Brasília-DF,
24/JUN/2018

Tom Cavalcante revive personagens famosos e imita cantores e atores em peça

Com mais de 20 anos de carreira, o humorista se apresenta na capital neste fim de semana

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Rebeca Oliveira Publicação:30/05/2014 06:09Atualização:30/05/2014 14:50
Depois de se apresentar em Brasília, Tom Cavalcante levará a comédia para os EUA ( Imprensa Risoflex Brasília/Divulgação)
Depois de se apresentar em Brasília, Tom Cavalcante levará a comédia para os EUA

Antes do boom do sucesso da stand up comedy e dos canais de humor no YouTube, Tom Cavalcante já despontava como um dos maiores do humor no Brasil.

Irreverente e carismático, ele estreou na tevê na Escolinha do Professor Raimundo como João Canabrava. O  bêbado compõe uma das esquetes do espetáculo No tom do Tom,  em cartaz sábado (31/5) e domingo (1/6) em Brasília.

Além de Canabrava, entram em cena a doméstica Jarilene e uma série de personagens e imitações que vão de Roberto Carlos a Fagner e Cauby Peixoto.

No tom do Tom é também um retrato da vida do artista, que mira a carreira internacional. No ano passado, Tom Cavalcante passou 7 meses em Los Angeles estudando interpretação. Voltou ao Brasil em janeiro e, no começo do próximo mês, retorna aos EUA para uma série de shows.

Confira entrevista com o humorista Tom Cavalcante

O que trás de novo após a temporada em Los Angeles?

Tom: Venho com textos em cima do factual, como a narrativa  de um professor em greve  que cobre  uma Copa do Mundo, e que é o fim do mundo. Um passeio pela política e os últimos acontecimentos pela lente de Dilma Rousseff, Lula, Fernando Collor, José Sarney e Tiririca, além de musicais, crônicas sobre a fragilidade dos relacionamentos e novos personagens que não revelo para não quebrar a surpresa.

Como esse período contribui para sua evolução como humorista?

Tom: Em primeiro plano a cabeça livre das costumeiras obrigações de 21 anos de batente, depois a dedicação aos estudos do cinema e da língua inglesa.

O Ceará é um dos maiores exportadores de humoristas no país, e Brasília também tem um público cativo para peças de humor.

Tom: O Ceará sempre foi uma fábrica de humoristas sim, mas, agora, divide essa tarefa com muito orgulho  com os demais estados do país. Me sinto orgulhoso de ver esse aquecimento em toda nação. Somos os porta-vozes da alegria castigando costumes e comportamentos para melhor percepção do povão.

Quantas vezes veio a capital  e qual a impressão do público local?

Tom: Inúmeras vezes. Tenho uma relação muito próxima com a cidade, pelo meu público local e por ter familiares que aí residem. Sempre fui muito bem recebido pelo povo, seja no teatro Nacional, no auditório Ulisses Guimarães ou em alguma universidades.

Há quem diga que o mercado de humoristas está inflacionado. Até que ponto estar na tevê ajudou e atrapalhou seu trabalho?

Tom: Esse boom de humoristas é valioso em vários aspectos. Do ponto de vista social, a manifestação de consciências  críticas  cria modelos aos jovens. Do ponto de vista artístico, ao final da inflação, há nascimento de novos comediantes. A única coisa que a TV me atrapalhou foi não poder estar totalmente livre para estar nos palcos fazendo o que mais amo: atuar ali, pertinho da galera.

Já teve retorno de algumas das figuras que você costuma imitar?

Tom: Sempre estamos nos vendo e rindo juntos, principalmente quando eles imitam a minha imitação deles.

No tom do tom

No Teatro da UNIP (913 Sul; informações 8144-1514) Sábado (31/5), às 21h; e domingo (1/6) às 20h. Ingressos a R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia) à venda na bilheteria do teatro, na Central de Ingressos do Brasília Shopping e nas lojas Cia Toy dos shoppings Terraço Shopping, Pátio Brasil, Península Shopping, Alameda Shopping, Gilberto Salomão, Iguatemi Shopping, Águas Claras e ParkShopping. Não recomendado para menores de 14 anos.

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