Brasília-DF,
19/FEV/2018

Mostra no CCBB reúne obras de consagrados diretores de diversos países

Produção Criativa - O Cinema de Paulo Branco exibe conjunto de obras de diretores do porte de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Olivier Assayas

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Ricardo Daehn Publicação:19/02/2014 06:01Atualização:19/02/2014 10:04
Os diretores devem bastante da viabilidade ao nome do produtor Paulo Branco (Luis Martins/Divulgação)
Os diretores devem bastante da viabilidade ao nome do produtor Paulo Branco

Um conjunto de obras de diretores consagrados do porte de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Olivier Assayas, que devem bastante da viabilidade ao nome do produtor Paulo Branco, integram a mostra Produção Criativa — O Cinema de Paulo Branco, a partir desta quarta-feira (19/2), uma atração no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). “Foi um grande desafio recortar duas dezenas de obras de uma carreira dez vezes maior. Entre os critérios que adotamos foi o da presença do produtor em momentos específicos de cineastas consagrados e ainda uma tentativa de apanhado cronológico, já que a retrospectiva abarca filmes feitos entre 1983 e 2012”, pontua um dos curadores Beto Tibiriçá.

Brasília é ponto de partida para uma programação estendida a São Paulo. Avinda do celebrado produtor (que já foi jurado dos festivais de Berlim e Veneza) foi outro ponto para a maior visibilidade da mostra. Na capital, ele estará no dia 7 de março, para realização de palestra. “Com a vinda dele, tivemos um grande trunfo na viabilização da mostra. Beto Tibiraçá, responde pela coprodução de alguns títulos de Branco, que esteve poucas vezes no Brasil, uma delas há 15 anos, quando discutiu o planejamento de produção do longa Palavra e Utopia”, explica o outro curador, o cineasta Francisco Cesar Filho.

“Numa carreira de centenas de filmes dirigidos por cineastas de forte cunho autoral, é bem difícil destacar títulos. Creio que seja bom atentar para Na cidade branca, dirigido em 1983 pelo suíço Alain Tanner. Trata-se de um filme de grande poesia visual, uma viagem sensorial pela cidade de Lisboa, e que marcou uma geração há 30 anos”, opina Tibiriça. “As abordagens temáticas e estéticas presentes na filmografia de Paulo Branco talvez configurem um dos maiores conjuntos de filmes a revelar inquietações da civilização contemporânea. É um mergulho sem fim rumo a descobertas cinematográficas, culturais, comportamentais e sociais”, completa Francisco Cesar.

Na programação desta quarta, estão os longas O coração fantasma (às 15h), filme de Phillippe Garrel que mostra um pintor recém-separado em crise de sentimentos; seguido por Quatro noites com Anna (de Jerzy Skolimovski), em torno da obsessão de um agente de crematório polonês por uma enfermeira, e, às 19h, Linhas de Wellington. Ingressos custam R$ 4.

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