Brasília-DF,
23/FEV/2018

Alessandra Maestrini apresenta show com repertório que vai do jazz ao rap

O atributo da versatilidade musical, assim como a apurada técnica vocal, foi conquistado ao longo de mais de 15 anos dedicados ao teatro

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Diego Ponce de Leon Publicação:12/07/2013 06:01Atualização:11/07/2013 15:31
Conhecida pelas atuações na tevê, Alessandra Maestrini mostra no palco o talento de cantora (Simone Marinho/Agência O Globo)
Conhecida pelas atuações na tevê, Alessandra Maestrini mostra no palco o talento de cantora

“O pessoal diz que faço ‘piano-up’”, brinca, logo de cara, a cantora e atriz Alessandra Maestrini, conhecida do público pelo papel da empregada Bozena, do seriado Toma lá, da cá. “Uma mistura da música com o meu lado cômico”, ela explica. As várias facetas da artista serão exploradas logo mais no show Drama ‘n jazz, que Alessandra apresenta no Teatro do Brasil 21 Cultural. A apresentação se baseia no disco homônimo, mas “a plateia pode esperar um repertório bem eclético”, como ela antecipa.

A versatilidade, segundo a artista, tornou-a uma cantora “crossover”. Ou seja, capaz de passear por diversos gêneros. Do jazz ao rap, se preciso for. O atributo, assim como a apurada técnica vocal, foi conquistado ao longo de mais de 15 anos dedicados ao teatro e, principalmente, aos musicais.

O repertório prima primordialmente pelas versões que Alessandra apresenta. Entre elas, I feel good, sucesso na voz de James Brown, e True colors, da oitentista Cindy Lauper. Destaque para Deixe estar, tradução para o português da canção em inglês Cross my hearts, de Tim Maia, e I love you, primeira versão em inglês para Eu te amo, de Chico Buarque. “Aprovada por ele e pela família Jobim”, recorda a cantora.

Televisão? “Só em setembro, para um quadro com trechos de Clarice Lispector. Mas, em celebração ao cinema mudo. Não falo nem canto”. Nesta sexta (12/7) e sábado (13), ela pinta e borda no palco. E canta, claro. A propósito, muito bem.

Duas perguntas para Alessandra Maestrini

Como se deu essa incursão pela música?

O que mais fiz na minha carreira foram musicais. Tem sido assim desde 1997. Passei por Os miseráveis, Rent, New York, New York… Como a personagem de Toma lá, da cá fez muito sucesso e o alcance da televisão é bem maior, as pessoas costumam lembrar de mim como comediante, mas sempre trabalhei com música.

O lado cantora anda maior forte que o de atriz?

Sempre achei que minha alma fosse mais atriz. Entendia as minhas vozes nos espetáculos como as dos personagens. Acabei aprimorando a técnica. Depois de New York, New York, mudou um pouco. Fui me encontrando, amadurecendo, e descobri a própria voz. Venci a crise dos 28 anos (risos). Deixei de copiar e passei a ser.

Ouça Drama’ n jazz

Para quem ainda não for familiarizado com o trabalho da cantora, vale uma visita ao site oficial. Além de informações de carreira, a página disponibiliza (via Soundcloud) algumas faixas do disco e do show Drama’ n jazz . Um aperitivo para quem está curioso com o repertório de logo mais. O canto, ora lírico, ora aveludado, deve surpreender o público, acostumado com a voz peculiar da hilária Bozena.

Ouça Alessandra Maestrini cantando I feel good, de James Brown

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