Brasília-DF,
21/OUT/2017

Sambista Carlos Elias conta como aproveita a cidade no fim de semana

Aos 80 anos, Elias passa o final de semana recheado de boa música

Diminuir Fonte Aumentar Fonte Imprimir Corrigir Notícia Enviar
Publicação:13/09/2013 06:01
Com uma memória notável, Elias está escrevendo um livro autobiográfico, chamado Samba, amor e poesia (Zuleika de Souza/CB/D.A Press -  16/4/12)
Com uma memória notável, Elias está escrevendo um livro autobiográfico, chamado Samba, amor e poesia

É só perguntar sobre o samba que Carlos Elias, aos 80 anos, se transforma em um garoto. Nascido em Laranjal (MG), viu o primeiro desfile da Portela em 1954, no Rio de Janeiro, onde morava e compunha suas canções. A partir daí, o namoro com a música se intensificou. “Após atravessar a década de 1950 tentando apresentar meu trabalho para outros cantores, fui chamado para trabalhar na Portela como relações públicas em 1960”, relembra. Ficou lá por 12 anos. Em 1975, mudou-se para a capital federal, para trabalhar no Itamaraty. Até hoje, o samba norteia suas ações como artista e produtor. Com uma memória notável, está escrevendo um livro autobiográfico, chamado Samba, amor e poesia. Além disso, anuncia show no Clube do Choro, no dia 28, no qual também será exibido o premiado documentário De bem com a vida – Carlos Elias e o samba em Brasília, de Leandro Borges. Este bamba da cidade dá suas dicas para aproveitar o fim de semana.

SÁBADO

Manhã

“Muita gente não sabe, mas a bossa nova também é uma variação dentro do samba”, ensina o músico. Nada mais natural do que indicar a ida ao Clube da Bossa, onde sempre ocorrem shows do gênero, no Teatro do Sesc Sílvio Barbato (Setor Comercial Sul, Quadra 2).

Tarde
O programa é passar a tarde assistindo aos shows do Calaf (SBS, Loja 57). “Eu já vi ótimas apresentações no local”, declara o artista, que ainda não conhece o Outro Calaf, onde agora os espetáculos são realizados. Para conferir um samba, Carlos também recomenda o Bar Brahma, na 201 Sul.

Noite
O sambista também indica sempre uma passadinha no Feitiço Mineiro, pela tradição do lugar e das pessoas que frequentam o espaço que tem a alma do brasiliense. “É um lugar muito bom. Apesar de pequeno, o pessoal sempre dá um jeito para dançar. Eu gosto de lá”, justifica.

DOMINGO

Manhã
Momento de ficar em casa. “É para colocar os trabalhos e as tarefas em dia”, afirma o artista.

Tarde
Momento reservado para o cinema. “Não perco as mostras do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Também vou muito ver filmes no Liberty Mall. Adoro o cinema francês”, confessa o artista, que já morou na França.

Noite

“Se eu sair muito, não escrevo”, salienta Carlos. A noite de domingo é propícia para trabalhar nos sambas e preparar os shows que produz na semana seguinte.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.

BARES E RESTAURANTES

CINEMA

TODOS OS FILMES [+]