Brasília-DF,
19/JUN/2018

Confira entrevista com a atriz Fernanda Souza, que está em cartaz na cidade

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Rebeca Oliveira Publicação:13/09/2013 06:07Atualização:12/09/2013 16:59
 (Terravista/Divulgação)
De onde surgiu a ideia de montar um stand-up?

Assisti uma peça do Marcelo Serrado chamada Tudo é tudo e nada é nada. Ele falava sobre a trajetória dele, personagens, histórias divertidas e outras piadas que sempre existem nesse formato. Achei gostosa aquela possibilidade de conversar com as pessoas e mostrar para elas os bastidores da vida de atriz. O formato era interessante. Para inovar, no Meu passado não me condena, inserimos o cenário, que não tem em espetáculos de stand up. Faço uma cronologia da minha vida e contar através das personagens que já interpretei. Sou eu contando as historias delas.

Ver alguns veículos distorcendo fatos de sua vida e da sua carreira a incentivaram a contar sua própria versão?

Não, o que me incentivou é a troca que eu tenho com o público, o stand up permite isso. Justamente por não ter o que chamamos de “a quarta parede”. Na peça faço isso, converso com eles, é quase um bate-papo. É como tivéssemos só eu e o público em uma sala. Fica bem à vontade contando sobre a minha vida, sem máscaras, do jeito que sou. Todo mundo sabe que gosto de me divertir, falar besteira, com toques de ironia.

Você criou o texto da peça. Foi a sua primeira produção? Como foi essa experiência?

Foi a primeira vez que eu escrevi para o teatro. Não tinha como contar a história da minha vida sem botar a mão na massa. Eu mesma escrevi e é até mais fácil para decorar depois. Ia anotando no meu celular, em um aplicativo para isso. Escrevia no Projac, no avião, no trânsito. Cada parte foi construída em um lugar. Compilei as mais divertidas e as reuni para passar ao público. Foi um processo que demorou mais um menos um mês, entre a primeira reunião com o Léo Fuchs, que também produziu a peça do Serrado, e é um dos meus melhores amigos. Ate semana passada, estávamos adaptando algumas coisas e fazendo algumas alterações mínimas.

Como tem sido a crítica ao espetáculo?

Já apresentei em várias cidades. A última, em Campinas, teve sessões extras. Mas não foi nem um pouco cansativo. É a peça mais gostosa e mais leve que eu já fiz. Apesar de ficar 1 hora e 15 minutos em cena sem parar de falar, é um exercício prazeroso. A aceitação tem sido ótima. A primeira apresentação foi em São Caetano do Sul, interior de São Paulo, em um teatro com 1.000 lugares, que estava lotado. Eu não esperava isso, fiquei mega feliz. Fazer um teatro tão cheio logo no começo é um exercício muito bom, tivemos que nos expandir. Para 300 espectadores, fica mais intimista. Já para 1.000 é quase um show de rock! A plateia ri muito. Comento que eles podem tirar foto, colocar no Twitter e Instagram. Podem até me marcar nas fotos que eu curto todas. Eu tenho uma resposta muito imediata, as pessoas escrevem após as apresentações e são quase como crônicas sobre o espetáculo. Eu fico babando, porque eles entendem tudo que eu quis passar. Fico feliz por incentivar pessoas que queiram ou não trabalhar no meio artístico. A mensagem é para acreditarem que Deus tem um plano legal para nós. O público diz que sai mais leve da peça. Além da resposta nas redes sociais, tem a resposta de quem acaba de assistir, eu volto para receber todo mundo no fim de peça.

O que o Thiaguinho achou da peça?

Ele ama, acho que ele é o fã número 1. Me viu na estreia e no dia seguinte, ficou viciado. Parecia a minha mãe, repetindo e relembrando os melhores momentos da peça. Ele me viu escrever alguns trechos, mas não chegou a ler o texto inteiro, eu só mostrei a parte que falava dele. O todo completo ele só viu na estreia, ficou surpreendido e emocionado, segurando as lágrimas. Ele falava que, se pudesse, veria todo fim de semana. Tem gente que, assim como ele, vai ver as duas sessões, uma depois da outra.

Depois de 25 anos de carreira, se arrepende de algum trabalho?

Não, muito pelo contrário. Até estava pensando nisso enquanto escrevia a peça. Tudo ajudou o meu amadurecimento, tenho grande carinho por todas elas.

Como é um dia na vida de Fernanda Souza?

É como as pessoas imaginam: acordo, vou ao Projac, treino na Oficina de Atores, respondo e-mails em casa ou enquanto estou esperando para gravar, vou a missa, ficou com meu namorado… Sou viciada na série Grey’s Anatomy, vejo quatro ou cinco episódios por dia. Aos finais de semana me apresento com a peça. Não é nada diferente do que as pessoas imaginam, é um dia normal. Eu só não abro mão de malhar todos os dias da semana.

Tem vontade de se dedicar mais ao teatro?

Ano passado fiquei quase um ano fazendo a peça Um sonho pra dois. Viajei pelo Brasil, entramos em cartaz em Portugal, fiquei dois meses lá e parei com a peça. Estou fazendo bastante teatro, vou continuar fazendo essa peça nova até ano que vem, e tenho uma turnê nos Estados Unidos. Estou me dedicando bastante. Outro desejo grande que tenho é fazer um espetáculo infantil.

Em formato de musical?

Eu já gravei um CD, explico a história dele na peça. Só assim as pessoas entendem a minha relação com a música. Eu não sou cantora, mas posso me esforçar para isso como me esforcei na época do CD. Mas não seria o ideal, o que queria é uma peça infantil musicada, se houver a necessidade. Criança gosta de música.

Você está noiva do Thiaguinho. Estive em um show dele aqui em Brasília há algumas semanas e fiquei pensando em como deve ser a agenda do casal. Como vocês encontram tempo para ficarem juntos?

A gente consegue, sim. Desde o começo do namoro foi assim. Lembro que estávamos de férias quando o conheci. Ele me disse, quando estávamos comendo pizza no sofá, em pleno sábado a noite: “Você sabe que isso não vai acontecer muito, não é?”. Quando estou gravando uma novela ele vem bastante ao Rio de Janeiro me ver, e quando posso encontrá-lo em São Paulo também. Daqui a um tempo, quando casarmos, nos veremos todos os dias.

Porque você adiou seu casamento?

Eu tive que adiar o casamento mas por conta de nós dois. Ele só tem férias uma vez por ano e ano que bem será em agosto. Teríamos só um ano para organizar e não daria para resolver tudo com ele. Adiamos em seis meses a festa. Teremos um ano e meio para organizar tudo, e ainda a reforma da casa. Vamos morar no Rio, na casa que já compramos. Vou começar a reformar e decorar ela agora, junto com o casamento. A cerimônia será em São Paulo e ele vai conseguir ajudar nos preparativos mais que eu, por morar lá. Não tem como escolher comida por foto, então decidimos casar com quatro anos de namoro. As pessoas colocam muita pressão. Hoje mesmo saiu uma matéria dele falando que quer ter filhos, nós nem casamos e as pessoas ainda já querem dar filhos para a gente.

Como você encara a chegada dos 30 anos?

Encaro numa boa. Para ter ideia, quando eu tinha 28 já falava q tinha 29, acho bonito. Estou em um momento tão especial, construindo casa e família do jeito que sempre quis. Não tenho crise nenhuma. estou em uma fase legal, construindo meu lar.

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