Brasília-DF,
17/FEV/2018

Fagner comemora 40 anos de carreira com show no projeto Noites Culturais

Os fãs de Brasília - onde sua história artística começou - poderão reverenciá-lo em show gratuito, pela 34ª edição do projeto Noite Cultural T-Bone

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Irlam Rocha Lima Publicação:19/09/2013 06:00Atualização:18/09/2013 17:31
Fagner: 'Venci (o 1º Festival do Ceub) com Mucuripe, parceria minha com Belchior' (Lena Trindade/Divulgação)
Fagner: 'Venci (o 1º Festival do Ceub) com Mucuripe, parceria minha com Belchior'

Raimundo Fagner era um jovem de 21 anos quando chegou a Brasília para fazer administração de empresas na Universidade de Brasília. Em Fortaleza, de onde viera, já era visto como um compositor de grande potencial. Algumas das músicas que havia feito foram ouvidas inicialmente por colegas de curso, nas rodas de violão, no câmpus da UnB. Uma dessas canções, Mucuripe, o levou a vencer o 1º Festival do Ceub, em 1971, e a ser descoberto, logo em seguida, por pessoas influentes no Rio de Janeiro, que o encaminharam na carreira artística.

Uma das primeiras a se interessar pelo que Fagner produzia foi Elis Regina. No show que fazia no Teatro da Praia, no Rio, ela passou a cantar não só Mucuripe, como também Cavalo ferro e Noves fora. Apresentado por Eduardo Ataíde ao pessoal do Pasquim, o cantor fez seu primeiro registro fonográfico pelo projeto Disco de Bolso. Ocupou um dos lados do compacto, com Mucuripe; enquanto Caetano Veloso, no outro lado, cantava uma nova versão de A volta da Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Com Chico Buarque, fez duo na trilha sonora do filme Joana Francesa, de Cacá Diegues.

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Tudo isso, antes de lançar Manera Fru Fru, manera, o LP de estreia pela Philips (atual Universal Music), que saiu em 1973. O cantor e compositor cearense atribui o lançamento desse álbum como o marco oficial do início da carreira. De lá para cá, muitos acontecimentos foram vividos por ele — entre os quais o lançamento de 40 discos — incluindo dois com Luiz Gonzaga e um com Zeca Baleiro — e quatro DVDs, com mais de 10 milhões de cópias comercializadas; uma grande popularidade e algumas polêmicas.

Fagner está comemorando 40 anos de trajetória musical. Nesta quinta-feira (19/9), às 21h, os fãs de Brasília — onde sua história artística começou — poderão reverenciá-lo em show gratuito, na 312 Norte, pela 34ª edição do projeto Noite Cultural T-Bone. Será acompanhado pela banda formada por Manassés (viola e cavaquinho), Cristiano Pinho (guitarra), André Carneiro (baixo), Rick de La Torre (bateria), Michel (sanfona e teclados) e Marcos Vine (teclados).


Confira trechos da entrevista com Fagner

Trilha de novela

"Outro grande sucesso em minha carreira foi Noturno, dos cearenses Caio e Graco, tema de abertura da novela Coração alado, de Janete Clair. Ela ia dar um outro título à novela, mas ao ouvir a música tirou dela a expressão coração alado e renomeou o folhetim, contrariando a direção da Globo, que queria outro nome.. Emplaquei várias outras músicas em trilhas de novela, entre as quais, Pedras que cantam em Pedras sobre pedras (Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares) e Dezembros em Da cor do pecado (João Emanuel Carneiro).

Com Gonzagão

"Inicialmente tive dificuldade para me aproximar de Luiz Gonzaga, até porque ele se via distante do nosso trabalho. Aí a gravadora teve a ideia de produzir um disco com a releitura de músicas dele, a ser feita por Gal Costa, Elba Ramalho, Alceu Valença e outros artistas da minha geração. O pot pourri com Riacho do navio e Forró no escuro, que gravei estourou no Nordeste e ele ficou entusiasmado com isso. Aí recebi uma ligação dele e nos encontamos para conversar. Resultado, gravamos dois discos de sucesso e contribuí para a reaproximação dele com Gonzaguinha. Gonzaga passou a me ver como outro filho.

Sobre Domiguinhos

"Domiguinhos passou a tocar em minha banda na turnê de Revelação. Já éramos amigos e ficamos e a amizade aumentou a partir dali. Em 1979, ele me ligou e pediu que eu interpretasse Quem me levará sou eu, no Festival da TV Tupi. Eu não queria mais participar de festivais, mas diante da música que ele me apresentou, não tive como não aceitar o convite. Acabamos saindo vencedores. Tivemos uma longa e fraternal convivência. A música brasileira perdeu muito com a morte dele".

Amigo Chico

"Me tornei amigo de Chico (Buarque) logo que cheguei ao Rio, e fui convidado para gravar com ele a música Joana Francesa, para a trilha do filme de Cacá Digues. O futebol nos aproximou muito mais. Nos encontrávamos com frequência e fizemos shows no Brasil e no exterior. Mas por diferença de posições políticas e por fofocas que foram criadas, aos poucos fomos nos afastando. Há cinco anos não falo com ele, mas pelo menos da minha parte a amizade continua, pois ela é maior que tudo.

Em comemoração

"Iniciei as comemorações dos 40 de música anos em maio, com show no Teatro Municipal de São Paulo, pela Virada Paulista, cantando as músicas do Manera Fru Fru, manera, o LP de estreia, que é um disco histórico e cultuado. Foi emocionante ver as pessoas cantando as músicas comigo. Depois, no HSBC (São Paulo) e no Vivo Rio (Rio de Janeiro) fiz os primeiros shows da turnê, que foram gravados para o DVD comemorativo. Nele, quero usar, também, imagens da apresentação em Brasília.

COMENTÁRIOS

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jose junior 19 de Setembro às 11:03

Opa!!!! Só não vou se estiver AMARRADO!!!!!!!!!!!!

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