Brasília-DF,
20/JUN/2018

Mostra e ciclo de conferências revelam riquezas da região do Parque da Serra da Capivara

O evento mostra mais da história e da cultura do local

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Vanessa Aquino Publicação:02/10/2013 06:01

Pintura rupestre em São Raimundo Nonato, no Piauí: sinais de um passado ancestral (Wanderlei Pozzembom/CB/D.A Press)
Pintura rupestre em São Raimundo Nonato, no Piauí: sinais de um passado ancestral

O Parque Nacional da Serra da Capivara abriga um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo. Localizado no sudeste do estado do Piauí, o local guarda uma história milenar sobre a origem e o desenvolvimento do homem americano e integra a lista do Patrimônio Mundial da Unesco, mas ainda é pouco conhecido e visitado. Para apresentar as riquezas naturais, históricas e culturais da região, instituições como a União Europeia, a Fundação do Homem Americano (Fundahan), as embaixadas da França e da Suécia e a Unesco organizaram em parceria duas exposições e um ciclo de conferências com participação de especialistas internacionais. O evento Serra da Capivara: os brasileiros com mais de 50 mil anos inclui uma exposição museográfica, com parte do acervo do Museu do Homem Americano e exposição de cerâmicas produzidas por moradores das cercanias do parque e os painéis com discussões sobre arqueologia, turismo, preservação ambiental e cultural. “É um lugar maravilhoso, que faz parte da lista de Patrimônio Mundial da Unesco. Então, nós temos um compromisso de ver como esse patrimônio arqueológico está sendo protegido e cuidado. Por isso, fomos lá varias vezes e nos apaixonamos pelo lugar. E o que nos interessa, de fato, é ver como podemos valorizá-lo”, explica o representante da Unesco no Brasil, Lucien Muñoz.

Tombamento

A Serra da Capivara é tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Nacional como patrimônio cultural. Para Philippe Torelly, representante do órgão, o evento é muito importante por apresentar descobertas e manifestações de diferentes épocas. “A preservação arqueológica tem sido uma das nossas preocupações fundamentais em função de o país estar vivendo um processo de investimento generalizado em várias regiões. A legislação brasileira determina que a pesquisa arqueológica faça parte do licenciamento ambiental. Isso tem criado uma demanda de trabalho e de descobertas de manifestações de diferentes épocas de um passado pré-cabralino. Esse evento é muito caro ao Iphan”, ressalta Torelly.

 

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