Brasília-DF,
17/JUL/2019

Bares em Brasília servem desde petiscos simples até receitas mais elaboradas

Correio mostra algumas opções gastronômicas para quem adora um bom boteco

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Rebeca Oliveira Renata Rios Publicação:15/01/2016 07:00Atualização:14/01/2016 12:51

 (Ed Alves/CB/D.A Press)
 

 

Brasília costuma ser definida como uma cidade democrática. Com os bares da cidade, não é diferente. O brasiliense encontra petiscos tradicionais com a imbatível cerveja gelada ou receitas mais elaboradas com drinques sofisticados. Os ambientes também seguem essa toada e podem ser descontraídos ou beirar a formalidade. As alternativas se revezam entre o informal Santana, localizado há mais de 30 anos em Taguatinga, e a sofisticação do Bar Brahma.


O cardápio de locais como o Abençoado Bar e Espetaria aposta em receitas mais criativas, como ragu de rabada com polenta frita e molho de agrião. “Criamos esse prato para um festival, mas foi tão bem-aceito que o incorporamos ao cardápio”, afirma o proprietário Caio Lovato. Ele sugere o gim, tônica e pepino, um drinque elaborado na casa, para acompanhar o preparo.


No Dudu Bar, o cardápio traz a gastronomia contemporânea aliada a ingredientes que marcam a culinária nacional, como goiabada, tamarindo e coco.


Já para os amantes de carne, a Boina Costelaria surge como uma mão na roda. “Aqui o costume é de que os clientes peçam uma costelinha e uma cerveja”, comenta o proprietário, Nereu Santos. Ele destaca que, apesar da crise, o estabelecimento cresceu no ano passado. “Estamos, inclusive, mudando de endereço para um espaço maior e mais cômodo para nossos clientes”, pontua. “Acredito ser importante manter a qualidade, sem subir o preço neste momento de crise”, conclui.


Suculentas e bem servidas


as costelas são a grande estrela do bar Boina e comandam o cardápio da casa. Mas o proprietário da casa, Nereu Santos, adverte: o corte não é qualquer um. A subcostela, ou uma costela minga, é que aparece nos pratos mais pedidos do local. “Nessa costela encontra-se mais carne, misturada com cartilagem e gordura. É muito macia e saborosa, além de se manter suculenta por horas, ao contrário do corte tradicional, a costela de ripa”, explica Santos.


Para quem se interessou, são duas opções de tamanho, a primeira, sugerida para uma pessoa, é uma costela com 300g (R$ 29,90). Já a segunda, é recomendada para quatro pessoas e vem com 1kg de carne (R$ 98,90), ambas acompanhadas de arroz, farofa de costela, vinagrete e mandioca amanteigada. Nereu conta que ele trouxe a ideia de Curitiba: “A única diferença é que troquei a tradicional maionese pela mandioca.”


A outra pedida da casa é a picanha (R$ 33,90 — 220g ou R$ 120,90 — 850g), feita na parrilla, o que garante uma carne rápida e suculenta. “Na grelha da parrilla, a carne fica a 10cm da brasa, que está a 500ºC. Isso garante que a carne seja selada, ficando bastante macia e suculenta em 6 minutos no fogo”, promete o proprietário.

Ano novo, casa nova
A partir do dia 19 deste mês, a casa vai mudar de endereço para a QS 5, lote 7, próximo ao Pistão Sul, entre Taguatinga Sul e Águas Claras.

Entre blues e boas brejas

 (Carlos Moura/CB/D.A Press)

pouco antes de abrir o Zé Ricardo Pub, há seis meses, o empresário Pedro de Alcântara Dantas rodou por oito cidades americanas ligadas ao rock e ao blues em busca de referências. A predileção pelos gêneros musicais já existia, comprovando que nem só de samba vive um boteco.


Consolidadas, as ideias deram origem ao bar, onde se degusta cervejas especiais (a Coruja lager Strix custa R$ 28,90 — 500ml) enquanto, de um projetor, são exibidos clipes de ícones, como B.B. King. A música aparece em som digital ou analógico, na vitrola que pode rodar discos dos próprios clientes.
Diferente do menu de brejas nobres, com 120 rótulos, o cardápio de quitutes é enxuto. Entretanto, surpreende pelos tira-gostos que saem do clichê.


Por R$ 26, 90, o freguês monta uma porção com seis petiscos. Vale, por exemplo, fazer a mistura de pastel alemão (recheado com joelho de porco defumado e repolho roxo cozido no vinho ao molho de maçã) com os bolinhos mineiros (com massa de angu mais queijo meia cura, couve e linguiça vinda de Formiga) e de Caicó (de massa de mandioca, carne de sol e queijo de coalho).


Outra opção é o cremoso bolinho jerimum, de massa de abóbora recheada com carne seca, servido combinado aos já citados petiscos ou em porção individual, por R$ 26,90. As receitas, exclusivas do bar, são de autoria da chef consultora Camila Bastos.

Conversa de botequim

 (Carlos Moura/CB/D.A Press)

Reduto da boemia em Águas Claras, o Zuzubem mostrou a que veio logo na escolha do nome. A ideia é perpetuar o clima agradável de boteco. De acordo com a proprietária, Aldeã Rodrigues Ribeiro, o termo é uma homenagem aos amigos que, depois de exagerar na dose, afirmam que está “tudo bem” com certa dificuldade na pronúncia, que vira “zuzubem”. É o tipo de brincadeira de quem, assim como o samba eternizado por Noel Rosa, entende de conversa de botequim.
O menu também leva a sério a filosofia de bar. São 30 petiscos para deixar qualquer boêmio na dúvida. Um deles se sobressai do restante. Criado na casa, o zuzucrete (R$ 28,90) virou unanimidade depois de ser premiado em um festival. O bolinho de carne preparado com pão amolecido ao leite, queijo parmesão e bacon é crocante por fora e macio por dentro.
Autoral, o quitute fica bem, se apreciado junto ao coquetel Made in Brazil, mistura de suco de laranja, vodca e licor de menta, por R$ 14,50. No rol das geladas, indispensáveis em um bom boteco, a Heineken ganha disparada (R$ 9,50 – 600ml, mesmo preço da Serra Malte, da Bohemia e da Antártica).

De primeira!

 (Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)

Ainda há quem torça o nariz para carnes chamadas de segunda. Certamente, são pessoas que não frequentam o Solano’s Bar, no Guará I. “Nosso público enxerga esse tipo de carne como um prato nobre. Se souber fazer, é maravilhoso”, conta Solano Oliveira, dono do botequim com aparência simples, mas com cozinha que conquista premiações em todo o DF.
O caldo de mocotó (R$ 9) é um exemplo. Segundo o proprietário, há quem visite a casa há mais de duas décadas só por causa da receita com sotaque nordestino. Brasiliense e filho de mineiros, acostumou-se desde cedo a experimentar cortes como a língua, servida ao molho madeira por R$ 39, em versão para quatro pessoas. O segredo é escaldar a carne de três a quatro vezes antes de levá-la à panela de pressão.


O preço também se estende ao cupim, feito da mesma maneira, mas acrescido de calabresa por R$ 35. As receitas são elaboradas pela cozinheira Lidiane Ferreira, em parceria que se estende há 15 anos.
Por mais que boteco e cerveja gelada sejam uma dupla indissociável, Solano acredita que é possível estender essa atmosfera a um vinho tinto. Para as carnes de sabor forte, faz as vezes de sommelier e indica o Finca Angel cabernet sauvignon, por R$ 60.


A vez da rabada

 (Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)

Muito além dos espetinhos, o Abençoado é um dos bares que aliam bom custo-benefício à diversidade.
Com apenas 8 meses de funcionamento, o espaço é ocupado por almoços executivos, enquanto, à noite, as gravatas se afrouxam e dão lugar a descontraído happy hour.


Caio Lovato sugere polenta frita coberta com molho de agrião, ragu de rabada e pimenta-biquinho (R$ 29,90). A polenta é crocante por fora, sem deixar de ser cremosa por dentro.
Para beber, o proprietário escolhe um drinque de autoria da casa, o gim, tônica e pepino (R$ 22,90). “É muito refrescante, minha recomendação é comer o pepino que vem em fatias diagonais no fim da bebida”, sugere Lovato. Outro ponto que o proprietário destaca é a qualidade do preparo, feito com gim importado. “A bebida importada deixa o preparo mais suave e mais leve”, conclui.

No prato e no copo

 (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O snoopy é um dos drinques que o Dudu Bar oferece. Trata-se de uma mistura de vodca, morangos e vinho do porto (R$ 27,50). Segundo o gerente do local, Ivanildo Carvalho, o drinque é suave.


“Colocamos apenas um toque de vinho do Porto, que quebra a vodca e casa bem com os morangos”, comenta. A bebida serve tanto para acompanhar um prato, como um petisco, dependendo da escolha do cliente.
Para quem procura uma refeição, a sugestão é o Rio e mar (R$ 43,60), filé de tilápia ao molho de limão e ervas, acompanhado por um arroz com camarões e alho crocante. “O limão e o creme de leite do molho se misturam e deixam o preparo com uma textura cremosa”, explica.


Se a procura é por um petisco, Carvalho sugere o thai (R$ 64,90), “camarão empanado no coco com molho de gengibre e tamarindo”. Os sabores contrastam, como o azedo do tamarindo e o refrescante do gengibre.

Botecar é uma arte

 (Ed Alves/CB/D.A Press)

Não é todo bar que tem a sorte de contar com menu assinado pelo chef Olivier Anquier. Em Brasília, a única casa que pode se orgulhar do feito é o Bar Brahma, com cardápio elaborado em parceria com o francês radicado no Brasil desde a década de 1970.


É dele a ideia de pratos que fazem os comensais deixarem de lado qualquer discriminação com comida de boteco. Basta se deparar com receitas, como o azul marinho (R$ 40,50 – para uma pessoa, ou R$ 76,50, para duas pessoas) para mudarem de ideia. Feito na panela de ferro, o filé de peixe recebe a companhia de tomate, cebola e azeite, mais bananas, pirão e arroz.


O Bar Brahma também torna o menu versátil ao trabalhar com pratos do dia. Às sextas-feiras, a pedida é a caldeirada, panela de frutos do mar com camarão, palmito, lula cozida no vapor, mexilhão, batata noisette e ovo cozido, por R$ 42,50. Leves, as duas sugestões são contrárias à ideia de que comida de boteco precisa ser gordurosa. “O boteco aprendeu a ser limpinho. Os pratos não precisam ser afundados no óleo”, comenta Lucas Ferreira, sócio do bar.
Encontrada geralmente às sextas-feiras, a feijoada do bar é servida às quartas, por (R$ 41,50).

Alta e baixa cozinha juntas

 (Sabor Brasil/Divulgação)

Filé crostini com purê de batatas trufadas em cama de rôti de ossobuco com crosta de farofa de pão italiano e funghi porcini. Requintada, a combinação poderia, facilmente, ser vista no menu de um restaurante sofisticado ou contemporâneo. O preparo, no entanto, tem assinatura de Claude Capdeville, nome por trás da Toca do Chopp.


A receita custa R$ 39 e é uma prova de que a baixa e a alta gastronomias podem desafiar as leis de Newton e dividir o mesmo espaço. “Comecei como sushiman, trabalhei em restaurantes chiques, e hoje sou dono de boteco. Sei que dá para unir gastronomia de um bom nível com a descontração do bar”, afirma.


“É uma criação que pode passear do chope a um bom vinho tinto”, garante Claude. Enquanto o chope tem preço fixo de R$ 7,90 (300ml), os valores da bebida de Baco ainda estão indefinidos, por conta do aumento do tributo sobre bebidas quentes que passou a vigorar este mês em todo o país. De sua autoria, a dose das cachaças prata e ouro continuarão com o mesmo preço, por R$ 7 e R$ 8, respectivamente.


O chef conversou com a equipe do Divirta-se Mais durante uma viagem a Minas Gerais, estado que exerce influência sobre as criações da Toca do Chopp. “Já rodei por uns 50 botecos. Ontem, por exemplo, provei um torresmo à milanesa. Sou um caçador de botecos com boa comida. Odeio mesmice”, pontua.

Cordeiro na pedra-sabão

 (Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press )

O guisado de cordeiro do Santana é feito na panela de pedra-sabão e a porção é para lá de generosa, no fogo, vai mais de um quilo de carne, com diversas partes, como costelas, carré, pernil e paleta.
Outro preparo com a carne do cordeiro, que vale a pena conferir, é a paleta. Nesse caso é servida uma paleta inteira, temperada com sal, alecrim e alho, e cozida na brasa (R$ 75). “Essa é uma alternativa para grupos grandes, a paleta do cordeiro tem entre 1,5kg e 2kg”.


Já quem quer outro tipo de carne pode se aventurar pela carne de porco na lata (R$ 60). “Pegamos todas as partes de um animal e, cortadas, elas são fritas na lata”, explica Santana.
Na refeição, não dá para fugir da galinhada, tradicional no local. O prato sai por R$ 130, inteira, que serve em média quatro pessoas e vem acompanhada de arroz, feijão tropeiro, quiabo, milho e pirão. Ou a meia, que sai por R$ 80, serve bem duas pessoas, e tem os mesmos acompanhamentos da inteira.

ONDE COMER


Abençoado bar e espetaria
(CLSW 105, Bl C, Lj 84; 3256-0008), aberto de segunda a sábado, das 11h30 às 2h; e domingo, das 11h30 à 0h.

Bar Brahma
(201 Sul, Bl. C, lj. 33; 3224-9313), aberto das 12h às 2h, de segunda a sábado; e domingo, das 12h às 17h.

 

Boina Costelaria

Até o dia 19 de janeiro (QD 301, Rua D, Lt 8, Conj 2, Águas Claras ; 3797-4155), a partir do dia 19 (QS 5, Lt 7; 9162-4609) aberto de terça a sexta, das 12h às 14h30, e das 18h30 às 22h30; sábado e domingo, das 12h às 16h30.

Dudu Bar
(303 Sul, Bl A, Lj 3; 3323-8082) aberto de segunda a quinta, das 12h às 15h, e das 18h à 0h; sexta e sábado, das 12h às 2h; e domingo, das 12h às 17h. (Qi 11, Bl I, Lj 40/46; 3248-0184), aberto deterça a quinta, das 12h às 15h, e das 18h à 0h; sexta e sábado, das 12h às 2h; e domingo, das 12h à 0h.

 

Santana
(CNA 3, Lote 8, loja 1 e 2; telefone 3563-4674), aberto de segunda a quinta 11h à 0h; sexta e sábado, das 11h à 1h; e domingo, das 11h às 17h.
Solano’s Sport Bar
(QI 22, Bl.B, lj. 29, Guará 1; 3546-4395), aberto de segunda a sexta, das 17h à 1h; sábado e domingo, das 14h às 2h. A partir de 1º de fevereiro, aberto de segunda a sexta, das 9h à 1; e domingo, das 9h às 2h.

 

Toca do Chopp
(Canteiro central do Lago Norte, altura da QI 9/10, Lago Norte; 9642-9636), aberto sexta, das 18h à 0h; sábado e domingo, das 11h às 18h.
Zé Ricardo Pub
(Rua 7 Norte, Ed. MaxMall, lj. 8; Águas Claras; 9985-4869), aberto de segunda a sábado, das 16h à 0h.

 

Zuzubem
(Rua 33 Norte, lj. 10, Condomínio Beverly Hills, Águas Claras; 3046-2840), aberto quarta, quinta e domingo das 16h à 1; sexta e sábado, das 16h às 2h.

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