Brasília-DF,
25/FEV/2018

Adaptado à realidade local, texto de Nicolás Vergara Grey ganha montagem

Em O prestidigitador, Similião Aurélio fala sobre os dilemas vividos nas redes sociais

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Rebeca Oliveira, especial para o Correio Publicação:19/07/2013 06:26Atualização:18/07/2013 16:27
Sozinho no palco, Similião Aurélio encarna a tragicomédia da vida moderna em O prestidigitador (Divulgação)
Sozinho no palco, Similião Aurélio encarna a tragicomédia da vida moderna em O prestidigitador

Se fosse uma peça, a sociedade moderna se encaixaria em uma tragicomédia. Os dilemas ficam evidentes com o uso das redes sociais. No Facebook, por exemplo, não existe infelicidade. Frustrações, tristezas e decepções amorosas são jogadas para debaixo do tapete. Pouca gente sabe, mas existe um termo que explica esse comportamento. É a prestidigitação. Segundo o dicionário: capacidade de fingir e enganar as pessoas. Sob esse objeto de análise, o ator Similião Aurélio, debruçado na obra do autor argentino Nicolás Vergara Grey, deparou-se com o texto O prestidigitador. Com a tradução de Alexandre Ribondi e a curadoria criativa de Marcos Barozzi, criaram o monólogo homônimo, que estreia sábado e fica em cartaz até 11 de agosto, no Teatro Brasil 21.

O texto argentino, inédito no país, foi adaptado à realidade local. Egdar é o único personagem. Casado, com filhos e uma vida aparentemente feliz. Ignorou, por certo tempo, a percepção de que algo estava errado. “Ele questiona essa receita de férias duas vezes por ano, casa própria, trabalho, e vai em busca da felicidade. E aí, encontra um novo amor”, adianta Similião. Uma história de amor não vivenciada em plenitude transforma os caminhos do personagem. Prestes a partir para Buenos Aires, ele se arrisca a reencontrar uma antiga paixão a se redescobrir. Praticamente uma autobiografia de alguns envolvidos na produção de O prestidigitador, totalmente feita de forma colaborativa.

Adriana Nunes, Marcello Linhos, Rogério Midlej e a Gabrielle Lopez estão na equipe que Similião carrega como um presente. Serão quatro fins de semana em cartaz, numa experiência ousada — sem recursos do FAC ou apoio da iniciativa privada. Para o ator, ter como investidor a equipe que trabalha no espetáculo confere a ele outra dimensão. A entrega, até dentro dos palcos, é maior. Com a redução dos custos e o foco no que era essencial, o texto dá um sobressalto. “Pretendemos criar um movimento com uma linguagem contemporânea”, afirma Marcus Barozzi, que assina a direção de arte. “Trouxemos gente de muitos lugares para incorporar essa equipe e fazê-la mais forte”, acrescenta.

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