Brasília-DF,
18/JUN/2018

Casuarina faz show em homenagem a Cyro Monteiro neste fim de semana

Grupo é um dos principais nomes da revitalização da cena da Lapa, no Rio de Janeiro

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Irlam Rocha Lima Publicação:20/12/2013 06:00

O Casuarina ficou conhecido por homenagear grandes sambistas (PapricaFotografia/Divulgação)
O Casuarina ficou conhecido por homenagear grandes sambistas

O casuarina é o grupo mais aclamado entre os que surgiram em meio ao processo de revitalização da Lapa, o tradicional bairro boêmio do Rio de Janeiro. Ao longo de 12 anos de carreira, além de fazer muitos shows, cumprir longas temporadas na Fundição Progresso — referência no local — e ter lançado quatro CDs e dois DVDs, a banda procura reverenciar grandes sambistas do passado.

A homenagem inicial foi a Roberto Silva, que ficou conhecido como “príncipe do samba”, morto em 2012. Neste ano, no ensejo do centenário de Cyro Monteiro, o conjunto vem se dedicando ao legado do cantor, elogiado por companheiros de ofício, como Vinicius de Moraes e Chico Buarque. Tido pela crítica como ícone do samba sincopado, voz grave e afinada, ele carregava uma simples e eficiente caixinha de fósforo, e era dono de uma ginga contagiante.

Casuarina canta Cyro Monteiro é o nome do projeto que o grupo carioca já apresentou em Salvador e no Rio de Janeiro, e que traz neste fim de semana a Brasília. No Teatro da Caixa, nesta sexta (20/12)  e sábado (21/12), às 20h, Gabriel Azevedo (voz e pandeiro), João Cavalcanti (voz e percussão), João Fernando (bandolim e vocais), Rafael Freire (cavaquinho e vocais) e Daniel Montes (violão sete cordas) mostram sambas consagrados na voz do homenageado.

Diretor musical do espetáculo, Gabriel Azevedo juntou, no roteiro, sambas clássicos depois de gravados por Ciro, entre os quais Se acaso você chegasse (Felisberto Martins e Lupicínio Rodrigues), Bonde de São Januário (Ataulfo Alves e Wilson Batista), Escurinho (Geraldo Pereira), Beija-me (Mário Rossi e Roberto Martins), além de Deixa, Formosa e Tempo feliz, compostos por Baden Powell e Vinicius de Moraes. “São sambas com o caráter de crônicas sociais, que tinham em Cyro um grande intérprete”, destaca João Cavalcanti.

Três perguntas João Cavalcanti

Nas temporadas que o Casuarina faz na Fundição Progresso, outros músicos se juntam a vocês. Em que situações o grupo opta por subir no palco apenas com os cinco integrantes?

Uma delas é em projetos como esse em homenagem ao Cyro Monteiro. Isso nos permite chegar ao público com a formação com a qual fomos descobertos tocando na Lapa, e que nos permite mostrar o trabalho do Casuarina em sua essência.

O Casuarina tem homenageado mestres do samba. Essa é uma preocupação do grupo?


Há grande nomes da música brasileira que, com o passar do tempo, são esquecidos. Manter sua memória viva é algo que nos move. Para 2014, por exemplo, o Gabriel Azevedo já prepara projeto em homenagem a Dorival Caymmi, no centenário do genial compositor baiano.

Você produziu o disco Toda cor, que busca dar visibilidade à causa do movimento Down e reuniu artistas de diversos segmentos. A proposta do álbum é abrangente?

Não queria que o projeto fosse pensado só para crianças. Apenas É tão lindo, sucesso do Balão Mágico, regravado por Elza Soares e João Gordo, é originalmente infantil. Nesse trabalho, canções como Dia branco (Geraldo Azevedo) e Eu sou o caso deles (Novos Baianos) ganharam novos significados. Os artistas compreenderam o conceito do Toda cor.

Casuarina canta Cyro Monteiro
Show do grupo carioca em homenagem ao sambista sexta (20) e sábado (21), às 20h, no Teatro da Caixa (SBS, Q. 4, Lt. 3/4; 3206-6456). Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia). Não recomendado para menores de 14 anos. Informações: 3206-9448 e 3206-9449.

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