Brasília-DF,
20/JUN/2018

Mariene de Castro se apresenta na capital e homenageia Clara Nunes

A sambista é a atração de hoje no Teatro Plínio Marques

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Irlam Rocha Lima Publicação:19/07/2013 06:01Atualização:18/07/2013 14:40

A cantora homenageia a conterrânea Clara Nunes em DVD (Débora Amorim/ Divulgação)
A cantora homenageia a conterrânea Clara Nunes em DVD

Mariene de Castro transita com familiaridade entre o sagrado e o profano. A cantora, que iniciou carreira dividindo palco com Carlinhos Brown, passou a desenvolver trabalho solo em 1996. Bem antes de receber o reconhecimento dos baianos e dos brasileiros, foi aclamada pelos franceses numa turnê por 20 cidades daquele país.

Sambista de ofício, Mariene, atração desta sexta-feira (19/7), às 21h, no Teatro Plínio Marcos, na Funarte, tem construído a trajetória com serenidade e de forma consistente, lançando discos como Abre caminho e Santo de casa, em que professa o sincretismo da fé religiosa afro-brasileira. Nos shows, símbolos do catolicismo e do candomblé estão irmanados no cenário, pois ela considera o palco um lugar sagrado. Quem a viu em Brasília, numa das edições do Festival de Cultura Popular, na área externa do Complexo Cultural da Funarte, até hoje se lembra da performance.

No primeiro semestre, a cantora lançou o CD e DVD Ser de luz - Uma homenagem a Clara Nunes, gravados no Espaço Tom Jobim (Jardim Botânico, no Rio de Janeiro), em que esbanjou carisma, emoção e teatralidade. Antes, ela já havia reverenciado a cantora em espetáculo pelo projeto Cantos de areia - 70 anos de Clara Nunes, apresentado em janeiro de 2012, no Centro Cultural Banco do Brasil.

Com Ser de luz, Mariene está de volta à capital. No show, vai usar um vestido dourado, que remete a Oxum - a deusa das águas -, e outro branco, que lembra o figurino característico de Clara. Acompanhada por banda, interpreta repertório em que se destacam músicas como A deusa dos orixás, Conto de areia, Feira de mangaio e Guerreira.

Três perguntas // Mariene de Castro

Como surgiu a ideia de gravar o DVD em homenagem a Clara Nunes?


Sempre admirei o trabalho de Clara e incluí Um ser de luz, do repertório dela, no CD Tabaroinha, lançado em 2012. Logo que cheguei ao Rio de Janeiro, fui convidada pelo Diogo Nogueira para cantar essa música no songbook de João Nogueira. Depois, veio o convite para participar do projeto comemorativo aos 70 anos dela, no CCBB de Brasília. Em seguida, o Canal Brasil me chamou para fazer o DVD Ser de luz - Uma homenagem a Clara Nunes. Quer dizer, tudo conspirou a favor.

O repertório foi uma escolha sua?


Eu não conhecia toda a obra dela e, por isso, tive que aprender as músicas para poder gravá-las. Foi um grande prazer cantar esses sambas maravilhosos imortalizados por Clara, até porque alguns deles trazem referência à Bahia e evocam o universo da cultura afro-brasileira.

O show do Ser de luz já está na estrada?


Fiz esse show no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Salvador. Agora, estou indo a Brasília. Ele me permite lançar um olhar sobre a espiritualidade que cultuo, cantando os santos, os orixás e os seres de luz.

Assista vídeo da música Um ser de luz

 

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