Brasília-DF,
20/SET/2018

Da serigrafia à fotografia, Correio reúne dicas das mostras em exibição

Com um convite à reflexão, exposições retratam vida e obra de alguns artistas

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Nahima Maciel Publicação:27/09/2013 06:19Atualização:26/09/2013 15:22

Obra do artista plástico Emiliano Di Cavalcanti, na exposição Narrativas Poéticas da Coleção Santander Brasil ( Arquivo/Santander Cultural)
Obra do artista plástico Emiliano Di Cavalcanti, na exposição Narrativas Poéticas da Coleção Santander Brasil

O número de exposições com visitação aberta é um alento para quem se alimenta de artes visuais. Um pouco do modernismo brasileiro está no Museu Nacional. Numa perspectiva didática, por que não começar o tour com Di Cavalcanti? Na coleção do Santander, é possível ver o desenvolvimento das artes brasileiras dos anos 1940 até hoje. Depois, o contemporâneo. O figurativo diz logo a que veio? Experimente o lirismo das pinturas de Adriana Marques. Viajar no universo proposto pelo artista? As instalações de Carlos Lin sobrevoam fantasias literárias. Em todas as mostras, há um convite à reflexão. O que não pode é deixar o pensamento entediado.

Duas cidades


De Oscar Fortunato. Objeto Encontrado (CLN 102 Bloco B, Loja 56). Visitação até 12 de outubro.

Oscar Fortunato é goiano e sempre se perguntou por que Brasília e Goiânia são tão próximas e, ao mesmo tempo, tão distantes. É dessa distância que trata a exposição. Com objetos, pinturas, serigrafias e desenhos, Fortunato brinca com o desconhecimento mútuo. “A gente conhece muito pouco de Brasília, da música, das artes plásticas”, lamenta o artista. “Meu trabalho é muito urbano, gosto de ter elementos da cidade envolvidos no trabalho.”

Areia


De Adriana Marques. Galeria Lourenço de Bem (SLMN, MI 8, Cj. 2, Cs. 18B; 9212-2094). Até 14 de outubro, de terça a sábado, das 11h e 22h.

Foi durante um curso no Rio de Janeiro com o professor Charles Watson que Adriana Marques criou as pinturas da série Areia. Durante sessões de fotografias na praia, a artista observava os frequentadores e registrava o movimento. “Fiquei encantada com a vivência da terceira idade no Rio”, conta. Das fotos, ela foi para as pinturas coloridas, expostas no ateliê de Lourenço de Bem com um toque pop.

Pergaminhos


De Carlos Lin. Alfinete Galeria (116 Norte, Bl. B, Lj. 61, subsolo; 9981-2295), até 7 de outubro, de quarta a
sábado, das 15h às 20h.

Com fotografias, pinturas, desenhos, textos, vídeos e objetos, Carlos Lin cria um mundo intimista. A poesia de Manoel de Barros guia o artista e a palavra tem lugar de honra na produção. Ela é um caminho que puxa o espectador à plástica de Lin. Em uma das instalações mais delicadas, ele registra as rachaduras do chão de sua casa e alinha as imagens como se fossem cicatrizes.

Arte de cavalete — Clóvis Graciano


Imagem da exposição Arte de cavalete, de Clóvis Graciano, em cartaz na Caixa Cultural (Caixa CUltural/Divulgação)
Imagem da exposição Arte de cavalete, de Clóvis Graciano, em cartaz na Caixa Cultural
De Clovis Graciano. Caixa Cultural. (SBS, Q. 4, Lt. 3/ 4; 3206-9448), visitação até 13 de outubro, de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Graciano é desses artistas que atravessam o tempo e ajudam a tecer a narrativa de uma história. Neste caso, da história da arte brasileira. Membro do grupo Santa Helena, integrado também por nomes como Alfredo Volpi e Francisco Rebolo, Graciano foi um artista muito ligado a temas sociais. Especialista em murais e gravura, também foi um grande ilustrador de obras literárias. A exposição faz um passeio por diversas fases da produção do artista e oferece um panorama do universo de Graciano.

Narrativas poéticas

 

Museu Nacional Honestino Guimarães (Conjunto Cultural da República, Setor Cultural Sul, Lt. 3; 3325-5220). Até 29 de setembro. De terça a domingo, das 9h às 18h30.

O diálogo entre poesia e artes plásticas guiou os curadores Helena Severo, Antonio Cícero, Eucanaã Ferraz e Franklin Pedroso pela coleção do banco Santander para montar uma exposição com obras de arte que dialogassem com a literatura. O resultado é um conjunto de 86 obras expostas no museu e rodeadas de versos. Na coletiva, estão artistas como Alfredo Volpi, Emiliano Di Cavalcanti, Milton Dacosta, Cícero Dias, Fayga Ostrower, Arcângelo Ianelle e Tomie Ohtake, entre outros.

Rubem Valentim


De Rubem Valentim. Centro Cultural Rubem Valentim (SRES, Setor Escolar, Lote 10, Cruzeiro Velho). Visitação até 30 de setembro, das 8h as 22h.

Para comemorar os 15 anos de existência, o Centro Cultural Rubem Valentim inaugura exposição de sete pinturas do artista baiano. Emprestadas do acervo do Museu de Arte de Brasília (MAB) e hoje guardadas no Museu Nacional, as telas são uma rara oportunidade de ver as obras do mestre na capital. Valentim tinha profunda ligação com a cultura do sincronismo religioso no Brasil, e boa parte de sua obra é inspirada na simbologia do candomblé.

Tags: celular

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