Brasília-DF,
17/JUN/2018

Espetáculo Autópsia aborda temas complexos para quebrar tabus; confira

Textos reflexivos marcam o roteiro da peça, que está em cartaz no teatro Dulcina

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Diego Ponce de Leon Publicação:23/05/2014 06:11
Peça ressalta a qualidade do teatro produzido atualmente na capital federal (Diego Bressani/Divulgação)
Peça ressalta a qualidade do teatro produzido atualmente na capital federal

O teatro de brasília merece a sua atenção. O panorama teatral brasiliense padeceu sob duras críticas, há algum tempo, acerca da falta de programação, da escassez de produções. Ou ainda sobre a qualidade delas. A colocação seria impertinente, atualmente.

Autópsia serve como um cuspe na cara de quem ainda cisma em boicotar a cena da capital. Por meio de cinco tramas do maldito Plínio Marcos, Jonathan Andrade leva ao palco um elenco avassalador. Literalmente desnudados de hesitação ou pudor, os atores entregam um resultado à altura da obra.

Dividido em dois atos autônomos, o espetáculo mescla a originalidade dos textos com uma intervenção contemporânea que permite, inclusive, a introdução de elementos autobiográficos. Aos poucos, o debate acerca de tabus — como aborto, homofobia e prostituição — torna-se irrefutável.

Ouse assistir e permita-se a surpresa de ser arrebatado por interpretações viscerais, direção criativa e destemida e um texto atinente aos nossos dias. Acima de tudo, permita-se repensar a concepção sobre o teatro de Brasília. Ela estava errada.

Autópsia

De Jonathan Andrade. Baseado em textos de Plínio Marcos. De quinta a sábado, às 19h e às 21h (são dois atos autônomos que podem ser assistidos separadamente). No teatro Dulcina de Morais (SDS Bloco C — Conic). Ingressos a R$10 (inteira). Não recomendado para menores de 18 anos.

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