Brasília-DF,
21/OUT/2017

Vladimir Carvalho aproveita o fim de semana para assistir shows na capital

Ele é presença constante em apresentações de rock e no Clube do Choro

Diminuir Fonte Aumentar Fonte Imprimir Corrigir Notícia Enviar
Publicação:27/09/2013 06:02

 (Luis Xavier de França/Esp. CB/D.A Press)
O cineasta Vladimir Carvalho dispensa apresentações. Mais de 40 anos separam Romeiros da guia e Rock Brasília — a era de ouro, respectivamente, o primeiro e o último filme gravados por ele. Ainda assim, sua produção continua em alta. Com um talento que se conservou por décadas, Vladimir afrontou a ditadura e desafiou o bloqueio criativo, que vez ou outra bate à porta de qualquer artista. Ele aponta um dos motivos: misturar seu ofício ao lazer.

 

O cineasta mora na W3 Sul e permite que a cidade o habite. “Eu uso muito transporte coletivo e sempre moro no centro das cidades onde vivi: no Rio de Janeiro, em Salvador ou no Recife”, explica. Por isso, não estranhe se encontrar o cidadão honorário de Brasília no banco de uma zebrinha pela Asa Sul ou em shows de rock. “Vejo a cidade pelo que ela tem de pulsante. Mesmo quando aparecem aquelas críticas de que anda meio morta, procuro e encontro algum lugar onde exista uma palpitação, uma pulsação”, responde Vladimir, que tem uma imagem positiva da cena artística da capital: “Acho que estamos muito bem servidos culturalmente”.

SÁBADO


Manhã

Quando não fica em casa, dedicando-se ao hobby de restauração de livros ou reservando um tempo à
família, o cineasta costuma fugir para lugares próximos, como Pirenópolis (GO): “Uma vez por mês estou lá. Curto muito a cidade, eu me sinto viajando no tempo. Você sai de uma arquitetura avançada do século 20 e 21 em Brasília e entra em uma do século 18 ou 19. Isso me descansa muito.”

Tarde
Quando não vai para Pirenópolis, Vladimir frequenta a livraria Sebinho, na 406 Norte. Em casa, possui mais de cinco mil títulos, mas a procura por uma nova publicação é incansável. “Sou rato de bibliotecas. É um lugar que me realiza. Com livro, não há solidão”, comenta o cineasta. Quando quer um tempo dos livros, o cineasta dá um passeio no Parque da Cidade.

Noite

A presença de Vladimir no Clube do Choro é constante. “Procuro acompanhar a programação. É o local aonde mais vou. É um lugar inerente à cidade, conversa com ela, tem uma história ligada a Brasília”, acredita. As visitas ao clube são alternadas com presença em eventos como o Porão do Rock e apresentações de bandas locais. “Gosto muito do Móveis Coloniais de Acaju”, emenda.

DOMINGO


Manhã
Domingo é dia de comer fora de casa. Um dos restaurantes mais frequentados por Vladimir Carvalho é o Carpe Diem (104 Sul). O cineasta vai à procura de refeições, lanches e até café da manhã: “Lá é fácil marcar encontros. É quase uma extensão da minha casa, com um ambiente muito agradável”.

Tarde
Como boa parte dos brasilienses, Vladimir gosta de passar o dia no CCBB ou em outro centro cultural. “Frequento todas as exposições da cidade”, re-vela o cineasta. Um bom exemplo é a recente exposição Resistir é preciso, idealizada pelo Instituto Vladimir Herzog que contou a história da resistência à ditadura militar no Brasil.

Noite

Um fim de semana não seria típico de Vladimir sem uma ida ao cinema. “Gosto dos cinemas dos shoppings Iguatemi, CasaPark e Liberty Mall. É comum a mistura do meu ofício com o lazer, é quase irreversível, algo que está em permanente diálogo”, finaliza.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.

BARES E RESTAURANTES

CINEMA

TODOS OS FILMES [+]