Brasília-DF,
23/SET/2018

Assista entrevista com o grupo Letuce, que se apresenta no Limonada Project

Nesta sexta (14/2), a partir das 20h30, os cariocas retornam a capital para apresentação no Limonada Project, no Teatro do Brasília Shopping

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Adriana Izel Publicação:14/02/2014 07:03Atualização:14/02/2014 17:35


O grupo Letuce surgiu em 2008 logo no primeiro encontro do ex-casal Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos. Desde o lançamento do primeiro CD, um ano após a criação, a banda inclui Brasília na agenda de shows. Nesta sexta (14/2), a partir das 20h30, os cariocas retornam a capital para apresentação no Limonada Project, no Teatro do Brasília Shopping (SCN, Qd. 5).

“A gente tem uma história muito bonita com Brasília. Tem alguma coisa nos brasilienses telúrica, uma coisa humana mesmo, que nos dá força como artistas”, afirma Lucas Vasconcellos.

No show de hoje, a banda vai unir o repertório dos dois CDs gravados, Plano de fuga pra cima dos outros e de mim (2009) e Manja perene (2012), além de algumas músicas que devem fazer parte do próximo álbum. “Os shows de agora têm uma característica de unir o passado, o presente e o futuro”, conta o músico.

No repertório do show da banda Letuce, músicas dos dois CDs gravados e do terceiro, em produção (Ana Alexandrino/Divulgação)
No repertório do show da banda Letuce, músicas dos dois CDs gravados e do terceiro, em produção

Confira entrevista completa com Lucas Vasconcellos:

A última vez que vocês vieram a Brasília foi para participar do projeto Toca Raul no CCBB. Como foi a receptividade daquela vez? E como está a expectativa para agora?

Foi demais, porque foi um jeito da gente conhecer as músicas do Raul Seixas e se inteirar das músicas dele. Fizemos escolhas lado B e lado C. Não eram músicas que a gente cresceu escutando. Eram músicas muito diferentes, de discos obscuros. Lembro muito bem da apresentação em Brasília. A gente tem uma história muito bonita com Brasília. Fizemos pequenos shows no Balaio Café, em festas. Desde o primeiro disco, Brasília nos recebeu muito bem. Tem alguma coisa nas pessoas de Brasília que nos aproxima, uma coisa espiritual, uma coisa telúrica (carregada de entusiasmo), uma coisa mesmo humana, que não tem nada a ver com religião. Mas nos traz força como artistas. Brasília e São Paulo são as nossas melhores praças, depois do Rio de Janeiro.

Em relação ao repertório da apresentação dessa sexta show, o que o público pode esperar?

Estamos em uma transição para o próximo disco. Os shows de agora tem uma característica que é de unir o passado, o presente e o futuro. Tem músicas dos dois primeiros discos (Plano de fuga pra cima dos outros e de mim de 2009 e Manja perene de 2012). Também estamos testando algumas canções do próximo disco (ainda sem nome), que nem estão gravadas.

Vocês costumam fazer algumas versões de hits dos anos 90 com o formato indie. O público pode esperar essas versões que fazem tanto sucesso na internet?

Acho que sim, por algum motivo a gente sempre gostou de interpretações de músicas com algum cunho afetivo, algo que tivessemos ouvido ainda mais novo, em uma época que não existia internet. Com esse gostar e com essa prática fomos chamados para muitos projetos, como o Toca Raul sobre Raul Seixas e o projeto que bandas indies gravaram Raça Negra. Nesse show tenho certeza que deve ter uma música do Raul Seixas e provalmente Jeito felino também, são músicas lindas.

Vocês estão em processo de gravação do novo disco. O que podem adiantar sobre o trabalho?

O que posso adiantar é que a banda está mais coesa nesse terceiro disco. Estamos trazendo os músicos da banda para o lado das composições. Nos primeiros discos Eu e Letícia trabalhávamos muito juntos. Mas a ascensão dos músicos para compositores está muito forte na banda. Isso dá uma cara bacana, transforma nosso trabalho.

As músicas de vocês têm bastante poesia, falam muito de amor... Como é o processo de criação de vocês?

Varia muito.... Tem pessoas que têm processo meio clássico de tocar violão e fazer as harmonias. A gente não tem muito disso não. A Letícia sempre foi uma compositora espontânea. Se ela está dirigindo, às vezes grava uma ideia que teve, se ela está em no meio de uma viagem... Eu tenho meu próprio estúdio, então tudo vira matéria ou não. Não tem uma regra para compor.

Logo de cara, vocês conquistaram o público também por serem um casal. Não chegaram a pensar que quando terminaram poderia acabar a banda também? Como é a relação de vocês dois?

Eu e a Letícia somos muito próximos. A gente gosta muito de trabalhar junto. Não começamos a trabalhar juntos exatamente porque a gente era namorado. A gente gostava da poesia um do outro. Seria muito trágico que a gente terminasse a banda só porque a relação de amor terminou. O Letuce virou o filho que a gente não teve. Cuidamos dele juntos. É uma coisa que nos gera renda, trabalho, discos. Não tem porque dizer não ao projeto só porque essa relação não existe mais. A gente pode voltar a ser um casal um dia, enquanto a gente não é, somos uma dupla de músicos, mais uma questão para continuarmos a banda.

Você está trabalhando em carreira solo atualmente...


Estou lançando um disco Falo de coração. Ele está rodando o país de uma forma bacana. É um trabalho todo de autorais que foram feitos no ano passado. Foi muito bem recebido, saíram resenhas e críticas bacanas.

Limonada Project
Com show da banda Letuce. Nesta sexta 914/2), a partir das 20h30, no Teatro do Brasília Shopping (SCN, Qd. 5, Bl. A). Ingressos a R$ 25 (antecipado) e R$ 30 (na hora). Pontos de venda: Objeto Encontrado (102 Norte) e Loja Verdemanga (302 Sudoeste). Informações: 3201-7508. Classificação indicativa livre.

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