Brasília-DF,
28/SET/2021

Conheça a gastronomia diversificada de Águas Claras

Coluna Favas Contada mostra como essa cidade tão jovem já tem uma cultura gastronômica tão forte

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Liana Sabo Publicação:06/05/2016 07:00Atualização:05/05/2016 12:10

 

 

Águas claras, moderno bairro brasiliense onde vivem 160 mil pessoas, já tem uma gastronomia diversificada, graças aos novos restaurantes que têm surgido recentemente. São comandados, geralmente, por gente jovem, que vê no segmento uma boa oportunidade de negócio. Como os irmãos Fiuza — Rodrigo, Elaine e Emilio — ,que acabam de abrir o Cuzco, um mix de culinária peruana e japonesa, daí a presença de um balcão de sushis.
De origem mineira, a família Fiuza tem alguma experiência no métier. Em junho de 2014, Rodrigo e o outro irmão Ronan (eles são quatro, todos nascidos em Brasília) inauguraram o Manati, restaurante de frutos do mar que faz sucesso em Águas Claras.

Influências orientais


Este ano, Rodrigo convenceu Elaine e Emilio a trabalharem com ele em um novo emprendimento, aberto na Rua das Pitangueiras, lote 6, onde funcionou uma sorveteria. Os três entregaram a obra à arquiteta Luciana Ribeiro, que desenvolveu um ambiente agradável e despojado, no qual cabem, sentadas, 160 pessoas, contando com a parte externa. Na cozinha, contrataram o chef consultor Paulo Tarso, que desenvolveu menu peruano com forte pegada oriental.
Na pátria dos incas, as migrações não se constituíram em guetos fechados; logo se miscigenaram. Por isso, existem também cozinhas derivadas da chinesa (a chifa) e da japonesa (a nikkei), que é a que predomina no Cuzco, desde que assumiu as caçarolas o chef peruano Miguel Pacheco, de 36 anos (na foto, entre Rodrigo e Emílio). Ele faz parte de uma numerosa brigada trazida por Marco Espinoza, fundador do Taypá, que já arrebanhou mais de 30 cozinheiros peruanos distribuídos no país.

Pisco e saquê

“Eu introduzi novos molhos e temperos no menu existente”, revela Pacheco, que alterou ainda o taco-taco. O chef prefere fazer de lomo saltado (filé mignon, cebola, tomate, molho de soja) o que antes era à milanesa. Acompanham arroz branco e fritas. Outro prato tradicional é o aji de galinha: peito de frango desfiado com molho cremoso de aji amarelo servido sobre cama de batatas cozidas e finalizado com ovos cozidos e azeitonas pretas por R$ 35.
Jalea mixta é um prato no qual vêm empanados na farinha panko camarões, lulas, mexilhões e polvo, uma delícia por R$ 59 (foto). A casa também oferece uma linha de drinques exclusivos, alguns feitos com pisco; outros, como Nikkei, com saquê importado, frutas vermelhas e espuma de chicha morada, bebida peruana feita de milho — além de sobremesas típicas, como o conhecido suspiro limenho. Funciona de terça a domingo, de 11h30 à meia-noite. Telefone: 8636-3871.

Mudanças no Rubaiyat
O catarinense Mauro Maciel, que por muitos anos, gerenciou a churrascaria Porcão, será o novo comandante da operação Rubaiyat. Depois de passar pelo Grupo Spettus, com casas em Recife, Maceió e Floripa, o executivo retorna a Brasília à frente de uma equipe que veio toda de São Paulo.
Instalado há quase três anos à beira do Paranoá, numa das orlas mais bonitas do lago, o Rubaiyat está de cara nova — mais aconchegante, moderno e funcional depois de uma reordenação que atingiu não só o décor, como também o pessoal. Com muita experiência — a maioria transferida de outras casas da grife —“para atender o brasiliense, um cliente amável, exigente e cosmopolita”, conforme descreveu Geff Ruas, gerente de conceito do grupo, responsável pela implantação da reformulação em todas as unidades, como as do México, Argentina, Espanha e Chile, além de três em São Paulo e uma no Rio de Janeiro.


Um dos mimos a que o cliente terá direito é uma faca serrilhada, própria para carne, de cabo de madeira e com o nome gravado, que ficará numa vitrine na entrada, pronta para ser requisitada quando seu proprietário colocar os pés na casa. Outro conforto é o desembarque no próprio píer para quem chega de lancha. Junto ao jardim, embaixo do salão, está sendo reformado um espaço para festas e casamentos.


A reforma na casa trouxe um charmoso bar com vista para o salão, confortáveis lounges, três salas privativas e varanda climatizada, cujo teto apresenta um pergolado de bambu leve no estilo de Trancoso, lembra Geff. No cardápio, além das carnes nobres produzidas na própria fazenda no Mato Grosso do Sul, cachote marinho, o prato mais pedido na loja carioca, que reúne polvo, robalo, vieiras e camarão com risoto de açafrão por R$ 134. Para começar, focaccia rústica com queijo de cabra, cebola, tomate, azeitona e rúcula, por R$ 39. Funciona de segunda a sábado, para almoço e jantar e domingo, só até as 18h. Telefone: 3244-8406.

“Uma garrafa só, mas benfeita”


Bento gonçalves Gigante da vitivinicultura gaúcha, a família Valduga depois de 140 anos de atividades no Vale dos Vinhedos, acaba de prestar uma homenagem ao seu fundador, Luiz Valduga, que teve a visão de transformar o vinho, feito em moldes caseiros pelos antepassados, em produto bem formulado e em condições de competir no incipiente mercado.


Destinado a ser o mais emblemático vinho da casa, o Luiz Valduga não é safrado, tampouco tem terroir declarado. Trata-se de um incógnito varietal, cujo primeiro lote apresenta apenas 10 mil garrafas. “Os próximos serão elaborados somente quando houver um perfeito equilíbrio entre as safras e as evoluções em barrica”, garante o enólogo João Valduga, que comanda a equipe de enologia.
“Antes de fazer duas garrafas de vinho, faça uma, mas bem-feita”, recomendou o vinhateiro de descendência italiana aos filhos Juarez, João e Erielso, que modernizaram e ampliaram a empresa até chegar aos níveis de hoje: possui a maior cave da América Latina, com capacidade para abrigar mais de 6 milhões de garrafas.

Sucos e geleias
Para o lançamento do vinho, a empresa reuniu em sua sede os representantes da grife no Brasil. São eles que distribuem os produtos. A começar pelos da Casa Madeira, que dá nome a uma linha de sucos de uva. A marca contempla sucos orgânicos, integrais e enriquecidos com vitaminas e minerais.
Nessa unidade ainda são fabricados balsâmicos, antepastos e geleias, como as de Malbec e de Cabernet Sauvignon são as mais apreciadas. Além de realçarem o café da manhã ou chá da tarde, vão bem com carnes assadas. No mesmo espaço, em torno de uma casa de madeira antiga, adquirida na década de 1980, funciona um restaurante que pratica a culinária dos imigrantes italianos. No menu, codorna com polenta, ao molho de vinho.

Cerveja e cosmético
Os vinhos importados são trazidos pela Domno, uma das seis empresas do grupo, localizada em Garibaldi. Lá também são produzidos os espumantes pelo método charmat, como o Ponto Nero, que começou nas versões brut, brut rosé e moscatel e chegou até o Blanc de Blancs Golden, um must do consumo.
Encarregado do setor de compras, Rodrigo Veronese fazia em casa cerveja na panela e a vendia para os colegas, até que a direção decidiu produzir a Leopoldina, cerveja gourmet com insumos belgas e requisitou o cervejeiro. “Até o fim do ano, estão previstos 10 estilos,” informa o responsável, que já trabalha na stout com chocolate.
Última aquisição do grupo foi a Vinotage, que elabora cosméticos com base em uvas finas, produtoras de resveratrol.

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