Brasília-DF,
23/JUN/2018

Cena Contemporânea ocupa os principais espaços da cidade com diversidade e ousadia

Mais uma vez, Bernat abusa da interação com o público, que assume o papel de protagonista

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Diego Ponce de Leon Publicação:23/08/2013 06:00Atualização:22/08/2013 12:56
O espetáculo Domínio público usa os espectadores como peças de xadrez (Cristina Fontsare/Divulgação)
O espetáculo Domínio público usa os espectadores como peças de xadrez
Nenhum outro evento cultural envolve tanto a cidade como o Cena Contemporânea, que atinge pessoas de todos os lugares, classes e crenças. Depois de um concorrido início, que destacou o trabalho do ator e diretor Enrique Diaz, o festival amplia as opções.

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Conhecido pela interatividade, o catalão Roger Bernat deve ser um dos nomes mais lembrados da 14ª edição do Cena. Quem não conseguiu conferir o trabalho do espanhol em Pendiente de voto, que teve sessões esgotadas nos primeiros dias, terá nova chance com Domínio público, que fica em cartaz entre sexta (23/8) e domingo (25). Inicialmente na praça do Museu da República, a peça será apresentada no Sesc de Ceilândia no domingo. Mais uma vez, Bernat abusa da interação com o público, que assume o papel de protagonista.

Em Domínio público, um enorme tabuleiro em tamanho real cria o ambiente para o desenrolar de um atípico enredo. Seguindo orientações sonoras, os espectadores se movimentam no espaço promovendo expressões cênicas nada comuns.
 
Atrações do festival se espalham por todo o DF
Uma das marcas principais do Cena Contemporânea é a democracia de espaços. Além de Brasília, cidades como Taguatinga, Ceilândia e Gama recebem as atrações do festival. Por exemplo: a controversa Antes da chuva, da companhia carioca Cortejo, toma o palco do Sesc de Ceilândia e do Gama, neste sábado e domingo, respectivamente.

Por sua vez, o Sesc de Taguatinga deve lotar para a reestreia de Ensaio geral, dirigida pelo badalado Hugo Rodas e concebida pela companhia Agrupação Teatral Amacaca (A.T.A). Depois de se consagrar na última edição do Prêmio Sesc do Teatro Candango, o grupo retoma a elogiada montagem.

Ensaio geral, do uruguaio Hugo Rodas, ocupa o Sesc de Taguatinga (Diego Bresani/Divulgação)
Ensaio geral, do uruguaio Hugo Rodas, ocupa o Sesc de Taguatinga
"É o resultado de muito esforço. Trabalhamos na peça desde 2011”, conta Diana Poranga, uma das integrantes. O espetáculo inclusive ajudou a trupe a pensar em novas diretrizes para a companhia: “Éramos muito abertos, o que nos trazia uma boa troca. Mas precisávamos consolidar o grupo para pensarmos em projetos com compromisso a longo prazo", explicou. A formação atual está animada com a possibilidade do Cena: "Principal evento cênico da cidade. Um privilégio podermos participar", finaliza.

Fique de olho
A diretora Márcia Duarte, professora do Departamento de Artes Cênicas da UnB, não pisava nos palcos havia 14 anos. Acostumada com os bastidores, Márcia abriu uma exceção e voltou a encarar o público em Ensaio geral. “Ela está em grande forma. É impressionante a expressão física dela”, elogiou Diana Poranga, colega de elenco.

 

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