Brasília-DF,
26/SET/2021

Coluna Favas contadas aborda restaurantes fora de Brasília

No Muju Restobar, versão gaúcha do Taypá, que abriu as portas há dois meses no bairro nobre da capital, peixe cru cozido no limão faz sucesso

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Liana Sabo Publicação:29/01/2016 06:10Atualização:28/01/2016 19:08

Sabor peruano no Sul

Porto Alegre  — Ninguém poderia imaginar que na terra do churrasco — outrora servido bem passado —, onde poucos o degustavam no estilo boi sangrando, peixe cru cozido no limão pudesse fazer tanto sucesso. Foi o que aconteceu no Muju Restobar, versão gaúcha do Taypá, que abriu as portas há dois meses no bairro nobre da capital, chamado Auxiliadora, à Rua Coronel Bordini, que já foi nome de linha de bonde.


À frente, o premiado chef Marco Espinoza, dublê de empresário, que comanda ainda o Lima Restobar, no Rio de Janeiro, e lançará em breve o Lima Beach, em Búzios (RJ). Para tocar o empreendimento nos pagos, o peruano se associou ao casal Daniel Staudt Lucas e Natália Benites Rosito, ele dentista e ela servidora pública licenciada enquanto dirige o restô que surgiu depois de uma busca por um novo negócio.


“Daniel é louco por batatas e descobriu que o Peru tem mais de mil espécies. Na sequência da pesquisa, encontrou o site do Taypá. Aí marcamos uma visita ao restaurante de Brasília, quando encontramos Espinoza, que nos levou até Lima para conhecer a culinária peruana”, relata Natália.

Tablet e papel pardo


A casa ocupa dois pavimentos. No térreo, há um bar e algumas mesas para espera e, no andar de cima, o salão com mais mesas — entre elas, as redondas, mais disputadas. Uma imensa adega transparente liga os dois andares.


A modernidade expressa na decoração ganha lances high tech com o tablet levado pelo garçom para o cliente escolher o prato. O serviço começa com couvert de pão de batata quentinho embrulhado em saquinho de papel pardo, acompanhado com manteiga de ervas servida dentro de um quarto de casca de limão.


Invariavelmente, o ceviche dá início à refeição, de preferência três: clássico, com peixe branco, batata-doce e milho peruano; de salmão levemente agridoce; e de polvo — todos à base do famoso molho leche de tigre. Arroz chaufa, com os grãos salteados com frutos do mar, molho de soja, temperos orientais e óleo de gergelim é o prato mais pedido, diz Natália. Depois do ceviche, é claro.

 

Outro é o lomo limeño, de filé-mignon, enquanto o ají de galinna — clássico da gastronomia andina com molho de pimenta-amarela — é ainda menosprezado pelo gourmet gaúcho. “Parece fricassé”, observou um comensal.

Pisco e suspiros

 

 

Para beber, é obrigatório o pisco, apesar da fornida adega. Destilado produzido no sul do Peru a partir de uvas fermentadas, a bebida é servida em sua forma clássica — pisco sour —, e em diversas variações, como manjericão, com suco de limão e maracujá; criollo com estragão, lúcuma, xarope de carambola e ginger ale.


Se você ainda tiver um lugarzinho no estômago, suspiro limeño de merengue e creme não tem erro. A casa funciona todos os dias, mas no feriadão do carnaval fechará segunda e terça para reabrir somente na Quarta-Feira de Cinzas, à noite. Telefone (51) 3328-0348.

Só falta a Dilma


Se você for de carro para o litoral do Rio Grande do Sul, não deixe de visitar o Morro da Borússia, que eu conheci só agora, depois de ter emigrado. Fica no fim da Freeway, do lado oposto à entrada de Osório, e lá em cima come-se muito bem. No restaurante do Dodô há um bufê de pratos sobre fogão a lenha com o melhor da culinária caseira que usa produtos coloniais, como são chamados os ingredientes da região.


Quando soube que a cliente era de Brasília, Dodô foi logo dizendo “aqui só falta vir a Dilma, porque a filha e o neto (o segundo ainda não havia nascido) já vieram com Carlos Araújo (pai e avô), cujo aniversário foi comemorado na casa”. Telefone (51) 9877-6206.

Jambu em casa

Com essa marca o chef do restaurante contemporâneo Jambu (Avenida JK, Vila Planalto), Leandro Nunes, lança na terça-feira um cardápio de pratos típicos paraenses que você pode levar para casa.

 

Do emblemático pato ao tucupi à caldeirada de pescada amarela; da maniçoba ao tacacá; do caruru ao pavê de cupuaçu. Embaladas em quentinhas, as sugestões, em princípio, têm de ser apanhadas no restô. “Num segundo momento, vamos ver a possibilidade de ter um delivery”, adianta o chef.


A ideia surgiu diante da enorme procura por parte de clientes que pedem as preparações culinárias tradicionais do Pará, onde nasceu o chef e dono do restaurante. Lá dentro, porém, a gastronomia é outra. Não que não tenha qualquer pegada amazônica, isso tem, mas é que a experiência de Leandro Nunes e os estágios que ele teve na Europa — inclusive no Noma, o número um do mundo — falam mais alto. O que se come no Jambu é mesmo comida de vanguarda, como fazem os espanhóis, por exemplo.

Sem glúten


“Até o fim do ano estaremos trabalhando com produtos sem glúten e sem lactose”, anuncia o chef, ele próprio portador de intolerância a lactose. “Aliás, 70% da população sofrem com isso, sem saber”, avalia Leandro Nunes. Segundo ele, muitas pessoas dizem que tal comida faz mal e, na verdade, são elas que não podem consumi-la.


Outra novidade será a troca do menu degustação a cada três meses. Atualmente, o cardápio especial é servido somente no jantar, em 12 etapas por R$ 195. Dele, fazem parte pirarucu, farofa de baru, pimenta-de-macaco e picles de rabanete; lagostim grelhado, espuma de bisque, tucupi e coentro e canon de cordeiro com musseline de cará. Na sobremesa, o destaque é a cenoura recheada com creme de jaca, salsão cozido com xarope, abacaxi com especiarias, creme inglês com leite de coco e farofa de baru com castanha-do-brasil, uma saborosa experiência! A casa funciona de terça a sábado, no almoço e no jantar. Telefone 3081-0900.

Pizza autoral


O tempo não empalidece a criatividade de um chef. Como Dudu Camargo, que acaba de lançar dois novos sabores na rede Fratello Uno, fundada por ele e por Vaninho Couto há mais de 15 anos. A grife estabelecida nas quadras 109 Norte e 103 Sul, que conta ainda com a participação de João Pedro Couto, oferece como novidade pizza de pomodori pelati, muçarela, shimeji e camarões refogados cobertos com mascarpone, ervas e azeite trufado (R$ 72,90, tamanho médio — foto). Outra invenção leva o nome do autor e é feita de pesto verde, linguiça picante, alho-poró refogado, pomodori pelati, lascas de parmesão e mascarpone por R$ 62,90, a pequena; R$ 68,90, a média e R$ 73,90, a grande.

Alto estilo


De onde menos se esperava agora pode saltar uma breja. Estamos falando da Famiglia Valduga, um dos mais tradicionais produtores de vinhos e espumantes da Serra Gaúcha, que incorporou ao seu portfólio cerveja com o nome Leopoldina. É feita de forma artesanal com uma seleção de maltes, lúpulos e leveduras importados da Europa. “Nossa expectativa é alcançar a marca de 300 mil litros por mês, em dois anos”, prevê Juarez Valduga, presidente do grupo.


Leopoldina saiu em cinco estilos: old strong ale (foto), de cor escura e sabor que lembra frutas secas, nozes, mel e vinho do Porto; american IPA, com aroma de notas cítricas e florais; Weissbier, produzida com o trigo da Bavária com aroma de cravo e canela; Witbier, outra branca com toque adocicado e cítrico do limão-siciliano e coentro; e Pilsner, de baixa fermentação, o que torna esse estilo o mais pedido do mundo. Estarão disponíveis na cidade em breve na Pires de Sá Vinhos, representante da Valduga, que receberá o primeiro lote. Telefone: 3443-5797.

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