Brasília-DF,
21/FEV/2018

Ator e humorista Gregório Duvivier apresenta 'Uma noite na Lua' em Brasília

No palco, Gregório encara escritor desatento e sem nome que tem apenas uma noite para criar uma peça

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Publicação:11/04/2014 07:04
 Para Duvivier, o público da capital federal é eclético (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)
Para Duvivier, o público da capital federal é eclético

O desafio do ator, humorista e escritor Gregório Duvivier era imenso: substituir Marco Nanini na peça Uma noite na Lua, montada pela primeira vez há 15 anos. O monólogo revela um lado sombrio da arte — o ócio criativo — com pitadas de romance e tragicomédia. Um texto completo que, por si só, já valeria o risco.

Mas foi o fato de poder trabalhar com o diretor João Falcão que seduziu Duvivier. O texto foi apresentado a Gregório por sua namorada, Clarice Falcão, filha de João.

No palco, Gregório encara escritor desatento e sem nome que tem apenas uma noite para criar uma peça. Como agravante, entra a paixão mal resolvida por sua ex-mulher, Berenice. Em cartaz há dois anos, o ator sempre se reinventa. “Algumas cidades são mais silenciosas. Nelas, foco no drama, como Curitiba. Em outras, como Fortaleza, o público pede comédia. Brasília é bem variada porque é um lugar feito de gente do Brasil inteiro. A capital é, desde o nascimento, eclética, variada e curiosa”, define. A visita à capital ganhou ares de comemoração: hoje, Gregório completa 28 anos.

Leia a entrevista completa com o ator Gregório Duvivier:

Você reconhece no texto de João Falcão uma identidade também sua? Ele tem traços autobiográficos que o convenceram a assumir essa responsabilidade de substituir Marco Nanini?

Esse textos é um dos mais lindos que já vi. É brilhante, perfeito. A peça precisa estar sempre sendo montada, seria uma injustiça ela ser feita só uma vez. O texto de teatro, aliás, só existe quando é montado. As pessoas só têm acesso a ele em cena. Um texto na gaveta não é nada. Ele não foi feito para ser lido, mas visto. Volto a dizer: essa peça é linda e me emociona demais. Tenho certeza que ela vai virar um clássico, e será revistada no futuro por novos atores. Ela tem a vantagem de o personagem não ter idade, ele se presta muito bem para cada ator emprestar um pouco do seu talento. Ele lembra um pouco os palhaços do cinema, como Charles Chaplin. Fico feliz de estar vivendo esse personagem.

Nanini já comentou algo sobre a sua atuação em Uma noite na lua? Quão difícil foi tomar a decisão de dar vida novamente a um personagem que o levou a lugares tão altos?

Ele foi assistir e foi emocionante. Chorei muito, ele me disse que gostou muito e parecia bem verdadeiro. Ele me chamou para me apresentar no teatro dele, e foi generoso comigo desde o começo. Ficou feliz de saber que tinha sido eu o "escolhido" para dar nova vida a peça.

Já são dois anos em cartaz, inclusive, com passagem por Brasília. O que sente cada vez que interpreta o texto? Ele reverbera em você?

Sim, estamos em turnê há dois anos e ele está muito internalizada em mim. Sei o texto de cor, mas com o tempo, brinco cada vez mais com ele. A cada cidade, ouço o público e faço um espetáculo diferente para cada um deles. O que faz uma peça boa por dois ou 20 anos é o público. A cada dia, sendo estreia ou não, eu fico nervoso, e no dia que não ficar mais, eu paro. Algumas cidades são mais silenciosas. Nelas, foco no drama, como Curitiba. Em outras, como Fortaleza, o público pede comédia. O de Brasília é bem variado, porque é um lugar feito de gente do Brasil inteiro. A capital é, desde o nascimento, eclética, variada e curiosa. Quando me apresentei pela primeira vez, percebi que o público é muito inteligente. O ponto central é do texto ser montado o tempo inteiro.

Uma noite na Lua


Teatro dos Bancários (314/315 Sul, Bl. A; 3034-6560 e 3262-9021). Sábado (12/4) e domingo (13/4), às 20h. Ingressos a R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). Não recomendado para menores de 12 anos.

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