Brasília-DF,
17/DEZ/2018

Festival gastronômico promete delícias usando a carne de porco como protagonista

O Bar em bar estimula a criatividade dos estabelecimentos, que devem apresentar receitas exclusivas para o festival

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Renata Rios Rebeca Borges* Publicação:16/11/2018 06:00Atualização:16/11/2018 09:17

O festival promete abrir o apetite do público (Samuel Barros/Divulgacao)
O festival promete abrir o apetite do público

 

O festival Bar em bar chega à 12ª edição, firmando parceria com outro evento do ramo: o sabor suíno, realizado este ano pela nona vez. Organizado em conjunto pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), pelo Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar) e pela Associação dos Criadores de Suínos do DF (DFSuin), o Bar em bar conta com a participação de 27 estabelecimentos cujos chefs se inspiraram no tema Viva a melhor porção da vida.

 

Em 18 dias de evento, dá tempo para degustar muitas das criações exclusivas para o festival — todas por R$ 30. Os pratos servem de uma a quatro pessoas e têm opções variadas, agradando dos vegetarianos aos amantes de carnes. Assinantes do Correio têm 20% de desconto no valor do prato. Além disso, a cada petisco vendido, R$ 1 será doado a uma instituição social de Brasília — escolhida em votação nas mídias sociais da Abrasel DF.

 

Quem vai aos bares e restaurantes que participam do Bar em bar tem voz ativa. Eles podem votar nos melhores nas categorias melhor ambiente, melhor atendimento, garçom destaque, melhor bartender, melhor drinque, melhor petisco, melhor petisco suíno, melhor chope e cerveja mais gelada. O resultado do júri popular e do especializado será revelado no final do festival.

 

Variedade suína

 

Os sanduíches da Pastelaria do Beto têm recheios de pernil, costelinha e lombo (Samuel Barros/Divulgação)
Os sanduíches da Pastelaria do Beto têm recheios de pernil, costelinha e lombo


A Pastelaria do Beto decidiu utilizar um prato de sucesso da casa como inspiração para o aperitivo Por 4, servido no festival Bar em Bar. Baseada no sanduíche de pernil, um dos maiores sucessos do menu, a iguaria consiste em quatro minissanduíches suínos.

 

Além do recheio tradicional de pernil com molho da casa, o sanduíche conta com opções de costelinha com barbecue de goiabada cascão, pernil fatiado com abacaxi caramelado e lombinho empanado com queijo prato e molho de tomate caseiro.
“Para não entrar com o pastel no festival, que é o que a maioria já conhece, a gente trouxe o sanduíche de pernil”, explica Eduardo Cavalheiro, sócio-proprietário da loja. Ele também ressalta que a utilização da carne suína tem uma razão: “Muita gente a menospreza, mas é uma carne muito saborosa”.


Os sanduíches são acompanhados por barbecue de goiabada cascão, molho de pimenta da casa e maionese de pequi. “A gente queria trazer um pouco mais dos produtos do cerrado. A maionese é feita na casa, com óleo de pequi”, ressalta.

Prático e saboroso

 

O espetinho é um clássico no Miau que Mia. Para o festival, o de picanha suína é um destaque (Samuel Barros/Divulgação)
O espetinho é um clássico no Miau que Mia. Para o festival, o de picanha suína é um destaque


Cerveja e churasquinho formam uma dupla imbatível para os fãs do pestisco. O sabor defumado da carne devido à brasa parece fazer um casamento perfeito com a bebida. É exatamente isso que o Miau que mia oferece na 12ª edição de Bar em bar. O prato da casa será composto por dois churrasquinhos de picanha suína e dois de pão com alho e vem com o bem-humorado nome Porquinho Feliz.

 

“Trabalhamos muito com espetinhos na casa. Tem muito cliente que gosta de vir para cá ficar bebendo e comendo os espetinhos, que costumam ter uma ótima relação de custo-benefício”, sugere o gerente do local, Adriano Ferreira. Segundo ele, a carne é cortada em cubos, ao estilo clássico do churrasquinho.


Para beber, Adriano sugere o chope Bhrama (R$ 10,90, com 350ml) e ainda destaca: “Das 11h30 às 21h, o valor do chope fica R$ 5,90!”. Para quem prefere uma caipirinha, Adriano logo informa que a casa trabalha com diversos sabores e que a bebida sai a partir de R$ 14,90.

Clássico revisitado para o festival

 

O choripan ganha na massa da linguiça chimichurri para temperar (Samuel Barros/Divulgação)
O choripan ganha na massa da linguiça chimichurri para temperar


A comida de rua brasiliense ganhou uma nova cara quando o Parrilla Madrid, casa do chef Gil Guimarães, começou a trabalhar com o choripan. Daí para frente, o preparo ganhou o amor dos brasilienses. Para o festival, Gil revisita a receita e, em parceria com o holandês Raymond Graumans, da Graumans, apresenta o pestisco no Hop Capital Beer.

 

“Desde que a casa começou queria trazer esse choripan para cá. O festival foi a oportunidade perfeita para encaixá-lo no menu”, revela Gil. Ele explica que a linguiça, que terá 18cm ainda crua, tem a massa temperada com chimichurri e é feita de pernil, tal qual era a receita original. O pão vem de outra casa do chef, a Baco, e para finalizar, ele rega a receita com mais chimichurri.

 

Sobre a forma que a receita será apresentada, Gil destaca que serão dois choripans, ou seja, o prato serve duas pessoas. Para acompanhar, a dica é aproveitar a Hop Red Ale. “Essa é uma cerveja com corpo médio, mais maltada e menos lupulada e refrescante”, descreve o especialista.

 

Nostro bello porco em três versões

 

O trio de carne de porco garante um sabor balanceado e suave para a pizza (Samuel Barros/Divulgação)
O trio de carne de porco garante um sabor balanceado e suave para a pizza


Bacon, calabresa e lombinho canadense — com esses recheios foi criada a pizza que inaugura a participação da casa Nostra Bella Pizzaria no festival Bar em Bar. Localizada em Taguatinga, a casa conta com espaço para comer no local, mas Vanessa Martins, sócia do restaurante, logo revela que o público gosta muito do delivery.

 

“Temos espaço para atender, mas também entregaremos a pizza do festival por aplicativo ou por telefone”, informa.
Vanessa conta que a ideia foi apostar no porco, dando destaque para o lombinho.

 

“O lombo canadense é bem suave e tem um toque defumado, enquanto o catupiry, o bacon e a calabresa são um pouco mais salgados. Buscamos montar a pizza de uma forma que ela fique suave e saborosa”, pondera.


Para quem se interessou, a montagem da pizza de lombinho especial, que serve bem três pessoas, é: molho especial de tomate, muçarela, lombo canadense, bacon crocante, tomate, calabresa, catupiry e orégano. A carne de porco combina muio bem com o defumado, assim como com o agridoce”, conclui.

Trio na parrilla

 

Não um, nem dois, mas sim três cortes são oferecidos no Marruá (Samuel Barros/Divulgação)
Não um, nem dois, mas sim três cortes são oferecidos no Marruá


Maminha, bife de chorizo e picanha suína é o trio de carnes apresentado pelo Marruá nesta edição do festival Bar em Bar. As carnes bovinas oferecidas, destaca o sócio Welington Martinez, são da raça angus, o que “garante maciez e qualidade”.

 

No trio, ele explica que a ideia foi brincar com texturas e sabores. “A gente quis fazer uma mistura de sabores e texturas para o cliente, mas, mesmo com  essas diferenças, todas harmonizam com os acompanhamentos”, comenta. Para acompanhar, nada do trivial: farofa crocante de pequi, molho de amora, rúcula orgânica, cebola e pimentão na parrilla.


Sobre a picanha suína, Wellington destaca que o sabor desta carne é diferenciado, assim como sua textura. “A principal diferença entre a picanha bovina e a suína é o sabor mais acentuado da carne de porco”, esclarece o chef.

Ê trem bão!

 

A picanha suína é preparada na parrilla no restaurante Mandaka (Samuel Barros/Divulgação)
A picanha suína é preparada na parrilla no restaurante Mandaka


A opção do restaurante Mandaka para o Bar em bar é uma explosão de sabores. A casa criou o prato óink, uai! exclusivamente para o evento. A iguaria, inspirada na gastronomia de Minas Gerais, serve duas pessoas, e conta com picanha suína assada na parrilla — técnica utilizada em todos os preparos de carne da casa.

 

“Eu gosto muito da picanha suína, porque ela é muito suculenta, tem muito sabor”, afirma o proprietário Thiago Lucena. Ele também ressalta que o preparo da carne na parrilla deve ser minucioso: “O tempo em que ela fica no braseiro não pode ultrapassar 2 minutos de cada lado, senão ela seca e perde a suculência”.


Para acompanhar, a iguaria mandioca cozida que, segundo Thiago, “é uma tradição da casa e faz uma excelente combinação com a picanha”. O prato também leva molho barbecue e berinjela escalivada. A beringela passa cerca de 24 horas marinando no azeite e tem o sabor marcado por uma série de temperos.

Bolinho dos bolinhos

 

O bolinho de bacalhau merece atenção especial no Café Savana (Samuel Barros/Divulgação)
O bolinho de bacalhau merece atenção especial no Café Savana


Entre os muitos clássicos oferecidos como petiscos, o bolinho é uma constante. Com inúmeras combinações, tamanhos e sabores, a aposta é certeira. No Café Savana, o chef Marcelo Melo decidiu ir no clássico dos clássicos e apresentar o tradicional bolinho de bacalhau. “Pensamos em fazer o mais dos tradicionais petiscos da comida de bar. O famoso bolinho de bacalhau. Para isso, utilizamos uma receita clássica da cozinha portuguesa”, explica.

 

“O diferencial do nosso bolinho é ser basicamente o bacalhau o ingrediente principal. Com muito azeite português e equilíbrio ao dessalgar o peixe. Usamos o bacalhau do Porto para fazer o nosso bolinho”, afirma o chef.


Um dos segredos de Melo está no azeite: “O tempero do bacalhau é um bom azeite português. O bacalhau dispensa o sal, porque já vem salgado”. Para beber, Marcelo sugere uma combinação lusitana com uma taça de vinho do Porto ou, mais à brasileira, uma cerveja gelada.

Finalização à mesa

 

A fraldinha bovina é a opção do restaurante Companhia do Churrasco (Samuel Barros/Divulgação)
A fraldinha bovina é a opção do restaurante Companhia do Churrasco


O restaurante Companhia do Churrasco, do Brasília Shopping, investiu nas maiores especialidades da casa para elaborar a fraldinha do chef. A iguaria é a sugestão do estabelecimento para o Bar em Bar. O prato serve até duas pessoas e, além da carne, leva batata chips, pão de alho e molhos artesanais.

 

“É uma fraldinha bovina, linha grill. São 600g de carne”, conta Tarcylla Chaves, proprietária do estabelecimento. A carne é assada em uma chapa e maçaricada na mesa, junto com os acompanhamentos. “É como se fosse uma atração”, ressalta Tarcylla. Outra estrela do prato são as batatas chips: “são chips de batata-inglesa, bem fininhos e crocantes”, explica a proprietária.


Além disso, o prato leva dois molhos artesanais: maionese gourmet e chimichurri. “Essa maionese sai muito bem em um sanduíche que temos no menu e, por isso, decidi introduzir na fraldinha. Todos os molhos são receita da gente”, afirma Tarcylla. Ela explica que essa é a inspiração para o nome do prato: “Por isso, o nome fraldinha do chef, usamos referências que fazem sucesso na casa”.

Quitute vegano

 

O tempurá diferente poderá fazer parte do menu do La Rubia Café
 (Samuel Barros/Divulgação)
O tempurá diferente poderá fazer parte do menu do La Rubia Café

 

Pessoas que não comem carne podem aproveitar a sugestão do La Rubia para o festival. A opção da casa é o tempurá diferente, que serve duas pessoas. O prato é um mix com tempurás de lambari-da-horta, cenoura, vagem, chuchu, pequi e brócolis. Para completar, a iguaria acompanha um molho picante de soja e gengibre.

 

“É um petisco leve, fácil e gostoso”, ressalta Marcelo Galo, sócio-proprietário da casa. Ele conta que escolheu o pequi “por ser um produto do cerrado, e porque ele empanado fica uma delícia”. Outro destaque entre o aperitivo é o lambari da horta. Na avaliação de Marcelo, o vegetal — também conhecido como peixinho da horta — é leve e saboroso.

 

Os outros sabores utilizados no prato são os tradicionais na receita japonesa de tempurá. “Exceto o chuchu, que dá um toque brasileiro no prato”, explica Marcelo. O tempurá diferente foi desenvolvido exclusivamente para o festival Bar em Bar. “Vamos testar no evento e, se tiver uma boa aceitação, a gente vai implementar no cardápio”, ressalta.


*Estagiária sob supervisão de Vinicius Nader

Onde comer

Café Savana
(116 Norte Bl. A lj 4; 3347-9403), aberto segunda, das 17h à 0h, terça a quinta, das 11h30 à 0h, sexta e sábado das 11h30 à 1h, e domingo, das 11h30 à 0h.

Companhia do churrasco
(SCN Qd.5, Bl. C lj. 42, Brasília Shopping; 3264-2447), aberto diariamente, das 10h às 22h. O menu do festival Bar em Bar fica disponível diariamente, das 16h às 22h.

HOP Capital Beer
(SIA Trecho 17 r. 3 lt. 160, SIA;  3234-1720), aberto quarta e quinta, das 18h à 0h, sexta, das 17h à 1h, sábado, das 12h à 1h.

La Rubia Café
(404 Norte, Bl. B lj. 44; 3202-1717), aberto de segunda a sábado, das 11h30 às 15h, terça a quinta, das 18h à 1h, sexta, sábado e feriados, das 18h às 2h.

Mandaka
(QSD 23, lt.2, lj.1, Taguatinga Sul; 3967-6060), aberto de segunda a quinta, das 16h à 0h,
sexta e sábado, das 11h30 à 1h, e domingos e feriados, das 11h30 às 23h.

Marruá Parrilla Bar
(Rua 4 Chácara 1A ljs. 10/11, Vicente Pires; 3541-4611), aberto de segunda a quinta, das 17h30 às 23h30, sexta a domingo, das 11h30 à 0h30.

Miau que Mia
(304 Sul Bl. D lj 2/6; 3443-5743), aberto diariamente, das 11h30 à 1h.

Nostra Bella Pizzaria
(Qsd 21 lt. 1 lj. 4, Taguatinga Sul; 3207-0136), aberto de terça a domingo, das 18h às 23h30.

Pastelaria do Beto
(Feira dos Importados, SIA, tc. 7, n°100, Cj. A,  lj. 21/22; 3037-3910), aberto de terça a domingo, das 9h às 18h.

 

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