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17/SET/2021

Favas contadas destaca Asa Norte e fala sobre lei do silêncio

Coluna relata aniversário do Pinella à vinhos franceses

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Liana Sabo Publicação:25/12/2015 06:02Atualização:23/12/2015 16:28

Flavia Attuch e Marta Liuzzi proprietárias do Pinella (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press.)
Flavia Attuch e Marta Liuzzi proprietárias do Pinella

 

No começo, só havia barzinhos. Funcionavam à tardinha, no começo da noite, quando a turma saía da UnB, a pé ou de carro, e rumava para as quadras 409/410 Norte para beber um chope ou tomar uma cervejinha. “Era o ponto de encontro de todo o mundo”, lembra Sarah Jaqueline, aluna do curso noturno de administração no período de 2004 a 2008. “Todas as quintas e sextas-feiras, nos reuníamos num barzinho pra tomar cerveja e comer petiscos que estavam disponíveis em volta, como churrasquinho, pizza e cachorro-quente”, diz a ex-estudante. “Só universitário ia lá, mais tarde surgiram outras opções com um tíquete médio mais alto”.

Baixo Asa Norte

Além dos bares, hoje há uma trattoria, comandada por um siciliano, quatro pizzarias, casa de chá, creperia e bar de cervejas especiais, destaca Marta Liuzzi, uma das duas proprietárias do Pinella, bar-gourmet instalado no Bloco B da 408 Norte. A outra é Flávia Attuch e ambas estão sempre na casa, cuja gerência está entregue também a uma mulher: Renata Agostinho.

As três estão superengajadas num movimento que visa transformar aquele alegre pedaço da cidade (à noite, bem dito) no Baixo Asa Norte. “A ideia é conscientizar os proprietários sobre a necessidade de desenvolver um projeto de arborização e (boa) ocupação dos espaços que embeleze e atraia turistas como um polo semelhante ao do Rio de Janeiro, no Baixo Leblon”, afirmou Marta Liuzzi.

 

 (Geni, prato do elaborado pelo Chef Rodrigo Almeida)
 

 

Poluição sonora

A associação informal do Baixo Asa Norte surge no momento em que as quadras enfrentam problema com a segurança pública. Na semana passada, a Operação Bares da Moda agiu para coibir a invasão da rua e, especialmente, o desrespeito à Lei do Silêncio.

O Pinella se antecipou à vistoria — para usar uma palavra amena — e instalou uma grande tela de fórmica que funciona como contenção acústica. “Somos o único estabelecimento da cidade que tem isso”, destaca Flávia Attuch.

Outras ações focam na melhoria da relação comunidade-comércio, como obtenção de desconto no Uber para liberar vagas; reciclagem de materiais como latas, plástico e vidros e até “campanhas educacionais de respeito ao próximo, como não fazer xixi na rua”, adianta Marta Liuzzi, uma das idealizadoras do Baixo, que abriga 35 estabelecimentos.

 

Pegada feminina

Para comemorar o quarto aniversário do Pinella, as donas lançaram cinco novos sanduíches no cardápio que contou com a consultoria do chef Rodrigo Almeida com uma curiosidade: todos os pratos têm nomes de mulheres.

Aplausos para O Geni, feito no pão de forma gratinado com muçarela, presunto de Parma, filé-mignon, mortadela, cebola crocante no molho de cerveja por R$ 28. Do mesmo preço são os dadinhos de provolone chamados Gab.

Yolanda, como a de Pablo Milanés e Chico Buarque, traz chilli, guacamole e sour cream,  com tortillas de milho a R$ 32; Carol batiza costelinha ao molho barbecue por R$ 26; e Liliane, um croquete de carne de panela por R$ 28. Funciona de segunda a sábado, a partir das 17h. E fecha à 1h de segunda a quarta e às 2h, quinta a sábado. Telefone 3347-8343.

 

Laurent Bonfils, produtor de vinhos franceses (Liana Sabo/CB/D.A Press.)
Laurent Bonfils, produtor de vinhos franceses

 

Francês, porém acessível

Seis meses depois de lançar seus vinhos no mercado brasileiro, a começar por Brasília — onde os primeiros rótulos chegaram em maio — o produtor francês Laurent Bonfils esteve aqui para conferir a estratégia que montou para exportar a bebida sem atravessadores.

“Ao contrário de outros produtores, nós não dependemos de importadora porque nossa trading traz os vinhos diretamente para a distribuidora, adegas, mercados e restaurantes”, explicou Laurent, pertencente à quinta geração da família, que reúne vasta experiência em enologia e viticultura.

Com esse esquema, os vinhos franceses — entre eles o Domaine de La Bastide, um corte de Grenache, Merlot e Cabernet Sauvignon (R$ 39,90 no HortiMais até dia 31) — chegam a custar 40% menos do que  se viessem mediante operação convencional. Poucas grandes vinícolas, como a chilena Concha y Toro, atuam da mesma forma.
Outro vinho notável é o Blanquette de Limoux Joseph Salasar, elaborado com a casta Mauzac associada à Chardonnay e à Chenin. Está disponível na carta de dezembro do Clube de Vinhos GB. Telefone: 3707-0003.

Castelos com vinhedos

A região de Languedoc-Roussillon produz os vinhos mais baratos da França e tem o maior volume de produção do mundo. Boa parte delas é de cooperativas que pararam no tempo. Não é o caso da Vignobles Bonfils, comandada por uma família que desde o século 17 se mantém unida pela paixão de promover a excelência do bom vinho.
O grupossui vitivinícola po23 propriedades na França, sendo três em Bordeaux e as demais no Languedoc-Roussillon. Atualmente os vinhedos são constituídos por mais 1800 hectares e oferecem 16 castas diferentes de uvas especiais e selecionadas com as quais são produzidas 120 rótulos distintos e seu volume ultrapassa 15 milhões de garrafas. Entre as propriedades, há  castelos,  como Les Carrasses, transformado em hotel de luxo se dedica à enologia e ao enoturismo.

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