Brasília-DF,
20/NOV/2018

Confira opções de restaurantes para comer macarrão em Brasília

Em vários cantos da capital encontramos macarrões de origem italiana, chinesa ou árabe

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Renata Rios Rebeca Borges* Publicação:01/03/2018 12:46Atualização:01/03/2018 13:58
Massa do Restaurante Bartolomeu da 409 Sul. (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Massa do Restaurante Bartolomeu da 409 Sul.

Pouca gente não gosta de um bom prato de massa. O macarrão e suas variações são tão especiais que três países disputam a garfadas o feito de ter descoberto tal delícia: China, Arábia e, como não poderia deixar de ser, Itália.
 
Até agora, a versão mais aceita é de que os chineses fizeram o primeiro macarrão em 2.500. a.C., mas estava longe de ser a receita que conquistou o mundo tempos depois. A base era de milho, e não de farinha de trigo. 
Ligado, no imaginário popular, à culinária italiana  — afinal os italianos é que difundiram a massa —, o macarrão aparece em diversos formatos, todos deliciosos. 
 
“Com cara de avó” é a lasanha típica italiana servida no restaurante Gratinado. Para aumentar a rivalidade, o Goemon traz massas orientais. O proprietário Sérgio Kano garante que “esse é o arroz e feijão no Japão, não o sushi, que é tão popular.”
 
Perfeita no quesito massas para levar para casa, a Toscanello tem várias opções — todas caseiras. “Nossas massas são artesanais, feitas sem conservantes. Isso faz com que, apesar de durar menos, seja um produto mais saudável e com mais qualidade”, pondera a sócia do local, Luiza Zanello. Ali, o cliente encontra as massas tanto congeladas quanto frescas, além de poder montar a combinação de molho e macarrão de sua preferência.

Pronto para assar

Variedade de combinações é a palavra de ordem da Toscanello, onde as massas são levadas e assadas em casa (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Variedade de combinações é a palavra de ordem da Toscanello, onde as massas são levadas e assadas em casa
 
Entre os brasilienses, a Toscanello é uma referência quando se fala de comida para levar para casa. O local é especializado em massas frescas e congeladas, que o cliente leva (numa embalagem de alumínio ou no próprio piréx) e apenas coloca no forno.
 
“Quando começamos, éramos um restaurante convencional. Com o tempo, acabamos adotando o modelo para levar”, revela Luiza Zanello, sócia do local. Seja fresca, seja congelada, a massa com molho sai por R$ 40, o quilo. Caso o cliente opte pela massa congelada, existe uma promoção na qual se levam cinco massas de 1kg e paga-se apenas por quatro. Entre as mais pedidas, Luiza lista lasanha à bolonhesa, rondele de presunto e queijo e o ravióli de muçarela de búfala.
 
O cliente ainda pode optar por levar a massa separada do molho. Nesse caso, o molho custa a partir de R$ 45, o quilo, e tem opções como quatro queijos, ao sugo, molho branco, frango, bolonhesa e funghi. “Temos as massas coloridas também. Elas são muito bem-aceitas, como a massa de tinta de lula (R$ 40, o quilo), a masa de curaçau (R$ 40, o quilo), de beterraba (R$ 34, o quilo)”, enumera a empresária.


Do jeito que você quiser!

As receitas do Pecorino são criadas pelos clientes  (Divulgação/Pecorino)
As receitas do Pecorino são criadas pelos clientes

 
Quem gosta de apreciar pratos personalizados pode se deliciar com o menu do restaurante Pecorino. A casa, que funciona há quatro anos, oferece vasto cardápio de massas, que variam entre R$ 39 e R$ 64. 
Os clientes podem escolher entre opções de molho, massas — tradicionais, integrais ou sem glúten — e outros acompanhamentos para complementar a receita. “Fazemos o prato do jeito que o cliente preferir”, explica o maître Natan Sousa.

Essa característica tem atraído uma clientela específica para o restaurante: “Ultimamente, temos recebido bastante o público vegano”, conta o maître. Por R$ 56,90, o penne sem glúten é uma das massas de sucesso na casa. 
Os interessados por alimentação natural podem investir no molho de uvas-passas com cogumelos e azeite de trufas, acompanhado de abobrinha. “Esse prato é totalmente da terra”, acrescenta Natan.
 
Outra sugestão do maître é o penne integral (R$ 56,90). Como acompanhamento, Natan recomenda o tradicional molho de tomate com manjericão, acompanhado de camarões grelhados e cubos de muçarela de búfala.
 

Pitada de amor no prato

O papardeli ao pesto é um exemplo de que não é preciso carne para uma 
boa massa (Jhonatan Vieira/Esp. CB/D.A Press)
O papardeli ao pesto é um exemplo de que não é preciso carne para uma boa massa
  
As massas, os molhos e todo o clima do Ninny Cose —  Bone Tra Amici parecem transportar o comensal direto para um pedacinho da Itália. O proprietário Antônio di Giovanni —  ou Ninny, como é conhecido —  não esconde o sotaque e o amor pelas massas. Ele destaca a pescadora (R$119), tagliateli com frutos do mar (lula, mexilhões e camarões) ao molho de tomate.
 
“Quando temos outras opções de proteína com qualidade, como lagostim, usamos na receita”, pontua Ninny. Segundo ele, outro cuidado importante é a limpeza e a qualidade dos frutos do mar: “O camarão, por exemplo, tem que ser muito bem limpo, caso contrário pode provocar reações na pele.”
 
Para os vegetarianos, ou apenas quem busca uma refeição sem carne, a sugestão é o papardele ao pesto (R$ 64). “Essa é uma massa muito saborosa e leve”, descreve Ninny. Ele ainda defende pratos sem carne. “Você não precisa de carne para comer bem. Na Itália, usamos alternativas, como molho de tomate e o próprio pesto”, finaliza.
 

Paixão ao molho de tomate

No Due restaurante, as opções não escondem a pegada italiana da casa (Pedro Santos/Divulgação)
No Due restaurante, as opções não escondem a pegada italiana da casa

 
Quando se fala de massas, Ivan Castro, do Due restaurante, não tem dúvida da paixão que os habitantes da capital nutrem por esse tipo de gastronomia. “O brasiliense adora massa, está sempre em busca de opções diferentes e de risotos”, revela.
 
Como era de se esperar em uma casa que busca os sabores italianos, as massas são feitas com um cuidado especial, inclusive o nhoque e o ravioli são produzidos na própria cozinha.
 
De entrada, a bruschettas (R$ 11), nos sabores tomate italiano em cubos, tomates secos, azeite e manjericão, e o brie empanado (R$ 35), servido com mel, pimenta do reino e torradas, são os favoritos. Para quem busca um bom espaguete no prato principal, a sugestão é pedir a massa à putanesca (R$ 39). “É um molho de tomate acrescido de azeitonas, alcaparras, alho, anchovas e pimenta calabresa seca”.
 
Já para quem gosta de uma carne acompanhando a massa, a sugestão é o filetto Due (R$ 57), filé-mignon ao molho de mostarda Dijon, acompanhado por risoto de alho-poró. Outra opção é filé com nhoque (R$ 57),  medalhão de filé ao molho rôti, nhoque com creme de queijos, crispys de bacon. Vale destacar que a segunda opção pode vir à mesa com molho de tomate.


Temperado e comprido 

A gastronomia oriental trabalha com o macarrão em diversos preparos  (Bruno Peres/CB/D.A Press)
A gastronomia oriental trabalha com o macarrão em diversos preparos

 
O macarrão é parte da rotina do gourmet japonês. “Temos um estereótipo de que no Japão só se come sushi, mas isso é para momentos especiais. O lamen e o yakissoba, por exemplo, são parte do dia a dia”, conta Sérgio Kano, do Goemon. 
Atual queridinho na cidade, o lamen é feito em diversas versões — entre elas, o tonkotsu lamen (R$ 43,50), com massa de peixe, lombo suíno, brotos de bambu e de feijão, ovo e aspargo. “O lamen tem sabor no caldo.  Neste prato, por exemplo, ele leva tutano”.

 
O mais famoso, provavelmente, é o yakissoba (R$ 77 — para duas pessoas). A combinação de legumes, macarrão e proteína é amplamente conhecida no Brasil, e Sérgio sugere a massa oriental com lula, camarão, salmão e shimeji.

De que é feito? 
l  Udon —  Água, sal e farinha
l  Yakissoba —  Água, sal, farinha e ovo
l  Lamen —  Água, sal, farinha, 
ovo e bicarbonato

Que venha a lasanha! 

O tradicional bolonhesa é um dos molhos servidos no restaurante Gratinado (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O tradicional bolonhesa é um dos molhos servidos no restaurante Gratinado
 
Nada alegra mais uma barriga faminta que uma bela lasanha, gratinada, quentinha, se possível à bolonhesa! É exatamente isso que o cliente encontra no Gratinado. A casa segue uma proposta simples e o cardápio, composto de apenas três opções, preza pelos detalhe do preparo.
 
“A ideia é ser bem caseiro. Busco sempre ter o feedback dos meus clientes para assegurar a qualidade”, revela Paulo Cauhy, proprietário do local.
 
Na lasanha à bolonhesa (R$ 22,90), a receita é clássica. A massa é intercalada de molho de tomate com carne e molho de tomate. O queijo entra para gratinar. “Coloco mais molho para que a lasanha não fique pesada nem grude no prato”, revela Cauhy. Outro sabor é a lasanha de berinjela e abobrinha (R$ 22,90), com massa intercalada e fatias dos legumes.

Tradizione italiana  

As massas do restaurante Cantina da Massa são artesanais  (Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)
As massas do restaurante Cantina da Massa são artesanais

 
O restaurante Cantina da Massa é como um pedacinho da Itália em terras brasilienses. Comandado por Alda Bressan, o local funciona há 20 anos. Alda explica que, desde o início, a proposta é trazer a culinária italiana da forma mais tradicional possível para Brasília.
 
Quando se fala no legado gastronômico da Itália, é fácil lembrar do capeletti in brodo (R$ 50,90). O prato, uma espécie de sopa, é servido com a massa capeletti, fabricada no próprio restaurante. “As massas são todas produzidas aqui, feitas à mão. Utilizamos o grano duro, que dá mais consistência e tem elasticidade e resistência maiores”, conta Alda.

A pasta é acompanhada pelo brodo, caldo de galinha temperado com ervas, salsa, cebola e salsão. Além disso, a sopa pode ser tomada com queijo parmesão — ralado na hora — e pão. Alda explica que o prato é a escolha ideal para dias frios.


Com sotaque goiano 

O molho pesto é uma opção para quem não come carne 
 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O molho pesto é uma opção para quem não come carne
 
 
De origem goiana, o Bartolomeu funciona há 12 anos em Brasília. Sob comando do chef Almir Campos, o menu do restaurante possui diversas pastas em destaque.

Por R$ 78, o cliente pode escolher qualquer massa do cardápio e adicionar o molho da preferência ao prato. Entre as opções, Almir Campos ressalta o pappardelle. Derivada do verbo pappare, engolir, em italiano, a massa “pode ser acompanhada por outros molhos, como o clássico molho de tomate ou o quatro queijos”, explica Almir.
 
O pesto pode ser uma sugestão de molho ideal para os vegetarianos. “O molho pesto é feito com azeite, amêndoas, parmesão e manjericão, com um toque de alho”, revela o chef. Outro destaque da casa é o tagliatelle com ragu de cordeiro. A massa, cortada em tiras, é acompanhada por molho vermelho e pelo ragu.

LG: O molho pesto é uma opção para quem não come carne 

A vez do nhoque 

O nhoque é uma das receitas de maior sucesso do Veloce massas (Jose Filho/Divulgacao)
O nhoque é uma das receitas de maior sucesso do Veloce massas

 
Quando se pensa em comida italiana, a tradicional receita do nhoque logo vem à cabeça. O prato é um dos grandes sucessos do restaurante Veloce. O menu da casa comandada por Rafael Benevides, que funciona desde 1999, é diversificado: apesar do foco nas clássicas receitas italianas, o estabelecimento também oferece pratos com toques da culinária brasileira.
 
“O nhoque é uma massa bem versátil, pode ser servida com qualquer tipo de molho”, explica Benevides. Entretanto, um dos destaques da casa é o molho com cogumelos funghi secchi. “O prato leva o cogumelo fresco, caldo de carne e temperos”, conta Rafael sobre a receita que custa R$ 37. Para completar, o prato é servido com iscas de filé-mignon.
 
“O molho funghi é uma coisa típica italiana”, conta Rafael. A receita à base de cogumelos — a grande estrela do prato —, também aparece em outros pratos oferecidos pela casa, como o risoto de iscas de filé-mignon com funghi secchi, que custa R$ 38.


Onde comer

 

Due Restaurante 
(209 Norte, Bl. D, lj 59; 3532 1018), 
aberto de terça a quinta, das 18h 
à 0h; sexta, das 18h à 1h; sábado, 
das 12h às 16h e das 18h à 1h; domingo, das 12h às 16h.

Gratinado 
(108 Norte, Bl. D, lj. 16; 3034-7060), 
aberto de terça a domingo, 
das 11h30 às 23h.

Goemon Restaurante 
(CLSW 105 Bl. C lj. 2; 3233-8441), 
aberto de terça a sexta, das 12h às 14h30, e das 18h30 às 23h30; sábado, das 12h às 15h30, e das 18h30 às 23h30; domingo, 
das 12h às 15h30.

Ninny Cose —  Bone Tra Amici 
(309 Norte Bl. A lj. 6; 3347-7606), aberto de segunda a quinta, das 12h às 15h, e das 18h às 23h; sexta e sábado, das 12h às 16h, e das 19h às 23h; domingo, das 12h às 16h.

Toscanello Rotisseria Italiana 
(CLSW 104, Bl. B, lj 26; 3343-0989 e 203 Sul, Bl. B, lj 23; 3226-7324. 
Confira mais endereços no site: massastoscanello.com), aberto de segunda a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 15h30.

Cantina da Massa 
(302 Sul, Bl. A; 3226-8374), aberto de segunda a sexta, das 11h às 15h30, e das 18h30 à 0h, aos sábados, das 12h à 0h, e aos domingos, das 12h às 17h.

Bartolomeu 
(409 Sul, Bl. C, Lj.6; 3442-1169), aberto 
de terça a sábado, das 9h à 0h, e domingo, das 9h às 16h.

Pecorino Bar & Trattoria 
(210 Sul, Bl. C, Lj.38; 3443-8878), aberto de segunda a quinta, das 12h às 15h, 
e das 19h à 0h, às sextas e sábados, das 12h às 16h e das 19h à 1h, e aos 
domingos, das 12h às 17h.

Veloce Massas 
(SHIS QI 5, CL, Bl. L, Lago Sul ; 
3364-2477), aberto de segunda a sexta, das 12h às 15h e das 18h às 23h, e aos sábados e domingos, das 12h à 0h.
 

*Estagiária sob a supervisão 
de Vinicius Nader  

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