevada e lúpulo.


Cenário ideal para a produção da cerva das montanhas, a rota cervejeira do Rio de Janeiro, lançada como atração turística há dois anos, abrange os municípios de Petrópolis, Teresópolis e Friburgo, onde se concentram uma dúzia de cervejarias.


Entre um gole e outro, você pode visitar o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o Quitandinha ou a Casa de Santos Dumont. Na hora de comer, só tem um endereço onde é preciso ir pelo menos uma vez na vida: Restaurante D. Irene, famoso há mais de 50 anos.

Pequenos bocados

 

 (Liana Sabo/CB/D.A.Press. Brasil)

 

Fundado em 1964 na serra de Teresópolis, por um casal siberiano, Mikhail e Eupraxia Smolianikoff (que ficou conhecido na cidade por Seu Miguel e Dona Irene), o estabelecimento praticava a mesma culinária servida na época dos czares, seguindo um ritual usado pela aristocracia, que dividia a refeição em quatro etapas. Anos mais tarde, Emilia e José Hisbello, outro casal, substituíram Dona Irene na condução da casa (ela na cozinha e ele no salão, contando saborosas histórias) e mantêm até hoje o ritual, a começar pelas entradinhas.


Chamam-se zakuskis (foto), pequenas porções variadas que vão do caviar ao arenque, do salmão aos patês, dos pãezinhos às saladas — tudo regado a vodca caseira de fabricação própria. “Nunca beba sozinho; nunca beba sem comer algo e nunca a tome em pequenos goles, mas de uma só vez”, ensina Hisbello, que jamais mistura a bebida com gelo ou tônica.

Prato ucraniano

Acompanhada de pasteizinhos, a famosa sopa borscht de beterraba inaugura a segunda etapa que inclui, ainda, entradas quentes, como asas de frango gratinadas, panquecas de camarão, blinis, suflês de berinjela e outras. Na terceira fase, vem o prato principal, que você escolhe no momento da reserva. Entre as sugestões há o clássico frango à Kiev (foto); o varênique, outro prato ucraniano que consiste em pequenos pastéis recheados de batata e ervas servidos com escalopinhos de filé grelhado e cebolinhas empanadas.


Com frango moído e gorgonzola moldado em forma de almôndega recoberta de croutons dourados é o pojarsky, que disputa preferências com o caquille, suflê de peixe com molho branco, camarões, champignons e temperos como dill. Completa o menu semelhante ao banquete dos czares (R$ 130 por pessa) o conhecido estrogonofe.


Necessário deixar espaço no estômago para delicadas sobremesas, como Charlotte russa; supremo de nozes com chocolate; pavê de pitanga ou panquecas flambadas no conhaque. Nazdarovia, como se diz em russo o tim-tim! Telefone: (21) 2742-2901.

* A colunista viajou a convite do Grupo Petrópolis.

 
 

 

 

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