Brasília-DF,
22/SET/2018

Versão de Anjo negro, de Nelson Rodrigues, encerra a 19ª Mostra Dulcina

Baseado em texto do escritor, o espetáculo foca na questão racial e debate sobre racismo e a sexualidade

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Diego Ponce de Leon Publicação:11/07/2014 06:10

 Prisões metafóricas estão presentes no texto baseado em clássico do teatro moderno
 (Junior Ribeiro/Divulgação)
Prisões metafóricas estão presentes no texto baseado em clássico do teatro moderno

O teatro de Brasília anda ousado. Os núcleos acadêmicos de artes cênicas estão se tornando laboratórios de experimentações inusitadas, contemporâneas e audazes. Prisões, um ensaio sobre o anjo negro, de Júnior Ribeiro, exemplifica o desejo de buscar o menos óbvio e surpreender a plateia. A peça encerra a 19ª Mostra Dulcina, que animou o início de julho com outros trabalhos de palco e exposições plásticas.

Baseado em texto de Nelson Rodrigues, o espetáculo foca na questão racial. “A encenação busca evidenciar as prisões de cada um dos três personagens, que se defendem no decorrer da trama. A prisão mais evidente é o preconceito contra a cor negra, que é o mote dos conflitos”, antecipa o diretor estreante Júnior Ribeiro.

Em princípio, fica a sensação de que a sexualidade, igualmente importante no texto original, deve ficar em segundo plano na versão do diretor brasiliense, que preferiu se aprofundar no tema do racismo. Resta saber se o resultado será tão contundente quanto Nelson desejava.

Prisões, um ensaio sobre o anjo negro
Baseado na obra de Nelson Rodrigues. Direção de Júnior Ribeiro. No Teatro Dulcina (Conic). Hoje, às 19h e às 21h. Não recomendado para menores de 14 anos. Entrada franca.
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