Brasília-DF,
23/SET/2018

Inspirado em romance de Eugène Ionesco, peça incentiva talentos locais

No espetáculo "A cantora continua careca", a existência humana é tratada de maneira cômica, com pitadas de humor nonsense

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Rebeca Oliveira Publicação:13/06/2014 06:09Atualização:13/06/2014 11:35
Elenco formado por alunos encara texto do mestre Eugène Ionesco
 (Fred Ramos/Divulgação)
Elenco formado por alunos encara texto do mestre Eugène Ionesco

Uma burguesia decadente que não abre mão de luxos mesmo diante do caos. Essa era a realidade vivida pelo romeno Eugène Ionesco ao escrever A cantora careca, em 1950. Criada para alfinetar a elite europeia pós-guerra, a peça permanece atual e, justamente por isso, ganha adaptação da Companhia da Ilusão.

Rebatizada de A cantora continua careca e com direção de Érica do Vale, a comédia surrealista incentiva talentos locais, com elenco composto por alunos do curso de artes cênicas da Companhia.

No enredo, a existência humana é tratada de maneira cômica, com pitadas de humor nonsense. “A sociedade moderna está cheia de falsos ricos, pessoas que não perdem a pose mas não estão bem financeira ou psicologicamente”, conta a diretora. Ela acrescenta que A cantora continua careca se mantém fiel aos princípios do teatro do absurdo, gênero do qual Ionesco foi o maior representante.


A cantora  continua careca

Teatro de Bolso Companhia da Ilusão (510 Sul, Bl. C, Lj. 18; telefone 3242-3544). Sexta e sábado, às 21h; e domingo, às 20h. Entrada franca. Não recomendado para menores de 12 anos.
Tags: celular

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