Brasília-DF,
20/SET/2021

Conheça um pouco da culinária de boteco oferecida por estabelecimentos no DF

Dia de futebol também é dia de cerveja gelada e petiscos caprichados em bares da cidade

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Renata Rios Sara Campos - Especial para o Correio Publicação:22/07/2016 07:00Atualização:21/07/2016 18:00

 (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)

 

O futebol tem reunido cada vez mais brasilienses a encontros regados a cervejas, drinques e bons petiscos em diferentes endereços da cidade. A cultura de boteco reverbera pelos bares que transmitem diferentes jogos.

O clássico filé à parmegiana chega em formato de petisco no bar Versão Brasileira. “O formato que o parmegiana tradicionalmente é feito dificulta quem quer comer o preparo com uma cerveja, assistindo ao futebol. Por isso, preparamos no palito, como tira-gosto”, ressalta Ruben Vieira, sócio do bar.


Jogador de futebol amador, Solano Souza comanda o Solano’s Sport Bar, no Guará. A casa, que conta com três televisores, transmite jogos do Brasileirão com cardápio variado. Entre os destaques está o fígado acebolado com jiló.

Os apaixonados por futebol que não querem deixar de curtir um ambiente que privilegia o clima de balada podem escolher o Zero61, no Pier 21. A casa conta com apresentações de DJs e bandas durante os jogos. “Temos os dois telões, mas costumamos deixá-los sem som para que as pessoas curtam a música”, destaca o chef Jefferson Ribeiro.


A maior visibilidade durante os dias de jogo impulsionou os sócios Arthur Weiler, Paulo Otávio Moura e Ricardo Martins, do Piratas Bar, a investir em um telão. A casa pode transmitir até três jogos simultaneamente e vê nesse perfil uma garantia de movimentação em tempos de crise. “Nada melhor do que um telão para ver os lances de perto. Ganhamos um público cativo, o morador de Águas Claras, que chega do trabalho e quer assistir aos jogos”, diz Arthur.

Jogão, cerveja e petiscos

 (O frango a passarinho é uma das alternativas do combo servido no Zero61)

Em dois telões — um de 2m e outro de 5m — são transmitidas as partidas do Brasileirão no Zero61. O bar promete um clima divertido para quem vai, mas não curte tanto o futebol. “Aqui, deixamos as televisões com os jogos passando, mas sem som. A música fica tocando e apenas as imagens são transmitidas”, afirma o chef da casa, Jefferson Ribeiro.

Para quem se animou, o chef sugere um combo (R$ 79,90) com seis long necks de Stella Artois ou de Budweiser e uma porção de petisco, podendo ser carne de sol gratinada com queijo coalho e pão com alho; frango a passarinho ou costelinha.


“O combo é ótimo para quem vem assistir a uma partida do campeonato ou se distrair com os amigos”, sugere. A promoção fica disponível todos os dias, das 17h às 22h, e, nos dias de jogo, o horário se estende até o fechamento da casa. Domingo, a festa ainda começa mais cedo — a partir das 13h.

Happy hour
O Zero61 trabalha com doses duplas de chope e caipirinha de limão todos os dias da semana. De segunda a sexta, o cliente pode aproveitar das 17h às 20h. Sábado, o horário é das 13h às 15h. Domingo
vai das 16h às 18h.

Quibe para todo gosto

Os quitutes da Casa do Quibe têm cerca de 320g cada (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Os quitutes da Casa do Quibe têm cerca de 320g cada

O clima é bem familiar — nada de brigas ou ofensas entre os espectadores das partidas transmitidas na Casa do Quibe. Para assistir aos jogos de futebol, o cliente escolhe entre a área interna do restaurante ou a externa, aberta e arborizada. Ambos os espaços contam com televisores.


Para comer, como o nome entrega, o forte são os quibes, feitos nos mais diversos formatos. O carro-chefe acompanha a história da casa desde sua abertura, há mais de 25 anos. Trata-se de um quibe com 320g, que pode vir recheado de queijo muçarela, carne moída ou catupiry, todos por R$ 11,50.


Segundo a proprietária, Luciana Freitas, também tem boa saída o bico de nega, porção de quibe bolinha recheado com requeijão e pimenta biquinho (R$ 24,90). “Por ser uma pimenta sem ardor, ela deixa o quibe muito saboroso, mas sem ficar difícil de comer”, garante. Luciana ainda conta que o preparo surgiu de uma forma inusitada. “Temos uma funcionária carinhosamente apelidada de nega, colocamos o nome para homenageá-la”, relembra. Caso o cliente prefira, ele pode pedir, também o festiva, porção com 24 miniquibes (R$ 33,50).


Por último, não pode faltar a cerveja, que ganha uma promoção para quem vai às quartas: na compra de três Skols (R$ 8,90 — cada uma), a quarta vai de graça. Nos outros dias da semana, ao pedir uma porção, a garrafa sai por R$ 6,90.

À moda inglesa

O choripan do London Street Club Cervejaria tem sabores fortes que pedem por uma bebida mais encorpada (Carlos Moura/CB/D.A. Press)
O choripan do London Street Club Cervejaria tem sabores fortes que pedem por uma bebida mais encorpada

No london Street Club Cervejaria, a impressão que o cliente tem ao entrar é de estar em um pequeno pedacinho de Londres com seus pubs e suas cervejas. Claro que no país que criou o futebol não poderiam faltar os jogos, exibidos na área externa do bar.


“A nossa ideia foi criar um ambiente bem parecido com os pubs londrinos. Colocamos até as manoplas como as dos pubs de lá, são apenas três no Brasil e só essa em Brasília”, afirma a sócia da casa, Fernanda Mesquita, referindo-se ao maquinário usado para servir a bebida.


Para comer, a sugestão é aproveitar o choripan da casa, feito com parmesão, linguiça e chimichurri. “Queríamos uma comida diferenciada para o bar, por isso apostamos no choripan. O sucesso foi tamanho que criamos uma outra versão, com chutney de cebola roxa no lugar do chimichurri”, afirma Fernanda.


O sommelier da casa, Hewerton de Moura, explica que nos pubs ingleses a grande maioria das cervejas é ale ou staut, sempre servidas no pint, o copo utilizado no país que inspira o local. Mas, para o choripan, o especialista explica: “Esse é um preparo com sabores fortes, especialmente pelos molhos, que são bastante condimentados”. Para harmonizar com o sanduíche, ele sugere uma cerveja ipa ou pale ale.

Baianidade em jogo

Porções de miniacarajés: para compartilhar em dias de jogos (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Porções de miniacarajés: para compartilhar em dias de jogos

A cozinha de norte a sul da Bahia influenciou o menu do bar e restaurante Birimbau Brasil, comandado por Jomilton Junior. Filho de baianos, ele apostou na cultura de boteco nordestina para o menu de petiscos.

Para compartilhar em dias de jogos, o comensal pode optar pela porção de miniacarajés (R$ 55,90 — duas pessoas), composta por oito unidades de bolinhos à base de feijão-fradinho recheados de camarão seco, vatapá, caruru, vinagrete e carne moída.


Exemplares do sertão baiano também ganham espaço: o encorpado sarapatel (R$ 14,90) é servido aos moldes tradicionais, em cumbuca e acompanhado de limão e farinha de mandioca.


“Achei que Brasília necessitava de um lugar que tivesse cozinha baiana além da encontrada no litoral. Temos um público familiar que vem assistir aos jogos e provar os sabores que também fazem parte da cozinha típica do interior”, destaca.
Às quartas-feiras, dia de transmissão de jogos importantes do Brasileirão, a casa serve cerveja e chope a preços reduzidos até as 20h: Skol, Antarctica e Bavaria Premium (R$ 6,90 — 1l) e chope Brahma (R$ 4,90). Domingo, os valores permanecem os mesmos, porém das 12h às 16h.

Tradição no Guará

Amor pelo futebol move o clima do bar Solano%u2019s (Rodrigo Nunes/Esp. CB/D.A Press)
Amor pelo futebol move o clima do bar Solano%u2019s

Um dos bares mais badalados do DF, o Solano’s Sport Bar leva o nome do proprietário, que se define como um verdadeiro apaixonado por futebol.


No ambiente simples do bar, é possível ver as premiações de Solano no campeonato de futebol amador da região, a Copa Ali. Filho de mineiros, o proprietário reproduz um clássico preparado no Mercado Municipal de Belo Horizonte: o fígado acebolado com jiló (R$ 26,90 — quatro pessoas).


“Como temos uma clientela que frequenta muitos botecos pelo país e gosta muito de futebol, achei interessante incluir um clássico de boteco no cardápio”, destaca Solano Souza, que indica a pinga Sabor de Minas (R$ 6,90) para acompanhar o prato.

Quarteto fantástico

Clássicos de boteco como frango a passarinho e minipastéis integram o petisco do bar Piratas (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Clássicos de boteco como frango a passarinho e minipastéis integram o petisco do bar Piratas

Um dos precursores nas transmissões de jogos esportivos em Águas Claras, o Piratas Bar, aberto em 2010, conta com ampla estrutura, formada por 10 televisões e um telão de 2m x 1m.

“Quando mudamos de ponto em Águas Claras, pensamos em melhorar a visualização tantos dos jogos de futebol quanto das lutas de UFC”, destaca o sócio Arthur Weiler.


Entre os petiscos mais pedidos no famoso bar, o mix piratas (R$ 75,90 — quatro pessoas) agrada a diferentes paladares. A receita é composta por frango a passarinho, bolinho de bacalhau, quibe e minipastéis nos sabores carne, queijo e napolitano escoltados por molho tártaro, opções presentes desde a abertura da casa.
O bar não oferece promoções específicas para dias de jogos, mas os fanáticos por futebol podem optar entre as bebidas pelo chope Brahma (R$ 7,90 — 340ml) ou pelo balde com seis long necks Budweiser (R$ 29,90).

Resenha esportiva e gastronômica

Filé-mignon na chapa com queijo e mandioca: um dos campeões de vendas do bar Resenha (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Filé-mignon na chapa com queijo e mandioca: um dos campeões de vendas do bar Resenha

Há dois anos e meio, grandes eventos esportivos como Brasileirão, NBA e Stock Car têm transmissão garantida nas seis televisões do bar Resenha. Comandada por Abdul Ghazal , a casa pode transmitir diferentes jogos simultaneamente em cada tela.


“O brasileiro é muito ligado ao futebol. Transmitir esses jogos é sinônimo de casa cheia”, ressalta Abdul.

O cardápio integrado por 38 petiscos conta com alguns exemplares preferidos pelos torcedores, como o filé-mignon na chapa com queijo e mandioca (R$ 62,90); o mix árabe (R$ 39,90), com kafta, pasta de berinjela, pasta de grão-de-bico e salada de chancliche preparados na casa e acompanhados de pão sírio e isca de peixe empanada com molho tártaro (R$ 36,90).


Para acompanhar, o proprietário sugere o chope claro Brahma (R$ 7,20 — 350ml) ou o chope Colorado appia ou indica (R$ 13,50).

Trio de tomates artilheiros

O tomate do Boteco é envolto em uma peça de filé-mignon
O tomate do Boteco é envolto em uma peça de filé-mignon

Tão importante como a bola em campo, o tomate reina à mesa do Boteco em dias de jogo. Mas, para quem imaginou que o tomate viria em uma salada, errou. O preparo vem recheado de três maneiras inusitadas.


A primeira opção é o tomate sertanejo (R$ 11). Aqui, a fruta tem sua polpa retirada e é colocado queijo coalho, carne de sol e orégano no lugar. “Depois, assamos esse tomate, que fica bem cremoso”, afirma Antônio Moreira, gerente do local.

O tomate do Boteco (R$ 18) vem envolto em filé-mignon e recheado com palmito e queijo. “Primeiro, tiramos a polpa do tomate e colocamos o palmito e o queijo. Depois, envolvemos a carne no tomate e assamos. Fica suculento, pois a umidade não sai”, explica.


Segundo o gerente, o cliente pode optar ainda pelo tomate à parmegiana (R$ 19). “Nesse caso, empanamos o tomate, em vez de assar, e cobrimos com molho de tomate e queijo para gratinar”, finaliza o gerente.

Parmegiana até no palito

A parmegiana no palito é uma forma prática de comer o preparo em um bar
A parmegiana no palito é uma forma prática de comer o preparo em um bar

Carinhosamente conhecido por seus clientes como V.B., o Versão Brasileira é uma das casas da cidade que trazem a diversidade no cardápio e nas telinhas. O local conta com 10 televisões e três pontos, podendo transmitir até três partidas ao mesmo tempo.


No cardápio, a variedade se repete e o local investe em promoções para todos os dias da semana. Às terças, é o dia do parmegiana no palito — o preparo, que custa normalmente R$ 42,90, sai por R$ 25,90. “É um petisco ótimo para comer tomando uma cerveja ou outro drinque”, afirma o sócio e gerente da casa, Ruben Vieira.


Segundo ele, as tiras de filé são empanadas separadamente, regadas com o molho de tomate especial da casa e gratinadas com o queijo. “Fica mais fácil de comer — cada um já vem com seu palito, vira um tira-gosto”, sugere.

Já para beber, a sugestão é o drinque Cachorro louco (R$ 8,50), feito com groselha, vodca e um toque de pimenta. “Esse é um drinque interessante por juntar vários sabores — o picante da pimenta, o sabor mais forte da vodca, mas a groselha se sobressai e deixa tudo muito saboroso”, descreve Rubens.

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