Brasília-DF,
23/FEV/2018

Rafael Cortez fala ao Correio sobre o espetáculo De tudo um pouco; assista

Versado em jornalismo, no teatro e no violino, Rafael Cortez reúne stand up comedy, show de improviso e performance musical na apresentação

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Rebeca Oliveira Publicação:13/12/2013 06:13Atualização:13/12/2013 21:10

Rafael cortez possui uma enorme bagagem como jornalista, ator e músico. Entretanto, é conhecido do grande público graças a seu trabalho como humorista, principalmente depois de participar do programa CQC, da Band. Poucos tinham conhecimento de que sua veia cômica foi uma conquista tardia. Por isso, Cortez decidiu percorrer teatros de canto a canto do país em um show que agrupa todas as suas habilidades. Assim nasceu o espetáculo De tudo um pouco, em cartaz neste sábado (14/12) e domingo (15/12) no Teatro dos Bancários.

A peça passou pela capital em 2011, mas nem por isso o roteiro é o mesmo. Ele revela: a cada apresentação, inventa alguma novidade. Não há um texto fixo a ser seguido. Tudo é adaptado às situações do cotidiano do humorista. “Passados dois anos, vivi uma série de novas experiências: mudei de emissora, amadureci, saí do CQC, namorei, separei-me... Isso traz material novo para o show, que só cresce”, confessa. No roteiro, uma mistura de stand up (que ele conheceu por meio dos ex-colegas de CQC Danilo Gentili, Oscar Filho e Rafinha Bastos), show de improviso e até mesmo violino, que ele toca desde os 17 anos.

Das 27 capitais do país, Rafael Cortez só deixou de visitar três. Ao todo, são cinco anos na estrada com De tudo um pouco. “Conheci o Brasil com o meu solo de comédia”, comemora. Contratado pela Record, ele não enxerga diferenças entre o humor feito no teatro ou na tevê. “O saudoso Chico Anísio já dizia de maneira simples: há o humor que tem graça e o que não tem. Sendo na tevê ou no teatro, em que a ação é mais intensa e talvez possa ter mais êxito, o importante é que o público se divirta”, completa.

Cortez retorna a Brasília com espetáculo bem-sucedido: em turnê desde 2009, comédia já rodou todo o país
 (Rodrigo Schmidt/Divulgação)
Cortez retorna a Brasília com espetáculo bem-sucedido: em turnê desde 2009, comédia já rodou todo o país

Leia a entrevista completa com o humorista Rafael Cortez

Você já percorreu todo o Brasil com o seu show, que estreou em 2009 e tem sofrido adaptações desde então. O que traz de novidade a Brasília?

A novidade sou eu (risos). Mas, falando sério, eu não sou o mesmo Rafael que esteve com esse solo de humor em Brasília em 2011. Passados dois anos, vivi uma série de novas experiências: mudei de emissora, amadureci, saí do CQC, namorei, me separei... Isso traz material novo para o show, que só cresce Isso traz material novo para o show, que só cresce. O De tudo um pouco está em seu quinto ano de turnê, e o solo está muito melhor.

O que mais te atrai no público daqui?


Gosto da receptividade e do clima caseiro. Em Brasília os encontros se dão menos nas ruas, e mais em casas, estabelecimentos, no aconchego das pessoas. A cidade sabe receber muito bem quem vem de fora. E, claro, acho as mulheres são muito bonitas!

Antes de conhecer Danilo Gentili, o Oscar Filho e o Rafinha Bastos, no CQC, você não se apresentava no formato de shows de humor. Em que mais a convivência com eles te influenciou?

O convívio com eles fez nascer o humorista em mim. Não só porque criei um show, mas porque passei a organizar um pensamento pelo humor. E eu sou tão, mas tão grato ao humor na minha vida que, certamente, sempre serei grato a influência desses colegas.

Alias, sua ligação como humor começou quando e como?

Profissionalmente foi com o CQC mesmo. Ele fez com que eu passasse a ganhar minha vida, também, como humorista. Mas eu já era o tonto e engraçadinho do escritório nos trabalhos da juventude, da escola, na infância, e o filho besta e sem noção lá de casa. Ou seja, estava no sangue.

Em que ponto o humor e a música se encontram para você?

São hoje uma essência da minha vida. A música é uma essência mais etérea, de alma. O humor, essência de conteúdo, de expressão. Não posso mais viver sem eles. O sonho é conseguir somar essas duas artes numa só, de modo a ter expressão mesmo e sucesso em ambas. Isso é um pouco mais difícil.

Seu show mescla stand-up, show de improviso e solo musical. Como consegue equilibrar esses três formatos no palco?

Pela cara de pau e a regra básica da "tentativa-acerto-erro". Tem que arriscar. E para arriscar tem que dar a cara a tapa, engolir nervosismo, timidez e insegurança. E brigar pela piada, pelo formato, por um momento em que entra o violão ou desço para falar com a plateia. Claro, tem vezes que não funciona e posso me estrepar. Mas tem momentos que rola e é maravilhoso. É por esses acertos que insisto nesse formato.

Em quantas cidades você já se apresentou?

Muitas, muitas, muitas. Para ficar mais fácil, só não fiz o show nessas capitais do país: Porto Alegre, Palmas e Boa Vista. O resto, de ponta a ponta do país, eu fui - em algumas regiões mais, em outras menos. Mas dá para dizer sim que conheci o Brasil com o meu solo de comédia.

É verdade que, após ver um show seu em São Paulo, uma mulher abriu um Boletim de Ocorrência contra você porque não gostou das piadas que ouviu?


(Risos) Não, aquilo foi um boato. Mas me divirto com a história.

Como foi o processo de mudança de emissora, ele influenciou em seus outros projetos? O que vem por aí na Record?


Está sendo ainda. Passei cinco anos na Band, e até agora só um na Record. Há ajustes ainda, coisas em que sei que posso melhorar. Mas, digamos que está sendo até um pouco mais fácil do que eu esperava. Natural, porque minha mudança foi feita de modo limpo e comigo bem certo do que queria.

Como se sentiu ao ganhar um programa só seu?


Feliz, mas centrado. Grandes conquistas sempre trazem enormes responsabilidades. É mais nas responsabilidades que penso, o que nem sempre é bom. Fico tão centrado que às vezes esqueço de comemorar meus feitos.

O nível do humor na TV brasileira te agrada? E no teatro? Quais as diferenças de linguagem entre os dois?


Há tipos e tipos de humor, nos mais diversos segmentos. Mas o saudoso Chico Anísio já dizia de maneira simples: há o humor que tem graça e o que não tem. Sendo na TV ou no teatro, onde a coisa é mais quente e talvez possa ter mais êxito, o importante é que o público se divirta. E eu quero que as pessoas tenham prazer com o que eu apresento, seja no telinha ou no palco.


De tudo um pouco

Show de humor com Rafael Cortez, neste sábado (14/12), às 21h; e domingo (15/12), às 20h, no Teatro dos Bancários (314/315 Sul; informações 3262-9021 e 3034-6560). Ingressos a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), à venda na bilheteria do teatro, aberta das 13h às 20h. Não recomendado para menores de 12 anos.

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