Brasília-DF,
26/SET/2021

Restaurantes na capital apostam em pratos especiais com teor afrodisíaco

Alimentos afrodisíacos apimentam, no sentido figurado e literal, a mesa dos comensais que procuram restaurantes da cidade

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Renata Rios Sara Campos - Especial para o Correio Publicação:29/07/2016 07:00Atualização:28/07/2016 15:37

As ostras chegam ainda vivas à mesa no Le Vin (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
As ostras chegam ainda vivas à mesa no Le Vin
 

 

 

Chocolate, ostra, pimenta, cajuína... O que eles têm em comum? São alimentos afrodisíacos. Então, que tal aproveitar que domingo é o Dia do Orgasmo para se deliciar pelos restaurantes da cidade que criam receitas com esses ingredientes?


No Sarará, a sugestão é a pimenta recheada com carne moída e queijo. “Essa pimenta é preparada de forma que não fique picante em excesso. Damos choques térmicos nela e tiramos a polpa e as sementes — assim o ardor é menos intenso”, afirma Francisco Dias Júnior, proprietário do local.

Já no restaurante Le Vin, as ostras são uma das pedidas para os casais. O molusco é servido em uma porção de 12 unidades, bem frescas.


“Recebemos as ostras vindas de Florianópolis, toda quinta à tarde”, afirma o gerente do local, Advane Gomes. Para tornar o clima da refeição ainda mais afrodisíaco, o sommelier Francisco Vitaliano sugere uma taça de espumante como acompanhamento.


“As ostras têm muita untuosidade, o espumante ajuda a limpar o paladar”, explica.
Para finalizar, chocolate e morango é uma das combinações mais amadas. Na Sabor Glacê, algumas tortas apostam na mistura, com destaque para a bombom de morango com creme branco, morangos e calda de chocolate, e para a torta sedução — feita com pão de ló de chocolate, creme de chocolate ao leite e morangos.

Frescas e harmonizadas

Ostras são um dos ingredientes afrodisíacos mais famosos. Toda essa sedução pode ser potencializada se os moluscos vierem acompanhados por uma taça de espumante ou vinho branco para harmonizar. No Le Vin, a iguaria fica disponível no cardápio todas as quintas, a partir do jantar, até quando houver disponibilidade.


“As ostras são condicionadas em uma câmara fria, com temperatura controlada, elas tem que estar vivas para estarem frescas, por isso, se não servirmos tudo até domingo, descartamos”, explica o gerente Advane Gomes. A porção, que pode ser pedida com uma dúzia (R$ 63,80), ou com seis unidades (R$ 31,90), vem acompanhada de limão e de vinagrete de cebolas frescas e vinagre tinto.


Para harmonizar, o sommelier da casa Francisco Vitaliano sugere espumante ou vinho branco. O primeiro pode ser o Herman bossa Prosecco (R$ 72), rótulo nacional da região de Bento Gonçalves. “Essa bebida tem muita acidez e a carbonatação ajuda a harmonizar, especialmente devido ao vinagrete”, explica.


Para o vinho branco, a sugestão é o francês do Vale do Loire, Moscadet de Sèvre (R$ 205). “Esse vinho fica mais em contato com a levedura, dando um resultado mais ácido. Como as ostras têm untuosidade, ele ajuda bem a limpar o paladar”, pontua.

Comidinhas, drinques e muito amor

No motel Colorado, a chef Tatiana Lisboa aposta me catuaba e curry para as receitas afrodisíacas
 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
No motel Colorado, a chef Tatiana Lisboa aposta me catuaba e curry para as receitas afrodisíacas

A chef responsável pela cozinha do motel Colorado, Tatiana Lisboa, sugere um drinque abrasileirado com toques afrodisíacos: o catuaba spritz (R$ 40 — 1l).


“O spritz é uma bebida originalmente italiana, de Veneto, mas coloquei a catuaba como um dos ingredientes, deixando o drinque com um toque do Brasil”, explica Tatiana.
Para quem preferir um prato para apimentar a noitada, a sugestão é o aphrodite (R$ 39), frango ao curry com arroz de leite de coco e amêndoas.


“A composição do curry tem diferenças de região para região, mas ele é composto basicamente por alho, galanga, erva-cidreira, cúrcuma, coentro, cominho, cardamomo, noz-moscada, manjericão e páprica”, explica a chef, que afirma que, entre os sabores citados, o que prevalece é o da pimenta. “Ela é quem dá o tom apurado do sabor e a cor predominante da receita”, diz a chef.

É pimenta, mas não é apimentado

Pesto de manjericão dá o toque de frescor na tradicional salada caprese  (Edy Amaro/Esp. CB/D.A Press)
Pesto de manjericão dá o toque de frescor na tradicional salada caprese 

No sarará bar e Petiscaria, a pimenta é uma das estrelas da cozinha. A cozinheira Wládia Aragão prepara a pimenta recheada (R$ 5,99 — a unidade), um dos preparos mais inusitados no cardápio da petiscaria.

Após a pimenta-dedo-de-moça ter a polpa e as sementes retiradas, ela é recheada com carne moída e queijo e empanada na farinha de rosca. “Tem dias em que o sabor é mais picante, tem dias que está mais suave, depende muito de como estava a pimenta usada na receita”, Francisco Dias Júnior, proprietário do local. Segundo ele, a receita é apreciada até por quem não gosta de pimenta. “Fica um sabor suave, lembra um pouco um pimentão recheado”, garante.

Outra opção picante é o molho jalapeño Sarará (R$ 4), de pimenta artesanal. “Esse é bem ardido, para quem gosta de pimenta mesmo”, alerta Júnior.

Manjericão como protagonista
A pimenta  empanada na farinha de rosca recheada com queijo e carne moída é uma das alternativas do Sarará (Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press)
A pimenta empanada na farinha de rosca recheada com queijo e carne moída é uma das alternativas do Sarará

A importância do manjericão fica evidenciada até no nome do restaurante Il Basilico (manjericão, em italiano) comandado pelo italiano, Gustavo Blasetti e pelo brasileiro Kleber Filho desde abril, no Setor de Oficinas do Guará.

A dupla prepara o pesto de manjericão, que integra duas entradas do menu: a salada caprese, feita com muçarela de búfala, tomate e azeite (R$ 25), e a bruschetta al pesto (R$ 9,50), fatia generosa de pão italiano, muçarela de búfala, pesto, tomate seco e rúcula.


Entre as opções de massa, a erva é matéria-prima para o clássico da região da Linguria: o fettucine al pesto (R$ 35).

O molho é preparado por Blasetti e leva dois tipos de queijo: parmesão e pecorino — à base de leite de ovelha. O pinoli (oleaginosa típica italiana) da receita original é substituído por nozes. Os ingredientes são processados com manjericão fresco e azeite extravirgem.


“Na cozinha italiana usamos manjericão em quase todas as receitas, seja em um toque sutil de sabor em preparos frios, seja como ingrediente principal”, ressalta Gustavo, que acredita que o equilíbrio entre os ingredientes é o segredo para o preparo de um bom molho pesto.

Influência cosmopolita

Arroz kedgeree: salmão integra a versão do restaurante indiano Bhõjana  (Jhonatan Vieira/Esp. CB/D.A Press)
Arroz kedgeree: salmão integra a versão do restaurante indiano Bhõjana 

Um dos países mais adeptos às especiarias, a Índia permanece como uma das vertentes culinárias mais difundidas no exterior. Ao observar essa tendência, o chef Rodrigo Aquino inaugurou o restaurante Bhõjana, focado na cozinha do país asiático.


Das panelas saem receitas adaptadas como o arroz kedgeree (R$ 50), receita criada por indianos residentes na Inglaterra e presente no cardápio do restaurante há quatro meses.

A versão de Rodrigo chega à mesa com salmão temperado com curry e selado com manteiga clarificada,arroz basmati, caldo de peixe, ervilhas, tomate-cereja e iogurte integral.


“Assim como o salmão, dizem que o curry tem um efeito afrodisíaco, além de ser uma marca entre os temperos indianos”, afirma o chef, que cozinha o salmão em caldo de peixe reduzido em fogo baixo por aproximadamente oito horas.

Tradição japonesa

Sergio Kano, do Goemon, apresenta o lamen, produzido com aspargos produzidos no DF  (Jhonatan Vieira/Esp. CB/D.A Press)
Sergio Kano, do Goemon, apresenta o lamen, produzido com aspargos produzidos no DF 

Após morar dez anos no Japão, o filho de japoneses Sergio Kano aprendeu as receitas tradicionais do país asiático, entre elas o lamen.


O macarrão é preparado pelo chef no restaurante Goemon e pode ser servido em quatro versões com um ponto em comum: todas têm aspargos frescos entre os legumes.

“Adaptei a receita e substituí os brotos de bambu pelos aspargos frescos. Aqui, a época do aspargo é mais prolongada. Lá só é possível comê-lo na primavera, e aqui a safra vai de agosto a abril”, destaca o chef, que utiliza o legume produzido pela família em Vargem Bonita.


O caldo é feito à base de frango e porco, leva de 12 a 14 horas para ser finalizado e compõe vários tipos de lamen, todos com cebola, ovo e naruto (massa prensada de frutos do mar).

Entre os exemplos estão: shoyu com moyashi (R$ 33); lombo suíno (R$ 33); missô, acrescido do caldo à base de soja, missoshiru (R$ 35); kanton-men (R$ 39,50), com lula e camarão; e tonkotsu (R$ 39,50), preparado com colágeno de porco e lombo suíno.

Dupla perfeita

O morango e o chocolate aparecem juntos e separados na Sabor Glacê (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O morango e o chocolate aparecem juntos e separados na Sabor Glacê

Poucas coisas remetem tanto ao romance e à sedução como a combinação de morango com chocolate. “Morango e chocolate é uma combinação muito boa, é difícil dar errado. Atualmente, nossas tortas que mais saem são as que levam essa dupla”, revela a proprietária da Sabor Glacê, Daniela Brizolim.


A confeitaria surgiu a partir de uma demanda dos restaurantes da família. “Precisávamos de sobremesas e comecei a fazê-las; com o tempo, a demanda cresceu tanto que abri essa confeitaria”, relembra Daniela. Segundo ela, atualmente a casa trabalha com 60 sabores de torta. “Revezamos os sabores durante a semana, mas alguns não podem faltar, como a Bombom de morango”, detalha.


A Bombom de morango é uma de muitas receitas que usa a dupla de ingredientes. Trata-se de uma torta com casquinha de chocolate, creme branco, morangos e calda de chocolate (R$ 10,50 — a fatia; R$ 93 — pequena; R$ 141 — grande). Também com os dois ingredientes, outra pedida é a Sedução (R$ 10,50 — a fatia; R$ 96 — pequena; R$ 151 — grande), pão de ló de chocolate, creme de chocolate e morangos.


Para quem preferir somente morango ou somente chocolate, ainda vale conferir a torta Delícia (R$ 9,80 — a fatia; R$ 77 — pequena; R$ 117 — grande), feita com suspiros, pão de ló branco, chantili e morangos; ou a Alpino (R$ 10,50 — a fatia; R$ 93 — pequena; R$ 141 — grande), explosão de chocolate com pão de ló do ingrediente, creme de alpino e ganache para finalizar.

Clássico de família

Mel adoça o novo sabor da Brazilian Ice Cream  (Jhonatan Vieira/Esp. CB/D.A Press)
Mel adoça o novo sabor da Brazilian Ice Cream 

As receitas da bisavó gaúcha do empresário Tiago Grothe impulsionaram a abertura da casa Tudo Trigo. Ao lado da esposa, Junia de Souza, ele chegou a comercializar pães informalmente na Esplanada dos Ministérios. “Tínhamos uma clientela fiel que sempre dizia que poderíamos abrir nosso próprio negócio. Por isso decidimos inaugurar uma loja pequena, onde podemos oferecer os pães mais frescos e preparados no dia”, destaca Junia.


Entre as receitas expostas na loja diminuta na Asa Norte estão as roscas com duplas clássicas: maçã com canela e banana com canela. O preparo é servido em formato esférico (R$ 4,50) ou trançado (R$ 9, banana e R$ 10, maçã).
“A canela é nosso cartão de visitas. Como é muito aromática, quando assamos esses pães, há muitas pessoas que são atraídas pelo cheiro”, afirma a empresária, que prepara diariamente a massa com farinhas de trigo branca e integral, açúcar mascavo e farelo de trigo.

Autêntico gelato

A esfera é um dos formatos dos pães da Tudo Trigo: a massa atrai pelo cheiro (Jhonatan Vieira/Esp. CB/D.A Press)
A esfera é um dos formatos dos pães da Tudo Trigo: a massa atrai pelo cheiro

A predileção de Bruno Douglas Lopes pelo sorvete durante a infância impulsionou o empresário a abrir a sorveteria Brazilian Ice Cream. A escola de gelateria italiana, foi a escolhida para a sobremesa, preparada sem gordura hidrogenada e com maioria de ingredientes importados.


Do maquinário vindo da Itália saem 35 sabores de sotaque italiano como o sorvete de pera, gengibre, quinoa, leite de cabra e mel (R$ 7,99, 100g) — o último ingrediente famoso pelas propriedades afrodisíacas.
“Utilizei o mel australiano, bastante concentrado e com sabor agradável. Ele também ajuda a dar um brilho ao sorvete”, destaca Bruno, que substitui a gordura hidrogenada utilizada nas receitas convencionais pelo creme de leite fresco com 35% de gordura.


Na opinião do empresário, a combinação entre ingredientes torna o sabor equilibrado.
“A pera ajuda a reduzir a acidez do gengibre, e também não utilizo emulsificantes, que fazem mal para a digestão de quem os consome”, destaca Bruno, que começou a preparar sorvetes aos nove anos.

ONDE COMER


Bhõjana
(Shin QI 9/10 Canteiro Central, Lago Norte; 98115-0500), aberto sexta, das 18h às 23h; sábado, das 12h às 17h e domingo, das 12h às 17h.

Brazilian Ice Cream

(QSW 301 Bl.C lj.44; 3041-4848), aberto diariamente, das 10h às 23h.

 

Colorado Motel
(R. SPMN BR-020 km 0 lt. 1, Sobradinho), aberto todos os dias sem interrupção.

Goemon

(QSW 105 Bl.C lj.2; 3233-8441), aberto de terça a sexta, das 12h às 14h30 e das 18h30 às 23h30; sábado, das 12h às 15h30 e das 18h30 às 23h30; e domingo, das 12h às 15h30.

 

Il Basilico
(Setor de Oficinas Sul Qd. 15 Canteiro Central Guará; 3028-1664), aberto de quarta a sexta, das 18h às 23h30; sábado, das 18h às 23h30; e domingo, das 12h às 18h)

(Quituart QI 9/10 Canteiro Central Lago Norte), aberto de quinta a sexta, das 19h30 até 0h. Sábado e domingo, das 12h às 16h.

 

Le Vin
(ParkShopping, Espaço Gourmet;
3028-6336), aberto de segunda a quinta, das 12h à 0h; sexta e sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 19h.

 

Sarará Bar e Petiscaria
(Área especial 1, Praça 1, lj. 11A, Cine Itapoã; 98569-7170) Aberto de terça a domingo, das 17h à 1h.

 

Sabor Glacê
(108 Norte, Bl. C, ljs. 4/74; 3037-7770), aberto de segunda a sábado, das 8h às 19h.

Tudo Trigo
(316 Norte Bl.F lj.11; 99823-8786), aberto de segunda a sexta, das 8h às 19h; sábado, das 8h às 14h.

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