Brasília-DF,
20/OUT/2017

Estilo que mistura diversas danças começa a ficar popular em academias

Seguindo a tendência de misturar culturas diversas, o tribal fusion é uma dança para quem gosta de visuais elaborados e coreografias expressivas

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Publicação:12/08/2016 07:04Atualização:11/08/2016 16:51
Shabanna Dark ressalta o ideal de contracultural por trás da dança
 (Joaquim Dantas/Divulgação)
Shabanna Dark ressalta o ideal de contracultural por trás da dança
 
 
Inspirada no American Tribal Style (ou ATS), o tribal fusion é um estilo de dança relativamente novo, da década de 1970, que une passos de dança de diversas tribos modernas e tradicionais — o nome significa, literalmente, “fusão tribal”. Entre as danças étnicas usadas no repertório, estão o flamenco espanhol, a dança indiana e a dança do ventre, na verdade a principal base.
 
Dos estilos mais modernos, é possível encontrar passos do breakdance, como o popping —  um deslocamento lateral —, e influências do street jazz, do balé clássico e da dança contemporânea.
 
Shabanna Dark é dançarina e professora de tribal fusion há 8 anos. Como muitas outras meninas, entrou no mundo da dança pelo balé. Tornou-se dançarina de dança do ventre e foi então que descobriu o estilo tribal fusion.
 
“A bailarina tribal é muito teatral. A dança do ventre resgata a feminilidade, mas a tribal busca mais liberdade de expressão”, explica. Para ela, a palavra-chave para compreender o tribal fusion é contra-cultura. “O tribal surgiu nos anos 1970 e tem a pegada do punk e do pós-punk, do gótico... Isso me dava uma abertura expressiva que a dança do ventre não oferecia”, diz.
 
O universo musical do tribal fusion também bebe além das fronteiras. As músicas podem ser étnicas, rock ou batidas eletrônicas: tudo depende do estilo e do gosto pessoal do dançarino. “O que me atraiu no tribal foi a liberdade expressiva, a liberdade técnica que ele oferece. É possível coincidir a dança com meu estilo de vida pessoal dentro rock e da cultura gótica”, explica Shabanna.
 
Além de dar aulas, ela se apresenta em eventos relacionados ao universo do rock e em casas de show. Sua última apresentação foi no Brasília Capital Moto Week, sábado, dia 30.

Tribal x ATS

O tribal fusion pode ser executado por um grupo de dançarinos ou por apenas um, em uma apresentação solo. A possibilidade da dança solo é o que destaca o tribal fusion do ATS. Um dos grandes diferenciais é o visual elaborado, que se inspira em estilos folclóricos e tradicionais, como o indiano, o cigano e o medieval, com estilos mais modernos, como o steampunk e o gótico. “Normalmente, as alunas procuram as aulas depois de me virem dançar em algum evento de rock. Elas gostam da postura da mulher do palco, da reafirmação da condição feminina”, conta Shabanna.

ONDE DANÇAR

Backstage Dance Center (710 Norte Bl. D lj. 41; 3202-1255). Turmas intermediárias de tribal fusion — sábado, às 11h30.  Turmas iniciantes de ATS — sábado, às 10h. Mensalidade a partir de R$ 139 (plano anual).
 
Estúdio Razhine (M Norte Cj. G, ao lado do Beerhouse, Ceilândia Norte; 99553-4210). Turma mista. Sábados, às 13h. R$ 85 o plano de 4 meses.
 
Instituto Andréia Paula (Q. 18 Lt. 15 Gama, prédio da CIA Vem Dançar; 99206-1409). Turma iniciante de tribal fusion. Quartas, às 19h40.
R$ 25, por aula.
 
Shabanna Dark (98234-6542). Aulas particulares com a dançarina. Mensalidades a partir de R$ 180.

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