Brasília-DF,
20/AGO/2018

Comida de balcão: Conheça restaurantes que seguem a tendência

Muito presente em culturas como a inglesa e a oriental, o formato ganhou restaurantes, lanchonetes e quiosques em Brasília

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Rebeca Borges* Renata Rios Publicação:23/02/2018 06:03Atualização:22/02/2018 18:19
Drink de maracuja e queijo com pesto do Balcony, da 412 Sul. (Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
Drink de maracuja e queijo com pesto do Balcony, da 412 Sul.

O balcão é recorrente nos restaurantes da cidade. Sem limitações, a estrutura atende desde um café da manhã ou lanche rápido até uma refeição completa. Segundo José Luiz Paixão, proprietário do Balcony e entusiasta do assunto, a estrutura se repete em diversos lugares do mundo, cada um deles com semelhanças e diferenças. “Morei em Nova York e em Amsterdã, vi muitos balcões e aprendi muito”, revela Paixão. Segundo ele, a tendência ainda é mal aproveitada no Brasil.
 
“Aqui temos clientes que optam pelo balcão para esperar as mesas vagarem, mas também temos muitos que gostam de sentar ali e até esperam por lugar”, revela Antônio de Melo, gerente do Nippon.
 
Outra casa onde as banquetas ganham um carinho especial da clientela é no Quitutices. “Temos mesas, mas nossos clientes se sentam preferencialmente ao balcão, alguns sentam à mesa para esperar lugar”, revela a proprietária Inaiá Sant’Ana.
 
Em uma outra frente, o Vitamina Central está há 41 anos validando esse modelo. Segundo Clóvis de Carvalho, proprietário da casa há 25 anos, essa é uma forma de atender rápido o público. “Dependendo do horário, em 15 minutos o cliente pediu o lanche, recebeu, comeu e já está pagando no caixa”, orgulha-se.

Outro ponto que o proprietário do Balcony, José Luiz Paixão, destaca é a socialização que o balcão promove. “É mais fácil abordar uma pessoa em um balcão que em uma mesa. Isso é bom para quem quer sair sozinho”, pondera. Ele ainda destaca a importância do bartender, que deve ter a capacidade de identificar a necessidade do cliente sem muita análise.

À moda carioca

Os salgados são feitos no Vitamina Central diariamente de forma artesanal.
 (Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
Os salgados são feitos no Vitamina Central diariamente de forma artesanal.
 
Há 41 anos, a W3 Sul abriga um dos pontos mais badalados para um lanche rápido, barato e saboroso. A lanchonete Vitamina Central é um daqueles locais cativos da cidade. Proprietário do estabelecimento há 25 anos, Clóvis de Carvalho manteve o formato original. “Essa ideia do balcão provavelmente veio do Rio de Janeiro. A rotatividade é rápida, por isso mantive”, explica Clóvis.

Entre as muitas opções do balcão, Clóvis destaca o pão de batata (R$ 4). “Esse é nosso salgado que mais sai, em especial nos sabores de queijo minas ou frango desfiado”, garante a gerente do local, Marianna Silva. 

Para a sobremesa, os bolos caseiros (R$ 4) são um destaque que chegam às mãos do comensal ainda quentes:“Nada de massa pronta, a receita é caseira”, se orgulha Clóvis.

Já as vitaminas e sucos são as estrelas, servidos em charmosas jarrinhas com 500ml. A mais pedida é a Saborosa (R$ 6) — laranja, mamão, banana e abacaxi. Já para quem quer algo mais forte, a Adrenalina é uma das favoritas (R$ 7) — açaí, banana, leite e xarope de guaraná.

Para quem preferir os sucos, a sugestão é aproveitar o de laranja fresco por R$ 5, também com 500ml.

Hot dog para todos os gostos 

Fábio Vasconcelos, do Nação Hot Dog: %u201CAs pessoas pedem pra dividir, pois é um lanche  farto!%u201D  (Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Fábio Vasconcelos, do Nação Hot Dog: %u201CAs pessoas pedem pra dividir, pois é um lanche farto!%u201D
 
Há sete anos, o cachorro-quente do Nação Hot Dog é sucesso na 108 Sul. Fábio Vasconcelos, gerente da casa, explica: “A ideia surgiu de uma demanda de dogs especiais, um hot dog diferente do de rua”.

Por isso, o Nação Hot dog conta com diversas opções de lanche no menu: do cachorro-quente tradicional ao dog vegetariano. Além disso, o estabelecimento é uma alternativa para quem está com pressa: “Na correria, as pessoas querem um lanche rápido”, conta Fábio sobre o dog que é feito em cinco minutos e servido no balcão.

O cardápio conta com oito opções de cachorro-quente. Por R$ 12, 90, o dog tradicional vem com pão, duas salsichas, milho, ervilha e cheddar. 

Os clientes podem escolher entre três opções de pão — pão de leite, baguete e baguete integral — e seis de molho — bolonhesa, tomate, chilli, mostarda e mel, rosé e vinagrete. Além disso, o dog conta com duas opções de acompanhamento, entre batata palha, batata frita, purê de batata ou pasta de alho.

O dog vegetariano custa R$ 13,90 e leva duas salsichas de soja ou soja temperada. Além disso, o lanche leva milho, ervilha e cebola na chapa, ao lado de molho e acompanhamento.


O centro de tudo

O drinque do Balcony leva maracujá, clara, manjericão e cachaça  (Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press)
O drinque do Balcony leva maracujá, clara, manjericão e cachaça
 
Quem entra no Balcony pela primeira vez parece ter saído da capital brasileira diretamente para Nova York. O bar, feito para valorizar ao máximo o balcão, conta com metade dos lugares da casa nesse formato. 

“Quando abri o Balcony, tinha dúvidas da aceitação do público, em especial das mulheres. Não tive problema nenhum, desde o primeiro dia as pessoas adoraram o balcão”, relembra José Luiz Paixão, proprietário da casa.

Sobre a casa, Paixão explica que é necessário ter bons petiscos e as bebidas clássicas feitas à perfeição. “Claro que você também tem que dar espaço para a criatividade do bartender”, defende.

Para garantir o espaço da criatividade, a casa trabalha com o drinque da semana, assinados pelo bartender Leo Garcia. “O drinque deste semana é com maracujá, manjericão, claras de ovos pasteurizadas, açúcar e cachaça (R$ 25). Ele costuma surpreender o que se espera. É um sabor inusitado, com o retrogosto da cachaça”, descreve. Para acompanhar, a sugestão é o queijo camembert grelhado, com alho, molho pesto e cogumelos, guarnecido de torradas (R$ 55 — serve duas pessoas).

Já dos clássicos, Leo destaca o blood mary (R$ 22) — “Esse é o melhor da cidade!”, garante. Ainda nessa linha, há o dry martini (R$ 25), o negrone (R$ 25) e o cosmopolitan (R$ 25). Ainda vale pontuar as alternativas sem álcool da casa, entre elas o Blue berry ice tea (R$ 15), com chá de frutas vermelhas, suco de cramberry, xarope de cramberry e morango; ou o Apple citrus (R$ 15), com maçã verde, suco de maçã, suco de pera, xarope de maçã verde e schweppes citrus.


Memória brasiliense 

A pizza da Dom Bosco já é queridinha entre os moradores de Brasília (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A pizza da Dom Bosco já é queridinha entre os moradores de Brasília
 
Que brasiliense não conhece ou ouviu falar da “dupla” servida no balcão da pizzaria Dom Bosco — um dos mais tradicionais da cidade? A loja, inaugurada em 1960, era ponto de encontro entre os primeiros moradores da capital. Enildo Veríssimo Gomes, proprietário do estabelecimento, conta que o negócio atingiu a sétima geração da família, que trabalha para manter a tradição da pizzaria Dom Bosco viva em Brasília.

O longo balcão do local é cheio durante a maior parte do dia. Sobre a tradição de comer em pé, Enildo explica: “No começo, era tudo servido no balcão. As pessoas comiam rápido porque todo mundo trabalhava muito e ninguém tinha tempo para comer naquela época. O povo se acostumou”.

Apesar de ser feita em apenas um sabor — o de muçarela com caprichado molho de tomate — , a pizza da Dom Bosco ainda não cansou o paladar dos brasilienses. Enildo conta que, por dia, são vendidas cerca de mil fatias e cem pizzas inteiras. “As pizzas são feitas no dia, assadas na hora”, explica Enildo, sobre a receita que leva muçarela, orégano e um molho de tomate especial, segredo da casa. Na Dom Bosco, a fatia de pizza custa R$ 3,40 e a pizza inteira, com 10 pedaços, custa R$ 34.


Petiscos clássicos

A Bloomin%u2019 Onion já é marca registrada do Outback. (Outback/Divulgação)
A Bloomin%u2019 Onion já é marca registrada do Outback.
 
A espera por uma mesa pode ser mais prazerosa num restaurante, caso ela seja no clássico balcão do Outback Steakhouse. No local, o cliente pode assistir aos jogos de futebol e a competições de outros esportes em televisões, além de acompanhar o bartender no preparo dos drinques e coquetéis. Alguns clientes se identificam com o ambiente e solicitam permanecer no bar, mesmo quando as mesas vagam.

Entre o cardápio do restaurante, a famosa Bloomin’ Onion ganha destaque. Um dos mais pedidos entre os clientes do Outback, o petisco é uma cebola gigante empanada, em formato de flor, com o molho bloom — uma mistura de diversos temperos. O prato custa R$ 49,50 e pode ser acompanhado por uma série de bebidas, como as Aussie Caipirinhas, servidas em nove opções de frutas — os preços variam entre R$ 21,90 e R$ 27,90.


Com toque do Nordeste

O mocotó é o prato de maior sucesso na Barraca do Assis na Feira da Ceilândia (Minervino Junior/CB/D.A Press)
O mocotó é o prato de maior sucesso na Barraca do Assis na Feira da Ceilândia
 
A feira da Ceilândia é o estabelecimento ideal para os amantes de comida nordestina. Entre as diversas bancas que oferecem pratos típicos está a Barraca do Assis. 

Cássio Cirino, proprietário do estabelecimento, conta que a maior parte da clientela chega ao restaurante pelo sucesso da comida nordestina no Distrito Federal. “Noventa por cento dos clientes são pessoas que procuram comida nordestina. Os outros 10% são os curiosos, que querem conhecer e experimentar”, afirma.

Por R$ 10, os clientes podem consumir o prato feito, com arroz, feijão, salada, feijão tropeiro, mandioca e legumes, como abóbora, beterraba e batata-doce. Além disso, a refeição leva um tipo de carne, como o mocotó, o sarapatel ou a buchada de bode. O cliente que quiser adicionar outro ingrediente ao prato feito pode negociar o valor final do prato diretamente no balcão.


Na frente do cliente

O sushi feito de enguia é uma das opções inusitadas servidas no balcão do Nippon. (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O sushi feito de enguia é uma das opções inusitadas servidas no balcão do Nippon.
 
O balcão do Nippon é um ponto movimentado da casa. Ocupado tanto por clientes que desejam aguardar uma mesa quanto pelos que preferem o assento, o espaço é tradicional na casa e está presente nos dois restaurantes da rede. 

“No sushi, o frescor dos ingredientes é fundamental. Quando o cliente vê o preparo sendo realizado, isso dá uma credibilidade muito legal”, explica o gerente da casa, Antônio de Melo.

“Tomamos muito cuidado com nossas matérias-primas, trabalhamos com os ingredientes o mais frescos possível”, revela Melo, que é gerente no local há 28 anos. 
Ele explica que o balcão é uma tradição das casas japonesas, pois é uma forma de o cliente acompanhar o trabalho minucioso dos sushimen de perto.

Para quem acha que o balcão limita as alternativas do comensal, nada disso. Melo revela que os pedidos variam desde pratos quentes até os tradicionais sushis. “Não tem nenhuma limitação. Os clientes pedem de tudo”, garante.

A sugestão para aproveitar o espaço e compartilhar com os amigos, a sugestão é o Sushi surpresa (R$ 259,90)— combinado com 60 peças — que serve quatro pessoas e inclui opções tradicionais, como salmão, atum, polvo e camarão, e inusitadas, caso do sushi de enguia de água doce, a unagui. Caso o comensal prefira, o par de sushi de unagui sai por R$ 25,90.


Como num pub londrino

As manoplas são exclusividades dos bares londrinos, importadas para a casa. (Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
As manoplas são exclusividades dos bares londrinos, importadas para a casa.
 
Os balcões dos pubs londrinos foram transportados diretamente para a capital federal e podem se encontrados no London Street Pub. O local conta com uma decoração tradicionalmente britânica, com direito a balcão.

Entre os diferenciais estão as manoplas, idênticas às dispostas nos bares da cidade nublada, na Ala da Rainha — extensão do bar recém-inaugurada — cinco taps foram instalados.

Para quem busca um lanche caprichado, a dica é pedir o choripan, que ganha duas versões na casa. A primeira opção é o Sherlock Homes (R$ 39), com chutney de cebola com cerveja e linguiça suína artesanal; já o King George (R$ 39) segue a receita argentina e com base no chimichurri como molho de sanduíche. 

“Ainda temos uma opção bem londrina, o fish & chips (R$ 45)”, sugere a proprietária, Fernanda Mesquita.

Para beber, vale provar uma bebida que é o orgulho do estabelecimento, a London pride, que vem em dois tamanhos: o half pint, com 330ml, que sai por R$ 25; ou o copo inteiro, de 478ml, R$ 36.


Docinhos sem culpa

No Quitutices, os produtos são feitos sem leite, glúten ou açúcar branco (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
No Quitutices, os produtos são feitos sem leite, glúten ou açúcar branco
 
A Quitutices é uma daquelas lojas que te ganham logo na charmosa — e apetitosa — vitrine. A proprietária e chef Inaiá Sant’Ana apresenta um modelo de loja em que o balcão, comprido na loja estreita, é a divisória entre os funcionários e a clientela. 

 
“A gente até tem mesas disponíveis, mas a maioria dos nossos clientes gosta de ficar no balcão”, revela, surpresa, Inaiá.

Na loja, o que não faltam são alternativas que enchem os olhos, como os bolos recheados, vendidos por R$ 12, a fatia. 
 
Entre as opções de sabores, cenoura,abacaxi com coco e ganache com pistache são algumas. “Usamos óleos mais saudáveis nos bolos, além de as receitas da loja serem sem glúten, sem leite e sem açúcar branco”, ressalta.

Ainda vale destacar o ganache usado nos bolos, que não leva leite, mas não deixa nada a desejar para a receita original. 


Onde comer

 
Barraca do Assis 
(Barraca 395/396 da Feira Central da Ceilândia; St. M, CNM 2, Ceilândia Centro), aberta de quarta-feira a domingo, das 8h às 18h.

Balcony 
(412 Sul, Bl. C,lj 17; 3245-5535), aberto de segunda a sábado, das 18h30 à 1h.

London Street Pub 
(214 Norte, Bl. D, lj 23 e 25; 3797-6888), aberto de segunda a sábado, das 16h à 1h.


Nação Hot Dog 
(108 Sul, Bl.B, lj.15; 3244-5444), aberto todos os dias, das 16h às 23h.

Outback Steakhouse 
(SAI/SO, Área 6580, ParkShopping, Guará; 3234-7958; SHN,CA 4, Lt. A, Lj, 21, Shopping Iguatemi, Lago Norte; 3468-3655), aberto de segunda a quinta, das 12h às 23h, às sextas e sábados, das 12h à 0h, e aos domingos, das 11h30 às 22h30.

Pizzaria Dom Bosco
(107 Sul; 3443-7579), aberta todos os dias, das 7h às 23h.

Quitutices 
(216 Sul, Bl. A, lj 12; 3543-5057), aberto de terça a sexta, das 10h às 19h e sábado, das 9h30 às 18h.

Restaurante Nippon 
(403 Sul, Bl. A, lj. 28; 3224-0430), aberto de segunda a quinta, das 12h às 14h30, e das 19h às 23h; sexta, das 12h às 14h30 e das 19h à 0h; sábado, das 12h às 15h30 e das 19h à 0h; domingo, das 12h às 16h30.

Vitamina Central 
(506 Sul, Bl. A lj 63; 3244-2866), aberto de segunda a sexta, das 7h30 às 20h; sábado, das 7h30 às 12h30.
 
*Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader 

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