Brasília-DF,
10/DEZ/2017

A coluna Favas Contadas destaca esta semana ONG criada pelo chef Alex Atala

Entre vinhos argentinos e comida portuguesa, Brasília também demonstra diversidade

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Liana Sabo Publicação:11/12/2015 06:00Atualização:10/12/2015 17:47

 (AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA)

 

Água para todos

O chef do nono melhor restaurante do mundo, Alex Atala, quer transformar o Instituto ATÁ, ONG criada por ele, em ponta de lança de alguns projetos voltados para a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável, como por exemplo, a produção de mel de abelhas nativas e da baunilha do cerrado. Mas é sobretudo, Waves for water, o programa que mais o preocupa no momento, a ponto de ter solicitado audiência com a Ministra Tereza Campello (na foto com Atala), do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), para tratar do tema.

Na última terça-feira, Atala pediu à ministra o apoio do Governo Federal para o projeto que tem por objetivo levar o acesso à água potável a quem precisa, por meio da distribuição de filtros. Em Mariana, depois da tragédia no Rio Doce, o projeto já está levando água potável a custo zero.

Raízes goianas

Casado com a brasiliense Márcia,  Atala é um sincero admirador da comida do cerrado. Ele contou à ministra que o avô tinha uma fazenda em Goiás, “onde passei muitos anos vindo regularmente nas férias, comendo alimentos que eu adoro, como a jurubeba amarga, a gabiroba.” Além do cerrado, ele também é apaixonado pela Amazônia, apresentada por ele como a nova fronteira gastronômica do mundo.

Ervas, frutas, peixes e todo o tipo de carne de animal nativo estão na mira do chef do D.O.M., restaurante paulista que mais alto chegou no ranking mundial. Para Atala, Tereza Campello destacou que o Brasil, em 2014, saiu do Mapa da Fome, mas persiste a preocupação com a saúde da população. “Ainda temos situações de insegurança alimentar, principalmente, em populações mais vulneráveis. Além disso, há o grande problema da obesidade”, falou a ministra.

Outro projeto de Atala, em parceria com seu Instituto ATÁ, é participar da revitalização do Mercado de Pinheiros, na capital paulista, onde transformará cinco dos 39 boxes em lojinhas especializadas em produtos dos diferentes biomas: Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado e Pampa, a partir de janeiro.

Sommelier Rafael de Sá (Liana Sabo/CB/D.A Press)
Sommelier Rafael de Sá
Só dá espumante

Nesta época do ano, espumante geladinho com intenso perlage cai bem a qualquer hora em qualquer lugar até ... em loja de motocicleta. É quase o caso, mas coladinho à Brasília Harley-Davidson, o Riders Café (510 Norte) propõe hoje uma experiência com muitos estilos de borbulhas.

São sete rótulos nacionais que Rafael Sá vai abrir para harmonizar com menu elaborado pelo chef Rodrigo Cabral, como torradinhas com patê de fígado e geleia de pimenta (R$ 12); tiras de salmão defumado com creme azedo (R$ 18) e mini salpicão de frango defumado com abacaxi (R$ 22).

Ainda há costelinha suína defumada sobre torradinhas (R$ 32), iscas de frango ao molho de queijo (R$ 20) e beans&beef (foto) por R$ 18. Em taças (de 100ml e de 150ml) ou em garrafas, serão servidos os espumantes Arte nas opções brut, demi-sec e rosé brut; Premium, nas versões brut e rosé blush; 130 e Gran Reserva Nature — todos da Casa Valduga.

 

Portuguesa, com certeza


Natividade Pires e Manuel ( Edy Amaro/Esp. CB/D.A Press)
Natividade Pires e Manuel


Numa quadra repleta de boas opções, a 404 Sul, a cidade ganha mais um restaurante, que tem tudo para ser o novo templo da gastronomia portuguesa. Chama-se Tejo, em homenagem ao decantado rio que banha Lisboa, e ocupa a loja 27 do Bloco B, onde funcionou o Brasília Prime Grill.

No comando, o casal Natividade e Manuel Pires, que veio do Rio para tocar o Antiquarius no ParkShopping e, mesmo depois do fechamento da casa, preferiu ficar em Brasília para lançar dois projetos, dos quais o Tejo é o segundo. O primeiro foi o Dalí Cozinha Portuguesa e Catalã, aberto há dois anos e meio, no Brasil 21, onde Nati, como é conhecida a mulher de Manuelzinho, continuará à frente.

Dividir o tempo entre os dois endereços será o desafio para o empreendedor casal que, apaixonado pela culinária da terra natal, oferece menu lusitano com destaque para o bacalhau dourado, feito com o peixe desfiado e recheado com batata palha e ovo batido temperado. Arroz de pato e arroz de frutos do mar são outras sugestões.

“A ideia é abrir quinta-feira (17) para almoço e jantar e com um menu especial de 12 pratos oferecidos de dia a um preço não superior a R$ 60”, promete Manuelzinho, que convocou o maître-sommelier Mario Vieira para executar a carta de vinhos, na qual 80% dos rótulos são importados pela Zahil.

Assina o projeto a arquiteta Priscila Machado, que praticamente botou a casa abaixo para reconstruir o salão térreo de 60 lugares, primeiro andar com 40, além de uma varanda para fumantes e charuteiros. Funcionará de terça a domingo. Telefone 8311-1951.


Atração crocante

 

Prato de leitão à pururuca do Restaurante Bartolomeu (Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Prato de leitão à pururuca do Restaurante Bartolomeu

 

Fez o maior sucesso no Wine Friday, evento que comercializou vinhos com desconto, o petisco de lascas de deliciosa carne à pururuca tiradas de um porquinho assado inteiro e temperado com uma mistura de alho, páprica picante, pimenta-de-bode, pimenta-de-cheiro, pimenta-síria, alecrim e tomilho que é injetada sob a pele do animal.

O prato é o carro-chefe do Bartolomeu, grife goiana que desembarcou na 409 Sul, em março de 2014, e aqui é tocada por João Paulo Araújo, de 28 anos, herdeiro do fundador da casa, o engenheiro Pedro Vasco. Para o jovem restaurateur, o segredo da receita desenvolvida segundo as tradições culinárias portuguesa e espanhola, “é o preparo paciente de 36 horas entre tempero e forno a lenha”.

 

Cardápio novo

 

Arroz de pato do Restaurante Bartolomeu (Gilberto Alves/CB/D.A Press)
Arroz de pato do Restaurante Bartolomeu

 

Marca registrada da casa, cujo nome é uma homenagem ao bandeirante paulista Bartolomeu Bueno da Silva que passou pelas bandas de Goiás,  o porquinho nunca falta. Algumas sugestões, porém, foram substituídas por um novo cardápio que tem no canelone de pato um dos destaques. O prato é coberto por um molho de três queijos: catupiry, gorgonzola e parmesão ralado. Sai por R$ 49.

Outra boa opção é o bife de tiras uruguaio assado na churrasqueira com tempero da casa e vai à mesa escoltado pelo arroz Bartolomeu (com ovos, calabresa, batata palha, tomate, presunto, pimenta-do-reino e salsinha) e coberto de molho poivre (foto). Custa R$ 120 para duas pessoas.

Já a paella de frutos do mar — outro lançamento, só havia a de carnes — só pode ser pedida por, no mínimo, quatro pessoas que pagam R$ 80, cada. O delicioso arroz é cozido com açafrão, pimentão-vermelho, tomate pelado, alho com casca e caldo de peixes, além do camarão, polvo, mexilhão, lula e até lagosta. Uma variadíssima adega permite a escolha certa do vinho para cada prato. Reservas pelo telefone: 3442-1169. Funciona de terça a sábado das 9h à 1h, domingo das 11h às 17h.

Ópera argentina

Como um maestro, o jornalista Rodrigo Leitão, dublê de sommelier, vai dirigir terça-feira, degustação de vinhos argentinos em quatro atos. A cena se passa no Trio Gastronomia (213 Sul), em noite de lugares marcados, onde o chef Emerson Mantovani será responsável pela harmonização, como boccontino com creme de baru que escolta um Torrontés, no primeiro ato. Monteviejo Festivo Malbec vem em seguida com rosbife com manteiga cítrica.

O tinto Gran Aprendiz acompanhará minihambúrguer com queijo brie e barbecue com pão caseiro de beterraba no terceiro ato. E no último, volta o branco Torrontés, dessa vez com sorvete de espumante. Tudo por R$ 90. Reservas pelo telefone 3346-2845.

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