Brasília-DF,
26/SET/2021

Conheça formas de curtir a gastronomia brasiliense na estação mais quente do ano

Do ceviche à salada: veja algumas sugestões de pratos saudáveis e gostosos para o verão

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Rebeca Oliveira Renata Rios Publicação:08/01/2016 07:00Atualização:08/01/2016 10:56

 (Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press)
 

 

Pedalar no eixão, refrescar-se nas cachoeiras do Planalto Central, deslumbrar o pôr do sol às margens do Lago Paranoá, degustar um prato saudável e gostoso, tomar uma cerveja enquanto aprecia um tira-gosto com os amigos. É chegado o verão e, com ele, o clima agradável que toma conta do Distrito Federal, permitindo ao brasiliense comprovar por que a capital figura nos maiores índices de qualidade de vida no Brasil.


Chefs, empresários e entusiastas da gastronomia se adaptam ao período, de olho no morador que escolheu passar a temporada na cidade. O Divirta-se Mais elenca experiências gastronômicas de fazer qualquer comensal se apaixonar pela estação mais quente do ano.


Dos sucos multicoloridos servidos no Sucopira — uma kombi dos anos 1970 adaptada para receber as bebidas — ao refrescante ceviche — pedida perfeita para dias de calor que ganha novas versões pelas mãos de especialistas em comida andina. No El Point Peruano, ele é feito à maneira tradicional, como ensina o sócio-proprietário Dandy Abadie. “Ceviche exige peixe fresco, limão-taiti, coentro e mix de pimentas”, ensina.


Como o verão é também época de começo de dietas e de uma alimentação mais natural, não faltam saladas e sanduíches fresquinhos para matar a fome sem aumentar os dígitos da balança. No Limonada Salad & Fish, as iguarias são feitas com salmão e camarão, de fácil digestão. Outra opção é a salada de atum gelada do foodtruck Surf on the truck, que transporta os glutões para o litoral brasileiro sem exigir passagem aérea.


No verão à moda brasiliense não pode faltar o roteiro etílico, que inclui visita a bares da cidade, sejam eles novatos, como o Zero61, sejam veteranos do calibre do Beirute, que completa cinco décadas como um dos espaços pelos quais o brasiliense tem afeto.

Hidratação multicolorida

 (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Sem corante e sem aditivos químicos, o Sucopira se intitula como o único truck a servir exclusivamente sucos no DF. “Consigo vender mais de 500 litros de suco em um dia de evento”, garante o dono da ideia, Marcelo Angelo, paulista que os oferece numa kombi da década de 1970 com oito suqueiras presas à lateral do automóvel.
“A maioria das casas de suco vende uma promessa estética e medicinal. A minha é básica: refrescar”, conta o empresário, que escolhe os sabores com critérios que vão além do paladar. Ele já trabalhou na indústria da moda e também é motivado pelo colorido das bebidas.


Marcelo aposta em sabores como o pink lemonade (limão-siciliano, limão-taiti e amora); tangerina, cenoura e limão; maracujá com manga; melancia aromatizada com limão; e morango com hibisco. Em eventos onde o truck comparece, as bebidas custam R$ 5, com 300ml. Há a opção de recebê-las em casa, por R$ 10 a embalagem de um litro. Os sucos são entregues todas as sextas, em sacos embalados a vácuo, preservando as qualidadew sem necessidade do uso de conservantes.

Fast-food do bem

 (Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press)
Para muitos glutões, o verão é época de comer bem, ou seja, entra em cena a gastronomia funcional, em que as propriedades nutricionais de cada ingrediente são levadas em consideração. Comida saudável, de fácil digestão e tempero na medida são a especialidade do Limonada Salad & Fish, lanchonete que tem por norte servir receitas que saem rápido, no estilo fast-food, mas que fazem bem ao organismo.


Bons exemplos surgem na carta de sanduíches, tal como a baguete de salmão cortado em lascas com parmesão, cebola caramelizada e alho-poró assado (R$ 18,90) e o sanduíche frio no pão de fôrma integral com cream cheese, camarão com toque de teriyaki, alho-poró assado e cenoura ralada (R$ 15,90).


A eles pode ser acrescentada uma minissalada por mais R$ 5,90, no sabor caesar (com alface e molho parmesão) ou primavera (mix de folhas, cenoura ralada e tomate-cereja). Outra opção é trocar os queijos por uma versão livre de lactose, sem nenhum custo. Vegetarianos estão bem servidos com a salada Pipa, com mix de folhas, cogumelo shitake grelhado, muçarela de búfala, quinoa, damasco, tomate-cereja, nozes e molho de mostarda e mel (R$ 27,90).


“Estamos com uma nova campanha, sugerindo aos clientes que comecem agora, mesmo de forma tardia, o projeto verão”, conta a proprietária Milene Amorim, que recomenda o suco energy, composto por açaí, morango e xarope de guaraná (R$ 8,90 — 400ml). A bebida energética garante o fôlego necessário para atividades físicas.

 

Gostinho paulista

 (Gustavo Moreno/CB/D.A Press)
O Mercado Municipal brasiliense, embora não seja tão antigo como o paulistano, já é um ponto de encontro. O local tem espaço amplo com frutas, vinhos, especiarias e outros itens de alta qualidade para a venda. Anexado ao mercado está o Bar do Mercado.


Para quem quer um gostinho do Mercado Municipal de São Paulo, o espaço oferece o tradicional sanduíche de mortadela, que pode vir em três versões: só o pão e a mortadela (R$ 20,50), com queijo (R$ 22,50) ou com salada (R$ 21,50). “A maioria das pessoas prefere pedir esse sanduíche quente, mesmo na época do calor”, comenta o gerente do local, Ronigresio de Castro Souza. Interessou-se? Vale pontuar que, no sanduíche, são 200g de mortadela.


Outras pedidas são bolinho de bacalhau (R$ 10,50) e pastel de bacalhau (R$ 14,50). Para acompanhar, a aposta são as cervejas. Entre as opções, o gerente indica duas — a Original (R$ 10,40 — 600ml), e a Nortenha (R$ 25,10 — 970ml).
A casa trabalha também com o menu executivo. Roni, como o gerente é chamado, sugere dois. O arroz ragu do jaguar (R$ 58, porção para duas pessoas, ou R$ 32, porção individual) combina rabada desfiada com alcaparras e é preparado no vinho tinto com azeitonas-pretas. O filé do Mercado (R$ 73,20, para dois), por sua vez, leva dois escalopes à milanesa gratinados com molho branco e gorgonzola servidos com arroz.

Com frescor, sem frescura

 (Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press)
Desde o ano passado, os comensais da cidade têm visto crescer a quantidade de chefs que trocaram o Peru por Brasília. A migração faz com que quitutes típicos do país andino virassem hábito em casas da capital. O ceviche é uma dessas receitas que vieram para ficar.


Há dois meses, o brasiliense ganhou mais uma opção de espaço para degustar a mistura fresca mas sem frescura de peixe cortado em cubinhos com molho ácido e refrescante, combinação certeira para o verão. Trata-se do El Point Peruano, comandado por Dandy Abadie.


No estabelecimento, o campeão de vendas é o ceviche clássico misto (R$ 50). Filés de tilápia ou robalo são cortados em cubos e acrescidos de camarões, polvo, lula e mexilhões mais pimenta dedo-de-moça, fatias de batata-doce glaceadas e milho. Tudo misturado ao leche de tigre, caldo em que o peixe é batido com frutos do mar adicionados de limão-taiti. “Para ser considerado autêntico, o ceviche tem que levar ainda pimenta-do-reino branca e preta e coentro”, conta Dandy.
Outra receita típica do Peru e que promete conquistar o público local são os tiraditos (R$ 40), que, na essência, se assemelham ao ceviche. Em vez do corte em cubos, o peixe é servido em finas lâminas marinadas no suco de limão com creme de pimenta-amarela (ají) e um toque de leche de tigre.


Para que os clientes aproveitem o verão, um dos atrativos da casa é a festa latina, realizada aos sábados, a partir das 20h. Ritmos como salsa, merengue e batchaca prometem aquecer os brasilienses. Sem esquecer, é claro, uma dose de pisco sour, drinque feito com a aguardente de uva peruana mais limão, pimenta e clara de ovo (R$ 20). “Para a cultura peruana, ele equivale à caipirinha”, explica Abadie.

Surfista do Lago Paranoá

 (Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press)
O clima do Surfe on the truck, como o nome pode sugerir, é bem praiano. Basta ver a prancha personalizada com a logo da empresa, bem em cima do teto do veículo.


Os itens do cardápio seguem a mesma linha. Para o verão, a sugestão é o tuna no coco (R$ 15), coco verde com atum, pepino, cenoura, ricota, azeitonas-pretas e molho de leite de coco com ervas. “Esse prato é refrescante e leve, mas sem deixar de ser saboroso. É muito bom para abrir o apetite”, comenta Thiago Tavares, sócio de Aline Pimenta nessa empreitada e também no Ribs on the truck.


O parrillero burguer (R$ 18), hambúrguer de costela servido com tomate, alface e cebola, defumados e cobertos por queijo cheddar, é outra alternativa. A pegada latina aparece no combo texmex (R$ 20), quesadilhas de carne com tomate e cebola, nachos fritos e guacamole.

Saladas para o calor

 (A&B/Divulgação)
As saladas se encaixam como uma luva com o verão. No Herbs, no Royal Tulip, há diversas opções. A primeira é a salada mix Royal Tulip (R$ 29). Mix de folhas, tomate, palmito, cenoura, muçarela de búfala, castanha-do-brasil e molho de iogurte com mostarda compõem o preparo. “É refrescante e muito boa para quem fica na beira da piscina do hotel”, sugere o subchef, Laurismar Ferreira Lima.


A salada grega (R$ 25) é preparada com mix de folhas, hortelã, nozes, tomate, pepino, azeitonas, cebola-roxa e molho pesto. “Essa é crocante, especialmente pelo pepino e pelas nozes”, explica o subchef.
Porém, a mais pedida é a caesar (R$ 25), feita com alface-americana, parmesão, frango, aliche, croutons e o molho caesar. “Por levar uma proteína, essa salada já é mais forte”, pontua Laurismar.


Para quem quer algo além da salada, a sugestão é o due de truta com camarão ao molho de requeijão com banana-da-terra ao leite de coco e gengibre (R$ 59). A sobremesa pode ser petit gâteau (R$ 19), o tradicional bolinho coberto com calda de chocolate e acompanhado de sorvete de creme. Ou uma versão da casa, o grand gâteau (R$ 19), com calda de frutas vermelhas.

Tradição brasiliense

 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O Beirute rima com tradição. Em 2016, a casa completa 50 anos de história. O proprietário Francisco Emílio Marinho, conta que a família comprou o estabelecimento em 1970. “Até então, era de uma família árabe e as receitas seguiam essa origem. Quando assumimos, abrasileiramos um pouco o cardápio”, comenta.
Para o verão, o proprietário acredita que o misto árabe frio (R$ 37,50) tende a agradar os comensais. O misto tem húmus, babaganoush, coalhada e quibe cru.


“O pão é servido à parte e é feito pela esposa de um ex-funcionário nosso, que trabalhou aqui por 20 anos”, conta. A unidade custa R$ 2,50.
Para beber, a sugestão é a Beira Bier (R$ 8,10 — 600ml) ou o Beira chope (R$ 7 — 390ml), ambos produzidos especialmente para a casa. “Para a comemoração dos 50 anos, estamos estudando fazer outros tipos de cervejas, como uma escura”, explica o proprietário.

Promoções para o mês

 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O clima no bar Zero61 é bem esportivo. Dois telões fazem parte das atrações e são um sucesso durante a temporada de jogos de futebol. “Aqui fica muito cheio em dia de jogo, especialmente se for do Flamengo”, brinca o gerente Ricardo Henrique Baratter.


Como em janeiro os principais campeonatos estão em férias, a programação musical entra em campo e substitui o futebol. Entre uma música e outra, chama a atenção o nugget de rabada (R$ 38 — porção com 10 unidades) com pesto de agrião. “Cozinhamos a carne e a desfiamos e depois empanamos”, detalha o gerente.


Outros sucessos são o parmegiana aperitivo (R$ 53 — 450g), cubos de filé-mignon empanados individualmente, cobertos por molho pomodoro e muçarela e gratinados; e o croc croc (R$ 34), bolinho de pernil desfiado e empanado com farofa de torresmo e servido com molho de pimenta.

O mar de Brasília

 (Zé Carlos Barretta/Divulgação)
Na capital, é comum ouvir a máxima: “se não tem mar, vamos para o bar”. Hábito comum aos moradores da cidade, a frase também pode se estender a mais um programa — o passeio em shoppings centers. Os centros de compra também oferecem bons restaurantes.


No Iguatemi, por exemplo, o Gero é o endereço que se sobressai. Braço brasiliense da casa paulista aberta há mais de duas décadas, o restaurante é conhecido pelo atendimento impecável e pela cozinha tradicional italiana. Clássico, o espaguete à carbonara (R$ 79) fica pronto em poucos minutos e é um preparo que se encaixa bem em dias nublados no instável verão brasiliense.


Receita simples, como a maioria dos pratos do país da bota, a carbonara do Gero leva queijo parmesão e duas gemas. O bacon, ou pancetta, também é ingrediente fundamental. “Não usamos creme de leite para a massa ficar mais leve”, conta o chef Ronny Peterson.


Se o calor aparecer sem dar aviso, boa alternativa é provar a porção de antepastos da casa (R$ 50), entrada com queijo e bressala, mortadela, muçarela, parmesão e presunto cru — todos de origem italiana. O carpaccio aparece em forma de releitura. O veranil (R$ 51) é feito de lula com vinagrete de cebola- roxa e tomate com cassé, acompanhado por torradas de pão artesanal.


ONDE COMER


Bar do Mercado
(509 Sul, Bl C, lj. 39; 3244-7999), aberto de segunda a sábado, das 11h30 à 1h; e domingo, das 11h30 às 17h.


Beirute
(107 Norte, Bl D, lj. 19; 3272-0123. 109 Sul, Bl. A, lj. 2; 3244-1717), aberto de segunda a quarta, das 11h à 1h; quinta, sexta e sábado, das 11h às 2h; e domingo, das 11h à 1h.

 

El Point Peruano
(QI 11, Comércio Local, Deck Brasil, lj. 5, Lago Sul; 3248-0197), aberto de domingo a segunda, as 11h30 às 23h; e sexta e sábado, das 11h30 às 2.


Gero
(Shopping Iguatemi, piso térreo; 3577-5520), aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h à 0h; sábado, das 12h às 16h e das 19h à 0h; e domingo, das 12h às 17h.


Herbs
(SHTN, Tr. 1, Conj. 1B, bl. C; 3424-7000), aberto de segunda a sexta, das 6h
às 10h e das 12h às 15h; sábado e domingo, das 6h às 10h30 e das 12h30 às 15h30.


Limonada Salad & Fish
(Avenidas das Araucárias, Ed. Real Quality, Lt. 1.325, lj. 5; 3382-0083), aberto de domingo a quinta, das 8h às 23h; sexta e sábado, das 8h à 0h.


Quitanda fácil e Sucopira
(atendimento pelo e-mail quitandafacil@gmail.com ou pelo telefone 9225-9449), aberto de segunda a sábado, das 8h às 18h. Entregas diariamente na Asa Sul, Asa Norte, Lago Sul, Lago Norte, no Park Way, na Octogonal, Águas Claras e Sudoeste. Pedidos com um dia de antecedência. A agenda de eventos de 2016 do foodtruck ainda não está definida. Mais informações no facebook.com/Sucopira.


Surf on the truck
(contato@ribsonthetruck.com.br e www.ribsonthetruck.com.br; 8539-1968), aberto sexta, das 18h às 23h (202 Norte); sábado, às 11h às 15h (Polo verde do Jardim Botânico); e domingo, das 11h às 15h (em frente ao Parque Olhos D’água, na 213/214 Norte).


Zero61
(SCES 2, Tr. 2, Conj. 32, Pier 21; 3224-0061), aberto de segunda a quinta, das 12h à 1h; sexta, sábado e domingo, das 12h às 2h.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.
Antonio Araújo 08 de Janeiro às 11:30

Experimente feijoada de cajú. Só caju, NADA de carnes. Quando o feijão estiver quase cozido poe o cajú em rodelas. ÈÈÈÈÈ boooom!!!

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