Brasília-DF,
20/NOV/2019

Dia do macarrão! Confira opções de restaurantes para celebrar a data

Comprida, achatada, colorida ou até furada, essa massa aceita formas e sabores diversos

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Renata Rios João Paulo Zanatto* Melissa Duarte* Publicação:25/10/2019 06:00Atualização:25/10/2019 07:31
O Dia Nacional do Macarrão é comemorado nesta sexta-feira (25/10). A data serve como uma ótima motivação para curtir uma boa massa, que pode vir em diversas formas e com muitas combinações. Queridinho pelo mundo afora, o macarrão tem uma longa história. Ninguém sabe ao certo quem inventou essa delícia. Muitos povos acreditam ser os criadores da receita, entre eles, os chineses, italianos e árabes. Existe uma teoria de que, segundo a qual, a massa teria sido levada pelo italiano Marco Polo da China para o país natal dele e, assim, profundamente incorporada na cultura gastronômica desse país.

Seja qual for a origem, o macarrão é uma daquelas receitas que atraem todas as idades e aceitam incontáveis combinações e formatos. Amplamente relacionada à cultura italiana, a Trattoria da Rosario é referência no preparo das massas e criações deliciosas elaboradas pelo chef Rosario Tessier. O chef trabalha com receitas clássicas e artesanais e prepara as massas frescas oferecidas na casa. “Sábado e domingo eram os dias de reunir toda a família quando eu era jovem. Aproveitando que estavam todos juntos, eram os dias de preparar massas em casa também”, relembram sobre a infância.

Outro local onde as massas são protagonistas no menu é o restaurante ‘A Mano. A casa trabalha com preparos bastante visuais. “Investimos em uma sala de massas climatizada e exposta; os clientes adoram poder ver a massa sendo feita”, pontua Carlos Rodrigues, sócio da casa. 
 
As rotisserias aliam a facilidade a um bom produto, como na Giulietta Massas Artesanais. As massas são feitas artesanalmente e usam ingredientes frescos.
 
Confira qual tipo de macarrão se adequa melhor a cada receita (CB/D.A Press)
Confira qual tipo de macarrão se adequa melhor a cada receita
 

Tradição na capital


Quando o assunto é macarrão, uma referência de qualidade, tradição e bom gosto é a Trattoria da Rosario. Comandado pelo chef Rosario Tessier, o local esbanja o conhecimento do chef italiano, nascido em Napoli. “Quando eu era criança, me lembro de sentir o cheiro delicioso do ragu sendo feito em uma panela enorme. Enquanto isso, meus familiares produziam macarrões”, conta o chef. Ele explica que as famílias italianas costumavam ser muito grandes, por isso, as refeições eram banquetes em família.

Para ilustrar esses preparos clássicos que fizeram parte da infância do chef, a sugestão é o polpetone com espaguete (R$ 77). A receita é feita com a cabeça do filé-mignon, recheada com presunto e queijo meia cura. “Ele é assado com o molho de tomate, azeite e manjericão, depois, na hora de servir, despejamos um pouco sobre o polpetone e o resto fica misturado com o espaguete”, descreve o chef, que garante: além de deliciosa e aromática, a receita é um prato de casa em sua terra natal.

Outro preparo que o chef sugere é o Nhoque com bacalhau. “Nessa receita vão também tomates frescos, ervas, azeitonas, alcaparras e azeite”, informa.

Consagrado na cidade, Rosario Tessier inclui receitas afetivas no menu da Trattoria da Rosario (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Consagrado na cidade, Rosario Tessier inclui receitas afetivas no menu da Trattoria da Rosario
 
 

Comendo com os olhos


Quando o cliente entra no ambiente do ‘A Mano, logo se destaca, na lateral do salão, uma sala de massas, onde é possível acompanhar o preparo das diversas massas servidas no estabelecimento. “Desde o começo do projeto, nossa ideia era ter uma cozinha exposta. Se tivéssemos uma loja maior, faríamos toda a cozinha, mas, com o espaço que tínhamos, decidimos pela sala de massa”, explica o sócio Carlos Rodrigues.

Orgulhoso da produção artesanal da casa, Carlos destaca que cerca de 90% das massas servidas são produzidas na casa. “Apenas os granoduros vêm de fora e são importados da Itália”, pontua. Entre as massas que mais chamam a atenção, estão as coloridas. “Pensamos nas massas coloridas por serem muito visuais e as pessoas comem com os olhos. As montagens dos pratos são muito cuidadosas aqui, para oferecer algo atraente para o cliente”, detalha.

Entre as receitas oferecidas na casa, uma alternativa é o saboroso Trofie con ragut di salsiccia e burrata (R$ 75) — massa artesanal com ragu de linguiça toscana, azeitonas pretas e burrata. Ou o Tortelli ripieno con bacalla e pure nero (R$ 76) — massa fresca recheada de bacalhau e purê cremoso com tinta de lula e alcaparras secas. “As alcaparras são feitas de uma forma diferente pelo chef. Ficam menos salgadas e crocantes”, revela sobre a segunda receita.

Os preparos servidos na casa prezam por uma bela montagem (Vinicius Cardoso Vieira/CB/D.A Press
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Os preparos servidos na casa prezam por uma bela montagem
 
 

Direto da Itália


Rondelli, espaguete, kitara e tagliatella. Desde 1950 no Brasil, o Pepe Nero Ristorante faz o gosto da clientela com variedade de massas e sabores tipicamente italianos há três gerações. Se as receitas vêm da terra da bota, com os ingredientes, não seria diferente. “Como é nossa a massa, a gente usa farinha italiana”, conta o chef e proprietário Matteo Gianella, que não tenta esconder o sotaque.

O filé-mignon ao molho de cogumelos e queijo gorgonzola (R$ 39,90, 200g de filé mais 110g de massa) casa com a massa que acompanha: tagliatella ao molho funghi e gorgonzola. “O molho é receita da vovó, que deu para minha mãe”, relembra o dono, orgulhoso da herança familiar. Mas se engana quem pensa que a massa de macarrão só faz… macarrão. Ela também é a base para as famosas lasanhas da casa.

“São montadas uma por uma”, detalha o chef. Na casa, os comensais podem desfrutar de cinco camadas dos sabores bolonhesa (R$ 27, 230g) e camarão (R$ 36, 230g). “O segredo é gratinar por cima com parmesão. É o diferencial, dá o toque final”, garante Gianella. Para finalizar, o prato é decorado: pode ser com flor artificial ou crispy de alho-poró, por exemplo. Tudo bem fresquinho e feito à mão para garantir a segurança alimentar da clientela. 
 
Com massa de macarrão, as lasanhas do Pepe Nero Ristorante têm receitas iguais às servidas na Itália (Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Com massa de macarrão, as lasanhas do Pepe Nero Ristorante têm receitas iguais às servidas na Itália
 
 

Não é só na Bota


Normalmente, ao falar em macarrão, já se pensa em Itália. No entanto, a massa é bastante popular ao redor do globo, principalmente no Japão. No restaurante Goemon, é possível conferir deliciosos pratos cuja à base é o macarrão, como o lámen e o yakisoba. De acordo com o chef Sérgio Kano, tanto o lámen quanto o yakisoba são refeições que estão sempre presentes nos cardápios dos almoços no Japão. “O macarrão é presente na refeição básica do japonês, mais durante o almoço, sendo o lámen, mais popular”, conta o chef.

No restaurante, o lámen (R$ 36) é feito com uma massa artesanal, desenvolvida no estabelecimento. “É um diferencial nosso. Normalmente, os outros restaurantes compram a massa pronta”, aponta Sérgio. O caldo, à base de galinha ou porco, é servido com um pedaço de lombo, naruto, aspargo, cebolinha e ovo.

O yakisoba (R$ 35,50), o macarrão tipo sobá frito, é acompanhado de legumes e alguma carne, podendo ser bovina, suína, camarão e de aves.

O lámen é um dos pratos mais populares no Japão
 (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O lámen é um dos pratos mais populares no Japão
 

Entre cores e sabores


O macarrão é um sucesso tanto pelo sabor quanto pela praticidade. Não é nenhum mistério preparar um delicioso macarrão e a rotisseria Toscanello ajuda quem busca cozinhar a popular massa.

Na rotisseria, um dos destaques são os macarrões coloridos, que chamam atenção tanto pela cor quanto pelos diferentes sabores que possuem. “Nós temos macarrões de várias cores, cada um de um sabor diferente. Temos o azul, de curaçau blue, e o preto, de tintura de lula, por exemplo”, aponta Nina Zanello, uma das proprietárias.

Perfeito para quem quer levar para casa, a Toscanello disponibiliza cinco cores para agradar os mais variados clientes: azul, de curaçau blue (R$ 25, 500g); preto, de tintura de lula (R$ 25, 500g); verde, de espinafre (R$ 20, 500g); tricolor, branco, espinafre e beterraba (R$ 20, 500g); e o branco, com sabor natural (R$ 15, 500g). Nina ainda salienta que os macarrões são como quaisquer outros. “Os macarrões são artesanais, não têm conservantes. Para preparar, coloca a água para ferver e vai de cada um, se quer mais al dente, mais mole.”
 
A rotisseria Toscanello torna o macarrão mais atraente com cores e sabores (Victor Rocha/Divulgação)
A rotisseria Toscanello torna o macarrão mais atraente com cores e sabores
 
 

O colorido no prato


Cores, texturas e sabores encontram a receita certa no Giulietta Massas Artesanais. A rotisseria vem para facilitar a vida dos comensais que procuram opção mais em conta para servir em casa, seja no almoço, numa comemoração ou num jantar. “Massas recheadas são as que mais saem”, conta o chef Rodrigo Viana. O cliente leva pronto, só falta assar.

Para colorir o prato, tem a massa: sorrentine de queijo de cabra com massa de beterraba (R$ 45, 500g). “É uma massa rosa e mais forte, combina com molho de cordeiro e carnes”, analisa o proprietário. Em tons escuros, tem o ravioli de nero di sépia (R$ 45, 500g): a receita de linguado e azeitonas pretas é tingida com tinta de lula. “É um sabor mais suave, ideal para vinho branco”, completa.

Tem também a burrata com limão siciliano (R$ 39,50, 500g). O chef a define como um ravioli fechado, com blend de farinha de trigo especial e grano duro, ovos, mais receita de burrata e raspas de limão. Recheado de stracciatella, o queijo de búfala ganha toque ácido e perfumado do limão. No rondelli de funghi (R$ 39,50, 500g), a massa é enrolada e recheada de funghi e catupiri. “É um prato gratinado ao forno e para um paladar mais apurado”, define. Tudo fresquinho e artesanal: feito à mão, do jeito que a clientela gosta. 
 
No Giulietta Massas Artesanais, o cliente come primeiro com os olhos (Ana Erica Campos/Divulgação)
No Giulietta Massas Artesanais, o cliente come primeiro com os olhos
 

Vegano e delicioso


No Santé 13, o chef Divino Barbosa preparou um menu voltado para atender ao público vegetariano e vegano, cada vez mais presente. Entre as receitas escolhidas, o chef apostou com tudo no macarrão, que aparece em uma versão sem carne, mas nada sem graça na casa. “O macarrão é universal e de fácil combinação”, explica Divino.

No menu especial, o cliente poderá escolher entre duas alternativas. A primeira é o Espaguete Integral (R$ 52) — com brócolis, trio de cogumelos e molho pesto. “O cogumelo é um ingrediente supervegetal. Nessa receita, o comensal encontra shitake, shimeji e champignon Paris”, diz. Ele ainda descreve a experiência: “Sabores marcantes, com tempero no ponto e bastante gostoso. Por vezes, as pessoas acham que a comida vegana é sem graça ou sem gosto, mas as nossas sugestões mostram justamente o contrário. Aqui, nossos clientes sempre saem satisfeitos com o sabor de cada prato.”

A segunda opção é o Gnocchi de Aipim ao creme de batata com açafrão da terra e amêndoas laminadas (R$ 49). Para entrada, o público pode pedir a Brusqueta de abobrinha (R$ 26), que é coberta com palmito, caponata de legumes e tomates sweet grape confitados; ou o Mix de folhas verdes com nozes e molho de mostarda e mel (R$ 28).

O macarrão atende também ao público vegano (Santé 13/Divulgação)
O macarrão atende também ao público vegano
 
 

Cantinho da Nona!


Apesar de o Blend Boucherie ser voltado mais para a culinária francesa, há um cantinho da Itália no cardápio da casa. O chef Marcello Lopes revela que o espaço para os fettuccines do menu vieram do público do restaurante. “Foi um pedido dos próprios clientes, o pessoal ia na minha loja e pedia alguma massa. Eu tinha meu fettuccine para qualquer eventualidade, então, como era algo muito pedido, acrescentamos no cardápio”, conta.

A casa conta com cinco opções de fettuccines no menu, como o Manzo Fettuccine, com cubos de filé ao molho napolitano, acompanhado de muçarela de búfala e manjericão fresco (R$ 58,90); o Fettuccine Gamberoni, com camarões ao molho branco, presunto cru, tomate-cereja assado e espinafre com um toque de molho napolitano (R$69,90); e o Fettuccine Três Alhos, com cubos de filé, tomate cereja e manjericão, ao molho três alhos (R$ 58,90).

“O fettuccine combina com tudo e é fácil de empratar. Ele veio para o cardápio para dar mais praticidade ao restaurante, agregar mais opções aos nossos clientes”, aponta o chef.

Fettuccine Gamberoni leva na receita camarões ao molho branco (Rafael Facundo/Divulgação)
Fettuccine Gamberoni leva na receita camarões ao molho branco
 
 

Dom italiano


Al dente, do jeito que a clientela gosta. É assim com as massas do Dom Francisco, que podem ser servidas como guarnição ou parte do bufê. Entre os queridinhos dos comensais, tem o fettuccine Alfredo. “A gente prepara na manteiga, com parmesão e creme de leite”, descreve o chef Gilvan Martins. O resultado é uma textura bem cremosa. “O parmesão tem sabor bem concentrado”, acrescenta.

O prato é uma boa pedida para acompanhar filé-mignon (R$ 79,90, 250g de carne) ou os executivos de salmão (R$ 60, 230g de peixe) e de robalo (R$ 60, 230g de peixe). O bufê (R$ 60, para mulheres e R$ 72,90, para homens) é servido à vontade. Entre as massas de macarrão, a oferta varia entre penne, linguini, espaguete e fusilli. Na cartela de molhos, duas opções, a critério do cliente: carbonara, frutos do mar, bolonhesa, funghi, pomodoro, ao sugo e camarão.

De tão grande a lista, é de ficar em dúvida — e a escolha faz diferença. Massas lisas pedem molhos delicados enquanto as maiores, mais encorpados. “Nosso molho elaborado dá destaque”, ressalta Martins, sobre o segredinho da casa. “Tem que saber o ponto de cozimento e como transformar tomate em molho”, continua. O preparo é artesanal, tudo feito à mão. Para harmonizar, um vinho (R$ 75 a R$ 220) sempre cai bem.
 
O fettuccine Alfredo caiu no gosto dos comensais (Michele Queiroz/Divulgação)
O fettuccine Alfredo caiu no gosto dos comensais
 
 

Onde comer


‘A Mano Restaurante 
(411 Sul, Bl. D, lj. 36; 3245-8235), aberto de segunda a sábado, das 12h às 15h e das 19h à 0h, domingo, das 12h às 17h.

Blend Boucherie 
(412 Norte, Bl. B; 3544-7444), aberto de terça a quinta, das 12h às 15h e das 18h30 às 23h; sexta e sábado, das 12h às 16h e das 18h30 à 0h; e aos domingos, das 12h às 16h e das 18h30 às 23h. Mais informações no instagram: @blendboucherie.

Dom Francisco Pátio Brasil 
(SCS Q. 7, Bl. A, lj. 620, Shopping Pátio Brasil; 3322-1071), aberto de segunda a sábado, das 11h30 às 22h30; e domingo, das 11h30 às 20h.

Giulietta Massas Artesanais 
(R. 31, lt. 9, lj. 1, Águas Claras; 3879-2704), aberto de segunda a sábado, das 10h às 21h; e domingo, das 10h às 14h.

Goemon Restaurante 
(CLSW 105, Bl. C, lj. 2; 3233-8441), aberto de terça a sábado, das 12h às 14h30, e das 18h30 às 23h30; domingo, das 12h às 15h30.

Pepe Nero Ristorante 
(Praça Coronel Salviano Monteiro, Q. 56, lt. 2, St. Tradicional, Planaltina), aberto segunda, das 11h às 16h; e de terça a domingo, das 11h às 23h30.

Santé 13 
(413 Norte, Bl. A, lj. 40; 3037-2132), aberto de segunda a quarta, das 12h às 23h, às quintas, das 12h à 0h, às sextas e sábados, das 12h à 1h, e aos domingos, das 12h às 17h.

Toscanello Rotisseria Italiana 
(CLSW 104, Bl. B, lj 26; 3343-0989 e 203 Sul, Bl. B, lj 23; 3226-7324. Confira mais endereços no site: massastoscanello.com), aberto de segunda a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 15h (CLSW 104); domingo, das 10h às 15h30 (203 Sul).

Trattoria da Rosario 
(SHIS QI 17, ljs. 215/216, Edifício Fashion Park; 3248-1672), aberto de terça a sexta, das 12h às 15h; e das 19h30 à 0h; sábado, das 12h às 16h; e das 19h30 à 0h; e domingo, das 12h às 17h.
 
 

*Estagiários sob supervisão de Igor Silveira.  
 

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