Brasília-DF,
21/FEV/2018

Companhia apresenta obra de siberiano sobre homem que assassina a esposa

De Ivan Viripaev, Oxigênio trata sobre assuntos contemporâneos e faz reflexão sobre existência humana

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Rebeca Oliveira Publicação:01/11/2013 06:12

Patrícia Kamis, Rodrigo Bolzan e Gabriel Schwartz integram o elenco (Companhia Brasileira de Teatro/Divulgação)
Patrícia Kamis, Rodrigo Bolzan e Gabriel Schwartz integram o elenco

O siberiano Ivan Viripaev faz estardalhaço em seu país de origem. Desde que enveredou pelas artes, causou grande impacto no panorama cênico drusso, principalmente em virtude da preferência por temas provocativos. Coube à Companhia Brasileira de Teatro apresentar o dramaturgo, ator e diretor russo ao público brasileiro. Desde o fim de 2010, o grupo percorre o país com Oxigênio, baseada na obra de Viripaev. Na história, Sacha — um simplório homem do interior da Rússia — se envolve com uma amante (também chamada Sacha) e acaba assassinando a esposa. Um gancho para um velado debate proposto em cena.


“O texto trata de assuntos contemporâneos, como violência, terrorismo, racionalidade, consumismo. Discute tudo isso investigando sobre o que é essencial na existência”, explica o diretor da montagem, Márcio Abreu. Criada em 1999, a Companhia Brasileira de Teatro se consagrou pelo repertório atípico, sempre com abordagens ousadas e excessivamente trabalhadas. Embora reconhecida no meio cultural há anos, adquiriu maior visibilidade em 2012, quando Renata Sorrah se integrou temporariamente ao grupo para encenar Esta criança, aclamada pelo público e pela crítica. Por Oxigênio, a companhia levou para casa os dois mais prestigiados prêmios do teatro brasileiro em 2011: o Shell e o Questão de Crítica de melhor ator, que laurearam Rodrigo Bolzan.

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