Brasília-DF,
19/FEV/2018

Peça Casarão ao vento não mostra ineditismo em apresentação; confira crítica

A história se passa nos anos de 1880 e discorre sobre três irmãs, isoladas no meio de uma tempestade, no dia em que vão se casar

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Diego Ponce de Leon Publicação:07/03/2014 07:08
A direção de Marco André Nunes é um dos pontos altos da peça  (João Julio Mello/Divulgação)
A direção de Marco André Nunes é um dos pontos altos da peça

Foram anos para o autor Francisco Alves concluir o texto definitivo de Casarão ao vento. A pesquisa acerca da sociedade brasileira dos anos 1880 exigiu dedicação e persistência de Alves, estreante na dramaturgia, mas experiente nome do teatro profissional. Os achados — pelo menos aqueles levados ao palco — não esboçam, no entanto, nenhum ineditismo.

A trama discorre sobre três irmãs, isoladas no meio de uma tempestade, no dia em que vão se casar. Lá estão todos os elementos previsíveis de um enredo ambientado na referida época. Mulheres reprimidas, submetidas aos caprichos de um patriarca pederasta, marcadas pela repressão que lhes é imposta. Surge, claro, uma voz dissonante: a prima rebelde que expressa alguma autonomia feminina e que, por isso, foi considerada louca.

Para tentar surpreender, o texto recebe sutis intervenções ao longo do trajeto. Um abuso ali, um seio acolá, um padre conservador. Agradam, mas não justificam o programa. Os atores, iniciantes, parecem presos ao luxuoso figurino, que se sobressai aos personagens.

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