Brasília-DF,
23/SET/2018

Festival É Tudo Verdade destaca a diversidade da produção contemporânea

O evento, que começa hoje no CCBB, também apresenta a tendência de uma mistura de estilos

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Ricardo Daehn Publicação:30/04/2014 07:02Atualização:30/04/2014 09:03
Camen Miranda %u2014 Banana is my buisness é uma das atrações do festival, que começa hoje: resgate do passado, sem perder de vista aspectos inovadores   (	Festival É Tudo Verdade 2014/Divulgação)
Camen Miranda %u2014 Banana is my buisness é uma das atrações do festival, que começa hoje: resgate do passado, sem perder de vista aspectos inovadores

“Uma das marcas do documentário contemporâneo é exatamente o da afirmação da subjetividade do discurso, na contracorrente do que se estabeleceu como imagem pública do documentário — ou seja, perde terreno a narrativa neutra, didática e impessoal a respeito de algum tema. A seleção do festival É Tudo Verdade, deste ano, naturalmente espelha esta tendência”, demarca Amir Labaki, o diretor do evento, que tem programação com entrada franca, a partir desta quarta (30/4), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Reforçando a observação de Labaki, os dois filmes premiados, Homem comum (vitorioso entre fitas nacionais, com exibição às 20h) e Jasmine (no âmbito internacional) se apegam à essencial “transparência da subjetividade dos enfoques, ainda que em estilos de cinema bem distintos”, nas palavras do fundador da mostra, que chega à 19ª edição. Enquanto Homem comum, de Carlos Nader, traz até paralelo com clássico dinamarquês de Carl Dreyer, ao contar enorme parte da vida do caminhoneiro Nilson de Paula, Jasmine (de Alain Ughetto) centra fogo na análise do amor quase impossível entre um cineasta francês e uma cidadã iraniana.

A largada nas sessões do festival, nesta quarta, às 14h, cabe a Nelson Mandela: O mito e eu, feito pelo diretor Khalo Matabane, que reconstruiu a imagem do líder da África do Sul sem renegar defeitos do aniquilador do apartheid. Em seguida, às 16h, a sensação de legado é retomada, mas em minúscula escala, com Aldeia de Alao do chinês Li Youjie.

Uma sociedade diversificada puxa o interesse dos espectadores de Eixo óptico (às 18h), no qual imagens de cidadãos comuns de uma Rússia czarista (eternizada por um fotógrafo do século 20) são analisadas por tipos igualmente anônimos, contemporâneos e em busca de pertencimento, e que se deixam fotografar, ao interpretarem situações dos antepassados.

É Tudo Verdade 2014

Centro Cultural Banco do Brasil (SCES, Tr. 02, Lt. 22, 3108-7600). Nesta quarta (30/4), às 14h, Nelson Mandela: o mito e eu; às 16h, Aldeia de Alao e às 20h, Homem comum. Entrada franca. Não recomendado para menores de 14 anos.

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