Brasília-DF,
19/FEV/2018

Crítica da peça Duas vezes um quarto: Texto desperdiçado em montagem fraca

Escrito e dirigido por Marcelo Pedreira, espetáculo conta com Carla Marins, José Karini, Guta Ruiz e Lucas Gouvêa no elenco

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Diego Ponce de Leon Publicação:25/07/2014 06:03Atualização:25/07/2014 15:25
Entre os poucos atributos do espetáculo, a trilha sonora se destaca
 (Dalton Valériuo/Divulgação)
Entre os poucos atributos do espetáculo, a trilha sonora se destaca
Há uma dificuldade logo de cara em Duas vezes um quarto: acompanhar duas peças serem apresentadas simultaneamente. À esquerda do palco, Carla Marins e José Karini vivem, respectivamente, uma prostituta e um cliente em A dama da Lapa. No lado direito, Guta Ruiz e Lucas Gouvêa interpretam uma modelo e um escritor em Dilúvios em tempo de seca. Ambas escritas e dirigidas por Marcelo Pedreira.

O que poderia ser intransponível funciona até bem. Acompanhar os dois lados do espetáculo não configura tarefa impossível. Os problemas não estão aí. O texto, embora bem escrito e fluído, falha na falta de uma real catarse e acaba por entediar o espectador.

A fraca atuação do elenco (que encontra alguma luz em Carla, mas que fracassa ao repetir clichês de interpretação) não favorece o clima de desânimo na plateia, que ainda precisa encarar certo grau de moralismo. Em determinada cena, por exemplo, o personagem de Lucas toma banho de cueca, o que não parece fazer muito sentido. Mas, em Duas vezes um quarto, nada faz. Pelo menos, nesse aspecto, é coerente.

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