Brasília-DF,
25/JUN/2018

Chorinho é uma forte expressão cultural da cidade, sendo tocado em vários espaços

Confira os locais para ouvir o estilo musical criado no Rio de Janeiro e adotado pelos brasilienses

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Irlam Rocha Lima Publicação:10/01/2014 07:00Atualização:10/01/2014 11:31

O Divirta-se mais mostra onde e quando se pode apreciar essa manifestação artística de origem carioca %u2014 que ganhou sotaque brasiliense (Cristiano Gomes/CB/D.A Press)
O Divirta-se mais mostra onde e quando se pode apreciar essa manifestação artística de origem carioca %u2014 que ganhou sotaque brasiliense

Estilo musical brasileiríssimo, criado no século 19 por Chiquinha Gonzaga, Antônio Calado e Anacleto de Medeiros, o choro viria a ganhar maior projeção, tempos depois, na execução de mestres como Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Jacob do Bandolim, responsáveis por popularizá-lo, enquanto criadores e intérpretes. Tido como a gênese da MPB, foi trazido para Brasília por servidores públicos, originários do Rio de Janeiro, que vieram transferidos para cá.

Na capital federal, o chorinho começou a ser ouvido nos anos 1970, em reuniões que ocorriam nos apartamentos do jornalista e cavaquinista Raimundo de Brito (307 Sul) e da professora da UnB e flautista Odette Ernest Dias (311 Sul); e, também, na casa de Waldir Azevedo, o Rei do Cavaquinho, que, já consagrado, veio morar na QI 1 do Lago Sul. Desses encontros, participavam, entre outros, Bide de Flauta, Tio João, Tio Nilo, Avena de Castro e Pernambuco do Pandeiro — todos de saudosa memória.

As rodas de choro no apartamento de Odette foram o embrião para a surgimento do Clube do Choro, em 1977. Hoje patrimônio imaterial do Distrito Federal, a instituição construiu projeção nacional a partir de 1993, quando Henrique Santos Filho, o Reco do Bandolim, assumiu a presidência da instituição, passando a administrá-la de forma profissional.

Cinco anos depois, criou a Escola Brasileira de Choro, de onde saíram incontáveis músicos que hoje brilham tocando em diversas rodas de choro — inclusive no Espaço Cultural do Choro (projeto de Oscar Niemeyer), inaugurado em novembro de 2011, no Eixo Monumental.

 

Bambas de todas as idades

 

Atualmente, as rodas de choro se espalham pelo Plano Piloto e adjacências e têm a comandá-las desde veteranos chorões até jovens instrumentistas que exibem talento e técnica e virtuosismo, para o aplauso de atentos espectadores, que costumam prestigiá-los.

 

Entre líderes e integrantes de grupos, há o pessoal da velha guarda, nomes da importância do ritmista Valdecy e de Eli do Cavaco, que se formaram no regional de Waldir Azevedo; e o violonista e cavaquinista Evandro Barcelos, com 40 anos de trajetória — os três estão entre os fundadores do Clube do Choro.

Mas se destacam, também, chorões da novíssima geração, como Ian Couri, 11 anos; e Tiago Tunes, 16 anos, ambos bandolinistas. Tiago, ex-aluno da Escola de Choro, é visto como a maior revelação da área nos últimos anos. Adolescente com postura de adulto, ele está à frente de duas rodas de choro, uma no Lago Norte e outra na Asa Norte. O Divirta-se Mais mostra onde e quando se pode apreciar essa manifestação artística de origem carioca — que ganhou sotaque brasiliense.

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