Brasília-DF,
19/FEV/2018

Com apresentação dupla, Clarice Falcão faz show neste fim de semana

As letras recheadas de ironia e o fino humor, além de melodias que lembram jingles, são características marcantes nas músicas da artista pernambucana

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Igor Silveira Publicação:27/09/2013 06:00Atualização:27/09/2013 08:57

 (Daryan Dornelles/Divulgação)

Clarice Falcão é um fenômeno. Cantando ou atuando. Como atriz, além de trabalhos na televisão e no teatro, integra o elenco do festejado canal de humor na internet Porta dos fundos. Mas é nos palcos que ela solta a voz miúda e afinada — fez o primeiro show em maio deste ano. Quase cinco meses depois, foi indicada ao Grammy Latino, na categoria de artista revelação.

Ela chega a Brasília para quatro apresentações em dois dias, em um dos espaços mais nobres da capital federal: a Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Boa parte dos ingressos estava esgotada uma semana antes. “Continuo nervosa, mas não acho mais que vou morrer a cada apresentação. O show é muito teatral — a parte de texto é toda ensaiada. Desde a estreia, colocamos uma música nova e mudamos alguns textos. O público, por sua vez, é sempre muito diferente. E faz toda a diferença”, conta Clarice.

As letras recheadas de ironia e fino humor, além de melodias que lembram jingles, são características marcantes nas músicas da artista pernambucana-carioca. O primeiro disco dela, Monomania, lançado só na internet, traz versos como “o que eu bebi por você / me fazia tão mal / que já era normal / acordar no bidê”, de O que eu bebi; e “você que tá no Titanic / parou o chilique / que gente voltou”, de A gente voltou contra gravadoras. Acho que, no momento certo e do jeito certo, pode ser ótimo.



Filha de dois excelentes contadores de histórias, os escritores João e Adriana Falcão, Clarice garante que o estilo de composição não é intencional. “Na verdade, eu nunca optei por esse modelo. Costumo compor as músicas a sério, só que pelo meu ponto de vista. A maioria delas eu acho tristíssima”, diz a cantora.

Três perguntas para Clarice Falcão


Qual é a sua música predileta no disco? Por quê?


Cada dia, eu tenho uma diferente. Acho que hoje é Eu me lembro, que tem a participação do Silva — ele cantou e tocou violino na música, e fez os dois incrivelmente bem.

Seu primeiro show foi em maio deste ano. Como têm sido esses meses após o lançamento de Monomania?


Muito maluco e muito maravilhoso. Mais maravilhoso. É incrível chegar a lugares onde você nunca esteve antes e ver a plateia cantando todas as músicas com você. De alguma forma, eu me comuniquei com o público que está ali, e eu nunca fui muito boa em me comunicar com outras pessoas. Acho que o objetivo é esse. Comunicação.

A opção por um disco virtual se revelou um acerto com o sucesso de vendas na internet. Por que e quando você escolheu eliminar os intermediários habituais da indústria fonográfica?


Na época em que eu quis lançar o CD, as propostas que eu tive de algumas gravadoras eram pouco atraentes. Os contratos não me deixavam, por exemplo, compor uma música hoje e colocar na internet hoje mesmo — que foi basicamente como eu comecei. Que bom que a internet possibilita essa liberdade toda. O que não quer dizer que eu sou

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