Brasília-DF,
26/SET/2018

Com 40 anos de carreira, Papete se apresenta no Feitiço Mineiro

Ele se destacou por ter emprestado seu talento ao trabalho de artistas da importância de Tom Jobim, Chico Buarque, Dominguinhos e Sarah Voughan

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Irlam Rocha Lima Publicação:11/10/2013 06:00Atualização:10/10/2013 16:21
Papete em ação: além de músico de primeira linha, um pesquisador de ritmos (Giselle Paiva/Divulgação)
Papete em ação: além de músico de primeira linha, um pesquisador de ritmos
Pouca gente sabe quem é José de Ribamar Nunes, um maranhense nascido em Bacabal. Mas o Brasil e o mundo conhecem Papete, percussionista de fama internacional. Com 40 anos de carreira e 23 discos lançados, ele também se destacou como pesquisador musical e por ter emprestado seu talento ao trabalho de artistas da importância de Tom Jobim, Chico Buarque, Dominguinhos, Ney Matogrosso, Rita Lee, Simone, Sarah Voughan, Sadao Watanabe e Ornella Vanoni. Por mais de uma década, integrou a banda de Toquinho, com quem fez turnês por vários continentes.

Músico com muitos admiradores em Brasília, Papete anualmente se apresenta no Feitiço Mineiro, para onde está de volta neste fim de semana. No show que faz nesta sexta (11/10) e sábado (12), às 22h, como parte das comemorações dos 24 anos do bar e restaurante da 306 Norte, o maranhense prestará tributo a Jorge Ferreira e lançará o álbum duplo Sr. José de Ribamar e outras praias, o vigésimo terceiro da discografia, com interpretações de colegas como Josuas Sobrinho (Dente de ouro) e Erasmo Dibel (Navegantes), além de regravações com novos arranjos de músicas do seu álbum mais famoso, Bandeira de aço, de 1978. Papete será acompanhado por dois conterrâneos radicados no DF: o violonista Leônidas Costa e o percussionista Carlos Pial.

“Estou me preparando emocionalmente para esse show, pois, assim que subir ao palco do Feitiço, vou me recordar do Jorjão, pois sua aura está impregnada ali. Sempre recebi dele uma acolhida carinhosa e toda a atenção à música que faço”, lembra. “Acredito que todos os artistas que passaram por esse reduto da música popular brasileira na capital, transformado pelo saudoso amigo em referência nacional, têm sentimento semelhante”, acrescenta.

Duas perguntas para Papete

De sua carreira internacional, quais são suas melhores lembranças?

Acompanhar, em vários shows, Sarah Vaughan — a grande diva do jazz norte-americano — foi algo que não vou esquecer jamais. Porém, o que ficará para sempre em minha memória são as turnês pelos Estados Unidos, pela Austrália e pelo extremo Oriente com o saxofonista Sadao Watanabe, o maior nome da música japonesa.

Que momento você considera marcante em seus 40 anos de música?

Poderia citar alguns, mas vou me ater ao do lançamento do Sr. José de Ribamar e outras praias, em que volto a botar um pé no mundo e mantenho o outro nos meus terreiros.

Papete

Show do percussionista, violonista e cantor maranhense.
Nesta sexta e sábado, às 22h, no Feitiço Mineiro (306 Norte). Couvert artístico: R$ 20. Não recomendado para menores de 18 anos. Informações: 3272-3032.

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