Brasília-DF,
21/MAR/2019

Espaço Maestra Vida em Brasília traz cardápio com ingredientes especiais

Coluna Favas contadas desta semana mostra o trabalho gastronômico feito pelo chef chileno Alex Cavada e pela sócia Andrea Cariello em um dos bistrôs que tem ganhado o público brasiliense

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Liana Sabo Publicação:26/02/2016 07:00Atualização:25/02/2016 12:07

 

 

O artista multimídia brasiliense Pedro Sangeon, que pratica o humor contemplativo e espirituoso (também nas páginas do Correio assinando a tirinha Gurulino), não teve qualquer dificuldade em gourmetizar a parede do antigo bar 2º Clichê, na Asa Norte. A casa se transformou, há quatro meses em Maestra Vida, charmoso bistrô que ostenta Mestre Cuca, nova criatura do talentoso grafiteiro.


Em torno do personagem gourmet aparecem alguns ingredientes — como cenoura, ervilhas e pêras, nas cores do restaurante, comandado pelo chef chileno Alex Cavada e pela sócia Andrea Cariello, amiga de infância do artista —, que dão uma ideia da proposta culinária leve e com frescor. Inclusive, massas e pães são fabricados por lá. Unida pelo casamento, a dupla toca a casa com muita simpatia e profissionalismo.

Cereja no pato


No cardápio, há influências coletadas por Alex em países, como Tailândia, Argentina, Nova Zelândia e, agora, Brasil. “Tomar suco de laranja todos os dias do ano é um luxo”, proclama o chef. A melancia é outra fruta que o encanta. Já sobre a batata, ele não pode dizer o mesmo.
“As batatas me decepcionaram, por isso faço um purê misto com abóbora para acompanhar o pato”. Chama-se pato mestre (R$ 55) um macio e saboroso peito da ave cozido a vácuo, servido ao molho de cerejas e acompanhado de aspargos frescos, tomate-cereja e muçarela salteada. Outra opção é um filé-mignon (R$ 48) envolto em bacon com de nhoque de abóbora.

 

Cogumelos fatais


Há ainda mais surpreendentes sabores a descobrir no cardápio, como os petiscos. Provei quase todos e é difícil apontar o vencedor. Talvez, o último na lista de oito: cogumelos fatales (foto), recheados de verduras, parmesão e pesto por R$ 24, seis unidades, mesmo preço dos enroladinhos de presunto parma, rúcula, cream cheese e tomate seco.
A seção começa pelo ceviche, que pode vir de linguado ou de salmão, no molho especial e bem equilibrado da casa; passa pelo frango pil pil ao molho de vinho branco, alho e páprica doce com toque leve de pimenta; e chega ao camarão empanado em coco, cujo molho de manga poderia ter sua acidez corrigida. Instalado no Bloco C da 107 Norte, o Maestra Vida funciona de terça a sábado, a partir das 17h30. Único almoço é servido aos sábados. Telefone 3034-4466.

Grelhados em casa sobre rodas


A volta do chef Marcello Piucco ao El Negro — conforme esta coluna antecipou em 5 de fevereiro — se dá em torno de uma grande novidade: um caminhão equipado com chapas, grelhas e fritadeiras que leva os bons cortes de carne da grife para as praças, parques, jardins e até à casa do freguês, que pode contratá-lo para festas e comemorações.
Chama-se El Negro Food Truck o novo serviço que, depois de alguns testes realizados na Asa Sul e no Noroeste, estreia neste fim de semana na Asa Norte na feirinha itinerante Quatro Estações, montada no canteiro em frente ao Colégio Militar (902/904 Norte).
“A ideia é estar nos grandes eventos de rua da cidade, além de atender clientes particulares e corporativos”, explica Piucco, autor do menu, baseado nas apreciadas carnes do El Negro.

Comida rápida

Para elaborar o cardápio, o chef se inspirou em duas influências: dos EUA, onde morou e retornou agora para rever a família e degustar sabores, e dos pampas, região fronteiriça entre Argentina e Rio Grande do Sul. Assim, você poderá pedir um hambúrguer ou um choripán.
O primeiro traz dois tipos de hamburguesas feitas com um blend de carne angus: barbecue caseiro, cebola caramelizada, cheddar e bacon; ou molho chimichurri com jalapeño, queijo provolone, alface e tomate. Eles custam R$ 20 cada e eleger o melhor fica por sua conta.
Já o choripán (cachorro quente argentino) é feito com linguiça suína caseira servido com chimichurri na baguete por R$ 16 com opção da provoleta, versão do choripán com provolone e cebola caramelizada por R$ 18.
Outra sugestão é um sanduíche de vacio (como é chamada a fraldinha — foto) acebolado com queijo provolone e chimichurri por R$ 25.
Delicioso acompanhamento é a batata-doce no corte palito temperada e frita por R$ 10. “Testei muitas receitas até conseguir dar ao truck a qualidade dos pratos do El Negro”, explica.

Gosto de costela


Além do caminhão, há outro equipamento sobre rodas — um reboque no qual está instalada uma parrilla para todo tipo de carne. Do outro lado, há um defumador alimentado por serragem de carvalho ou cedro que prepara o brisket (corte bovino conhecido como peito). Trata-se de um pedaço triangular levado ao fogo alto para selar e cujo gosto é parecido com o da costela. Daí a razão de o brisquet fazer tanto sucesso nos Estados Unidos. Aqui é oferecido por R$ 25.
Para João Clerot, proprietário do El Negro, a iniciativa de lançar os sanduíches sobre rodas permite aproveitamento integral dos insumos, especialmente das carnes, pois “das 2 toneladas e meia mensais, 700kg são de aparas que não estavam na mesma gramatura servida no menu”. Por isso, ele classifica o novo serviço como oportunidade de negócio, “que já estava sendo pedido por muitos clientes.”Acompanhe pelo facebook o itinerário do food truck. Telefone: 8107-1155.

Fora da caixa

Embora industrializada a linha de lanches Mc Donald´s é capaz de produzir um sanduíche com uma pegada artesanal. É o que se propõe o ClubHouse, lançado esta semana em todo o país, em um inédito pão tipo brioche com tomate e cebola caramelizada. Responsável pela crocância, a alface é proveniente de pequenos produtores que praticam agricultura sustentável. Nesta versão, o cheddar ficou mais suave e o bacon, mais rústico. O hambúrguer com 100% de carne bovina vem com o molho especial do Big Mac. Mas o que distingue o sanduíche é que ele vem, pela primeira vez na história da rede no Brasil, servido em uma embalagem aberta. Sai por R$ 24,50 ou R$ 29,50, com batata e uma bebida.

A céu aberto

Nada mais, nada menos do que a Salton, centenária grife gaúcha, que produz desde o vinho do padre até os mais complexos tintos e fino brandy, será a responsável pela harmonização do almoço Gastronômade com pratos elaborados pelo chef do Cru, Balcão Criativo, Lui Veronese.
O encontro será realizado domingo, 6 de março, no aprazível Recanto das Águas (Quadra 8, Conjunto 3, do Park Way). Para começar, petiscos servidos com o espumante Paradoxo, como um misto-quente especial com queijo de búfala Tapuio, azeite trufado e jamón ibérico.

Mesa, gelatina quente de aspargos com consomê de cogumelos e o Classic Merlot seguida de robalo com fettuccine de pupunha com o branco Intenso Sauvignon Blanc-Viognier.
Como prato de resistência, bife de chorizo, purê de cacau da Fazenda Sagarana e batatas cozidas e fritas, harmonizado com corte Merlot - Tannat.


A sobremesa será a doce combinação de bolo amanteigado, coulis de damasco e sorvete de leite de ovelha com o premiado Moscatel. Grenat Cafés Especiais encerram o ágape que ainda dispõe de alguns lugares por R$ 305 no site www.gastronomadebrasil.com.

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