Brasília-DF,
18/OUT/2017

Poeta Nicolas Behr conta como faz para aproveitar o fim de semana na cidade

De sua autoria, uma frase famosa celebra a cidade: 'Nem tudo o que é torto é errado. Veja as pernas do Garrincha e as árvores do cerrado'

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Publicação:26/07/2013 06:03
O poeta em seu refúgio, de onde sai, geralmente, para programas mais familiares (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O poeta em seu refúgio, de onde sai, geralmente, para programas mais familiares

A certidão de nascimento diz: natural de Cuiabá. Porém, é Brasília, para onde veio em 1974, que pauta a vida e a arte do poeta Nicolas Behr. Em 1977, caminhava pela capital levando debaixo do braço sua primeira obra, Iogurte com farinha. Logo tornou-se um dos maiores nomes da poesia marginal. Hoje, divide-se entre rascunhos de um novo livro e a Pau-Brasília, viveiro ecológico que mantém no Polo Verde, na Saída Norte de Brasília. De sua autoria, uma frase famosa celebra a cidade: “Nem tudo o que é torto é errado. Veja as pernas do Garrincha e as árvores do cerrado”. O poeta e a capital são objetos intrínsecos. Na rotina, ele cultiva hábitos simples, como caminhar no Lago Norte, onde mora com a
mulher, Alcina Ramalho.

Sábado

Manhã

Se para alguns as manhãs de sábado são sinônimo de descanso, para Nicolas Behr, elas têm outra finalidade: trabalho. “Sábado, fico sempre no viveiro. Dou uma pequena pausa para descanso na barraca do Cosmo,na Saída Norte, que tem uma das melhores rabadas de boteco de Brasília”, diz o poeta. Os amigos não discordam e, vez ou outra, acompanham Behr.

Tarde

Mal descansa do almoço, e o artista retorna para o Viveiro, onde fica até as 18h. “Sábado é o dia que mais vendemos, então, não posso sair da loja. É o grande dia de faturamento do comércio em Brasília”, afirma Nicolas, que passa todas as tardes entre mudas e plantas da ecoloja. Recebe os clientes um a um, sempre disposto a responder todas as suas dúvidas.

Noite

Após um dia de labuta, Nicolas Behr gosta de ir ao cinema ou sair para comer com Alcina, com quem está casado há 27 anos. “Graças a Deus”, ele comemora. Com a amada, frequenta a pizzaria Valentina, com filiais na 310 Sul e na 412 Norte. “Temos que aproveitar e curtir esses momentos”, explica. Behr não sai da Valentina sem comer a salada de alho-poró com shitake ou a pizza de beringela agridoce. Às vezes, também vai ao Sabor Vital, restaurante de comida natural, ou restaurante Pequim, ambos na Asa Norte.

A melhor comida chinesa da capital, para Nicolas Behr, é a do Restaurante Pequim (Bruno Peres/CB/D.A Press)
A melhor comida chinesa da capital, para Nicolas Behr, é a do Restaurante Pequim


Domingo

Manhã

Nessa hora, a inspiração do poeta entra em cena. “A melhor hora para escrever é pela manhã. Os sonhos limpam a sua mente durante a noite. Escrevo bem cedo, antes de trabalhar”, diz Nicolas, que, às 9h, precisa estar com o Viveiro de portas abertas. Sempre que pode, vai ao Jardim Botânico, um oásis para a criatividade. Um paraíso para quem, como ele, vê no contato com a natureza uma dádiva.

Tarde

Cada vez mais comum na agenda de Brasília, o CCBB não foge à regra com Nicolas Behr. “Uma tarde lá é um programão. Não tenho filhos crianças, mas recomendo para todos os pais. Pena que os filhos crescem…”, lembra o poeta. Além do centro cultural, Behr gosta de pedalar no Parque da Cidade ou prosear com amigos no Parque Olhos D’Água. “É maravilhoso! Está em uma área densamente habitada, que valoriza muito a qualidade de vida e a saúde dos brasilienses”, comemora. Domingo também é dia de almoçar na casa da sogra, Suzy, que mora no Sudoeste.

Noite

Quando Behr vai ao cinema, opta pelo Cine Cultura Liberty Mall, o mais próximo de sua casa. “Não sou muito de ir a shows e bares, estou naquela onda de programas mais familiares”, acrescenta. Depois de um bom filme, frequenta o charmoso restaurante Nossa Cozinha, na 402 Norte. O atendimento é bom e tem uma ótima relação custo benefício, ele afirma. “O lugar passa uma sensação boa, há uma comida generosamente servida em um ambiente gostoso e bem cuidado”, afirma Behr.

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