Brasília-DF,
23/FEV/2018

Peça Marcha para Zenturo será encenada desta sexta até 30 de junho

Marcha para Zenturo, das companhias Espanca! e XIX de Teatro, debate o tempo e as dificuldades de comunicação nas relações pessoais

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Caroline Maria Publicação:21/06/2013 06:09Atualização:27/06/2013 17:16
Peça é resultado de processo colaborativo, marcado por discussões, pesquisas e improvisos (Alexandre Ramos/Divulgação)
Peça é resultado de processo colaborativo, marcado por discussões, pesquisas e improvisos
Se Marcha para Zenturo fosse condensada em um telegrama, diria: radicalmente presente. A peça apresenta o reencontro de amigos que não se veem há algum tempo, porém, existe um atraso na comunicação entre eles, uma espécie de delay. Essa é a metáfora criada pelas companhias de teatro Espanca!, de Belo Horizonte, e Grupo XIX de Teatro, de São Paulo, para falar da vertigem do nosso tempo. As sessões acontecem na Caixa Cultural Brasília, de hoje (22/6) a 30 de junho, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h.

Zenturo é uma palavra inventada e pode ser entendida por ângulos diversos. Enquanto os amigos estão reunidos, acontece uma marcha do lado de fora, nas ruas — coincidente com o momento atual do país, lembra a dramaturga e atriz Grace Passô. “Zenturo é como um elogio, uma referência ao futuro. Nessa passeata, as pessoas lutam por um futuro melhor, exatamente o que está acontecendo agora.”

Para o espetáculo, o Grupo XIX e o Espanca! se uniram criativamente. Com direção de Luiz Fernando Marques, o processo colaborativo foi marcado por discussões, pesquisas e improvisos, nos quais duas visões distintas convergiram para erguer a mesma trama. “Em cena, existe uma dificuldade muito grande de comunicação. Eles vivem esse tempo em que temos cada vez mais ferramentas para se comunicar e o fazemos de formas fabulosas, mas ainda assim não é o suficiente para aproximar as pessoas”, reforça Grace, que assina a dramaturgia da peça e já levou os prêmios Shell de Teatro (2006) e Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) pelo texto de Por Elise, peça de estreia do Espanca!.

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