Brasília-DF,
28/SET/2020

Pirenópolis conta com museus, antiquários e fazenda colonial que revive o século 18

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Publicação:07/07/2013 06:00

O Museu do Divino preserva relíquias da principal festa de Pirenópolis: objetos preservam a religiosidade do povo da cidade (Breno Fortes/CB/D.A Press)
O Museu do Divino preserva relíquias da principal festa de Pirenópolis: objetos preservam a religiosidade do povo da cidade
 

Além das 82 cachoeiras, trilhas em meio ao cerrado, esportes radicais no rio, bares e restaurantes distribuídos pela charmosa Rua do Lazer, Pirenópolis, localizada a 150km de Brasília, oferece atrativos para quem busca por cultura e arte. A cidade conta com quatro museus que guardam a história do lugar, dois antiquários e a Fazenda Babilônia, construída em 1795, que ainda conserva a estrutura rústica da casa grande, senzala e engenho, da época dos escravos.


Os museus de Pirenópolis abrigam, principalmente, objetos que representam as festas e a religiosidade do povo. De acordo com o ex-secretário de Cultura, atual responsável pelo Museu do Divino, Itamar Gonçalves, esses lugares são uma forma de conservar a rica cultura da cidade. “Há um acervo enorme de livros, jornais, máscaras, vídeos, instrumentos, tudo relacionado à cidade. Não podemos deixar que essas raridades desapareçam, são séculos de história”, ressalta.

 

 

ROTEIRO

Museu das Cavalhadas

Máscaras com cara de boi, ornamentos, fotos, livros, cartazes, roupas e fantasias que já foram usadas nas Cavalhadas, entre várias outras relíquias que Maria Eunice Pina juntou durante décadas, estão no Museu das Cavalhadas. O museu particular, que completou 30 anos, ocupa dois cômodos grandes do casarão da família Pina. Fica na Rua Direita, 39, e está aberto de sexta a domingo, das 9h às 18h. Para visitação é cobrado um valor simbólico de R$ 2.

Museu da Família Pompeu

O casarão do século 18, onde funcionava a sede do Matutina Meiapontense, primeiro jornal de Goiás, hoje é o Museu da Família Pompeu. O local conta com um acervo de fotografias, jornais e livros que remetem à história do local. O museu fica na Rua Nova, 31. Para visitação, é necessário fazer agendamento pelo número
(62) 3331-1543

Fazenda Babilônia
O casarão e a área da senzala e do engenho, de 1795, foram tombados pelo Patrimônio Histórico em 1965. No local, é oferecido um café da manhã colonial. A fazenda fica na rodovia GO-431, Km 3. Funciona aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h. Visitas pela semana devem ser agendadas no telefone (62) 9294-1805. O passeio com o café custa R$ 60 por pessoa. Para quem deseja só visitar, são R$ 15 por pessoa.

Museu Rodas do Tempo

O único museu da cidade que não abriga a história de Pirenópolis é o Museu Rodas do Tempo. O local expõe uma das maiores coleções particulares de veículos antigos de duas rodas existente no Brasil — motocicletas, bicicletas motorizadas e scooters. O visitante ainda poderá conhecer uma coleção de brinquedos movidos à corda da década de 1980. O museu fica localizado na Av. Prefeito Luiz Gonzaga Jayme. Aberto de quarta a domingo e feriados, das 10h às 18h. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia para idosos, estudantes, motociclistas e ciclistas).

Museu de Arte Sacra

O Museu de Arte Sacra integra a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Construído há 260 anos, o templo fica à margem direita do Rio das Almas, logo após a ponte de madeira. O museu abriga imagens de santos, sinos e outros itens religiosos. O acervo permanente fica nas duas salas laterais da igreja. A peça mais valiosa artisticamente é uma imagem de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, do século 18, assinada pelo escultor Veiga Valle, ícone do barroco goiano. A igreja-museu pode ser visitada de quarta a domingo, das 11h às 17h. Entrada franca.

Museu do Divino

A cadeia de Pirenópolis foi desativada, há sete anos, para abrigar o Museu do Divino. A Casa de Câmara e Cadeia, construída em 1919, é uma réplica do prédio original, de 1733. O enorme casarão de madeira foi restaurado e ganhou um destino nobre — abriga relíquias da Festa do Divino Espírito Santo. Até hoje, a placa em frente ao casarão permanece um tanto dúbia: refere-se à Casa de Câmara e Cadeia e, abaixo, ao Museu do Divino. Mas de prisão só restou o nome, basta entrar no local para se encantar com as cores, as roupas e os instrumentos da festa que estampam o museu. A Casa de Câmara e Cadeia fica no Centro Histórico, Av. Beira Rio. É aberto de quarta a domingo, das 11h às 17h. Entrada franca.

O Bacalhau da Bibba

O maior antiquário da cidade fica dentro do restaurante O Bacalhau da Bibba. No acervo, é possível encontrar pratas, quadros, esculturas, lustres, tapetes e móveis. A peça mais antiga é uma santa entalhada em uma raiz de árvore feita pelos escravos no século 18. Os quadros são um dos destaques: há obras de artistas renomados, como Antonio Poteiro, Iolovich, M. Nonato. Waldomiro de Deus, Fé Cordula, entre outros. O Bacalhau da Bibba fica aberto de quinta a domingo,
das 11h às 23h.

Antiquário Golinelli

Já o Golinelli, que fica na Pousada Walkeriana, oferece máquinas de escrever antigas, gramofones, discos, móveis rústicos, lustres de cristal, quadros e esculturas. O antiquário do restaurante O Golinelli, funciona todos os dias, das 8h às 23h. Os dois estão localizados na Rua do Rosário, próximos à Praça do Coreto. Entrada franca.

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BARES E RESTAURANTES